Udesc conhece experiência de gestão de moradia estudantil da UFSC

06/03/2026 17:53

Branda Vieira (à esq.), diretora de Gestão de Moradia Estudantil da UFSC, apresentou a experiência da universidade. Foto: Felipe Paze/Udesc

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) recebeu nesta quarta-feira, 4 de março, a diretora do Departamento de Gestão de Moradia Estudantil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Branda Vieira. Ela participou de reunião da comissão criada em setembro, a partir de decisão do Conselho Universitário (Consuni), para propor uma política própria para a Udesc na área.

Branda relatou a experiência de vários anos da UFSC com a moradia estudantil, que hoje oferece 156 vagas, em um prédio construído junto ao campus principal, em Florianópolis. Há ainda mais 30 vagas no Alojamento Estudantil Indígena.

A universidade federal conta com um departamento próprio para gerir essas moradias, vinculado à Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (Prae). Como base na experiência da UFSC, Branda recomendou atenção na definição do tipo de espaço, o que pode ter impacto direto na convivência entre os estudantes.

“Por exemplo, vai haver uma cozinha coletiva ou várias cozinhas menores, uma área de convivência, quantas pessoas em cada quarto, o acesso aos banheiros, toda essa estrutura física determina a convivência”, alerta Branda. Ela destaca que os espaços de convívio são muito importantes, detalhando como funciona a gestão das moradias na universidade federal no dia a dia.

Ela também repassou à comissão informações sobre as políticas de permanência estudantil da UFSC, que incluem vários tipos de auxílios. Os critérios para acesso são basicamente de renda, a partir de um cadastro socioeconômico informado pelo estudante e validado por entrevista com assistente social. No caso da moradia, há também reservas de vagas dentro da política de ações afirmativas.

Em dezembro, a comissão concluiu uma pesquisa on-line enviada a todos os estudantes da Udesc, para conhecer suas expectativas e necessidades. “Estamos fazendo também uma ampla pesquisa com outras universidades, para entender como elas fazem”, explica o pró-reitor de Planejamento da Udesc, Gustavo Araújo. “Então convidamos a UFSC, que é uma referência próxima”, completou.

A matéria na íntegra está disponível neste link.

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‘Cuidoteca’ na UFSC: lançamento dia 12 de março materializa compromisso social com a comunidade

05/03/2026 14:18

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) dará mais um passo concreto em direção à inclusão e à equidade no ambiente acadêmico. No próximo dia 12 de março, às 15h, na Sala dos Conselhos, será lançado o projeto Cuidoteca, um espaço de cuidado destinado a crianças de 4 a 10 anos, com ou sem deficiência, filhos de estudantes de graduação e pós-graduação, servidores e trabalhadores terceirizados da instituição. A ação extensionista foi desenvolvida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e está inserida na Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024).

O serviço funcionará no turno da noite, período em que as redes de apoio familiar são mais escassas, e terá capacidade para atender até 40 crianças simultaneamente. As atividades ocorrerão no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) da UFSC, que disponibilizará duas salas para atividades, cozinha para preparo de refeições e áreas externas e comuns. A proposta inclui práticas lúdicas e acessíveis, rodas de conversa com as famílias e oferta de alimentação saudável. A proporção mínima planejada é de um agente de cuidados para cada grupo de 15 crianças, com pelo menos dois profissionais presentes em todas as atividades. Na ocasião do lançamento do projeto, será aberto o edital de inscrições.

Para a professora Josiana Piccolli, coordenadora do projeto, a Cuidoteca materializa o compromisso social da universidade com sua comunidade. “Quando a universidade cuida, ela amplia possibilidades, transforma permanência em realidade e se torna, de fato, mais justa e possível para todos”. “Mais do que disponibilizar um espaço físico, a universidade afirma que permanência não se constrói apenas com acesso ao trabalho, à vaga ou matrícula efetivada. Permanência exige condições reais para que estudantes e trabalhadores possam seguir suas trajetórias com dignidade, tranquilidade e segurança”, acrescenta.

A pró-reitora de Assuntos Estudantis (PRAE), Simone Sampaio, cujo setor articulou com o MDS, ressalta o caráter inovador da Cuidoteca na história da UFSC. “Estamos estruturando esse espaço a partir de nossos saberes institucionais e essa construção coletiva é o que confere especial relevância a iniciativa”, disse. A gestora sublinha a interlocução do projeto com a Política de Permanência de Estudantes-Mães, aprovada em 18 de dezembro de 2024 e construída com a participação do Coletivo Mães Estudantes, e reforça que a “Cuidoteca se consolida como dispositivo de apoio e reflexão sobre políticas de cuidado, articulando conhecimento acadêmico e experiências cotidianas, tornando-se referência para práticas inclusivas e sustentáveis no campus”.

O reitor Irineu Manoel de Souza destaca o impacto estrutural da iniciativa. “O lançamento da Cuidoteca representa um passo concreto para remover barreiras de permanência na universidade. Ao garantir cuidado infantil gratuito, noturno, público e acessível, fortalecemos o direito de estudar e trabalhar com tranquilidade para quem tem responsabilidades de cuidado — em especial nossas estudantes-mães. Esta é uma resposta institucional a uma demanda real da comunidade e inaugura uma cultura de corresponsabilidade pelo cuidado na UFSC, tornando nosso ambiente mais justo, acolhedor e humano”, afirma o reitor.

O projeto teve como referência uma experiência-piloto bem-sucedida desenvolvida na Universidade Federal Fluminense (UFF). A equipe da Cuidoteca na UFSC será composta por docentes, técnicos-administrativos e bolsistas de graduação e pós-graduação.

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
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Reitoria da UFSC realiza reuniões em dois centros de ensino sobre prioridades para ano letivo

27/01/2026 09:05

Reunião do GR com o CCJ. Foto: Secom

Na quinta e sexta-feira, 22 e 23 de janeiro, o Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deu continuidade ao cronograma de reuniões com as direções dos centros de ensino e dos campi para definir as prioridades do início do ano letivo.

O segundo e terceiro encontros ocorreram no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e no Centro Socioeconômico (CSE), com a presença do reitor Irineu Manoel de Souza, dos pró-reitores Werner Krauss (Pesquisa e Inovação), Dilceane Carraro (Graduação e Educação Básica), e Vilmar Michereff Junior (Administração), do diretor executivo da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Narbal Silva, do secretário de Comunicação, Marcus Pêssoa, do chefe de Gabinete, Bernardo Meyer, da diretora-geral do GR, Camila Pagani, do assessor institucional do GR, Alexandre Verzani, e do prefeito universitário, Matheus Lima Alcantara. Da parte dos dois centros, diretores e servidores.

As solicitações apresentadas foram majoritariamente relacionadas à manutenção, melhorias no ambiente físico e de acessibilidade. Entre as demandas discutidas, destaca-se a aquisição de novos aparelhos de ar-condicionado, sendo que 12 equipamentos foram recentemente adquiridos. O prefeito universitário Matheus confirmou que a manutenção dos equipamentos já está em andamento.

Reunião do GR com o CSE. Foto: Secom

A principal novidade anunciada pela gestão foi a criação do Núcleo de Acompanhamento da Evasão em todos os centros de ensino da UFSC. O novo núcleo será dedicado a trabalhar estratégias para reduzir ainda mais esses números em cada um dos centros de ensino da UFSC. Para viabilizar essa iniciativa, cada centro receberá Função Gratificada nível 3 (FG3) destinada exclusivamente à estruturação desse setor. O núcleo funcionará em interlocução com a Prograd, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidades (Proafe). Informou-se que a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) desenvolveu um novo sistema específico para o acompanhamento dos dados de evasão.

O pró-reitor Michereff mencionou que a universidade agora conta com uma ata de manutenção de projetores, serviço que já está em funcionamento e atende às necessidades dos centros de ensino. Esse contrato ativo garante que os equipamentos de projeção recebam manutenção regular, evitando interrupções nas atividades acadêmicas.

O GR continuará o ciclo de reuniões com os demais centros e campi da UFSC nas próximas semanas, mantendo o compromisso de ouvir as demandas específicas de cada unidade e buscar soluções integradas para o início do ano letivo.

Próximos encontros:
•⁠ ⁠Centro de Desportos (CDS): 30/1, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Ciências Biológicas (CCB): 2/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM): 6/2, às 9h;
•⁠ ⁠Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH): 9/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Ciências da Saúde (CCS): 10/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro Tecnológico (CTC): 11/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Comunicação e Expressão (CCE): 12/2, às 10h;
•⁠ ⁠Centro de Ciências Agrárias (CCA): 13/2, às 10h.

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Reitor da UFSC recebe estudantes e professores do novo curso de Licenciatura em Educação Escolar Quilombola

28/11/2025 16:46

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu, nesta sexta-feira, 28 de novembro, um grupo de estudantes – em sua maioria do Quilombo Invernada dos Negros, de Campos Novos (SC) -, além de docentes da Licenciatura em Educação Escolar Quilombola e representantes do Movimento Negro Unificado (MNU). Os visitantes também participam do I Encontro do Curso de Licenciatura em Educação Escolar Quilombola (EaD/Semipresencial), realizado nos dias 28 e 29 de novembro, na UFSC.

Integraram a agenda a coordenadora do curso, professora Maíra Samara de Lima Freire, do Departamento de Antropologia da UFSC, e Vanda Pinedo, representante do MNU, professora aposentada da rede estadual e docente na Educação Quilombola na modalidade EJA. O grupo foi recebido no Gabinete da Reitoria e, na sequência, iria visitar pró-reitorias estratégicas, em diálogo sobre a consolidação do curso – recém-implantado em formato EaD, com atividades presenciais no território.

Para a professora Maíra, a recepção institucional representa um passo simbólico e prático na trajetória da licenciatura. “Para muitas e muitos, este é o primeiro contato com a Universidade. É fundamental um acolhimento pensado para um curso que, embora seja EaD, tem especificidades porque parte das atividades ocorre dentro do território”, afirmou. Ela destacou que o encontro inaugura “um circuito de conversa e troca com a Reitoria”, fortalecendo o reconhecimento da iniciativa na UFSC. A coordenadora agradeceu “aos estudantes, aos colegas e à administração” pela acolhida que viabilizaram a agenda.

O reitor Irineu saudou o grupo e ressaltou o compromisso da UFSC com a inclusão. “Sejam todas e todos bem-vindos. Nossa Universidade é bem qualificada entre as federais, está entre as quatro melhores do Brasil”, disse. Ele lembrou que a instituição reúne cerca de 40 mil estudantes, mais de 2.800 técnicos-administrativos e 2.600 docentes. “A cada ano ampliamos cursos e programas de inclusão, buscando atender todos os setores da sociedade. Temos cotas raciais, indígenas e quilombolas”, afirmou. Apesar das restrições orçamentárias, o reitor frisou a continuidade das atividades: “Há uma luta constante para manter a Universidade funcionando, e felizmente temos conseguido. A UFSC é bem avaliada pelos órgãos educacionais e pela sociedade, e segue bastante procurada nos vestibulares”.

Na pauta, surgiram demandas de infraestrutura para o polo presencial no território. Maíra relatou que o Polo de Educação Escolar Quilombola “está em processo de consolidação” no Quilombo Invernada dos Negros e requer definição de espaço físico e de logística. “Hoje, embora o curso seja EaD, as aulas também ocorrem presencialmente e ainda não temos um local adequado para oferecê-las. Além disso, há o desafio do transporte: professores saem de Florianópolis para o território e nem sempre há condução para os estudantes”, apontou. Segundo a professora, a turma iniciou com 30 matriculados em abril e atualmente conta com 23 estudantes. “Temos uma rede de docentes da UFSC e convidados externos; é um curso financiado pela Capes. Este momento serve para compartilharmos como o curso se encontra e compreendermos como tem funcionado na prática”, completou. As visitas incluem a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), a Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (Prae), a Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd) e o Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape).

Representando o MNU, Vanda Pinedo agradeceu a recepção e resgatou o histórico da luta pela licenciatura. “Lançar a licenciatura quilombola é um desafio que carregamos desde 2013. Conversamos sobre isso com o professor Irineu logo após sua posse. É um feito de 12 anos”, afirmou. Ela citou contribuições que “ajudaram a fazer, lá em 2013, o primeiro lançamento da perspectiva de uma licenciatura quilombola na UFSC”.

Vanda reforçou a defesa da universidade pública. “Queremos verba pública para a universidade pública. Refutamos que essa licenciatura seja ofertada por uma instituição privada”, disse. Segundo ela, o MNU “brigou para que a licenciatura saísse pela Universidade Federal”, por entender que são as universidades públicas que “acolhem as comunidades desfavorecidas”. “Às vezes somos criticados por não ter começado antes, mas não gostaríamos que o orçamento federal desse suporte a privadas que não acolhem nossas comunidades”, afirmou. Ela parabenizou a equipe: “Sob coordenação da professora Samara, queremos o melhor na formação superior dos estudantes quilombolas. Há passos a avançar em 2026 para melhorar a estrutura e dar andamento aos projetos, mas estamos extremamente felizes por a licenciatura ser uma realidade – e em uma universidade pública”.

Ao final, o reitor Irineu reiterou o alinhamento institucional com a iniciativa. Para ele, o momento “é importante” e está em sintonia com a função da universidade pública: “atender todas as dimensões da sociedade”. “A UFSC tem se esforçado, apesar das dificuldades, para ampliar a inclusão”, concluiu.

Sobre o curso

A Licenciatura em Educação Escolar Quilombola (LEEQ) EaD/UFSC é ofertada no âmbito do Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade).

O LEEQ/UFSC, na modalidade a distância e em regime de alternância, está vinculado ao Departamento de Antropologia e ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). O objetivo é formar profissionais para o exercício docente na educação básica, em escolas de comunidades quilombolas ou que atendem estudantes quilombolas.

A proposta habilita professoras e professores para atuar no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, nas áreas de Linguagens; Ciências da Natureza e Matemática; e Ciências Humanas e Sociais. Visa ao pleno exercício da docência em uma perspectiva plural, anticolonial e transformadora, ampliando o aporte estrutural e legal relacionado à realidade e aos territórios quilombolas.

A Educação Escolar Quilombola baseia-se solidamente na tradição quilombola e promove uma educação sociocultural que integra ancestralidade e territorialidade à prática pedagógica.

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Fotos: DI-GR | SECOM

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Aprovada política de combate ao assédio e discriminação na UFSC: ‘um marco aguardado há anos’

19/11/2025 13:23

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (CUn/UFSC) aprovou, por unanimidade, a resolução normativa que estabelece diretrizes institucionais para a prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação no âmbito da Universidade. A reunião foi realizada nesta terça-feira, 18 de novembro, e transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do CUn.

A minuta de política institucional foi apresentada pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), com relatoria do conselheiro Jorge Cordeiro Balster.

O relator afirmou em seu parecer que a proposta é “oportuna ao responder uma demanda histórica da comunidade universitária” e que “dá objetividade e procura dar eficiência às ações da instituição”, ao definir procedimentos, responsabilidades e uma rede de acolhimento. Segundo Balster, “o assédio e a discriminação não podem ser ignorados ou tratados como uma questão menor”, e a política exigirá “uma mudança cultural” na Universidade.

O parecer destacou também o amplo amparo jurídico, fundamentada na Constituição Federal, na Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho, na Lei nº 14.540/2023 sobre prevenção ao assédio sexual no serviço público, e na Portaria Normativa nº 6.719/2024 do MGI, que criou o Plano Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação. A minuta também referenciou normas internas da UFSC sobre Enfrentamento ao Racismo Institucional e Ações Afirmativas para pessoas trans.

Para Balster, trata-se de um marco aguardado há anos. “Com esta minuta, atende-se, enfim, ao acordo firmado nas negociações que encerraram a greve dos TAEs de 2015”, diz o parecer. Ele ressaltou que o tema é “caríssimo à categoria dos técnicos-administrativos em Educação”, sem perder de vista os impactos sobre docentes e estudantes.

A política organiza-se em torno de princípios como dignidade da pessoa humana, ambiente institucional seguro, sigilo e tratamento humanizado às vítimas, proteção à diversidade e grupos vulnerabilizados. Entre os objetivos, o relator sublinhou “a identificação de situações que possam favorecer comportamentos assediadores e/ou discriminatórios, propondo as intervenções necessárias”. Para ele, é crucial enfrentar “a cultura vigente dentro das universidades e o seu modelo de gestão que estrutura o desequilíbrio de poder entre as diversas categorias”.

O enfrentamento será estruturado em três frentes: acolhimento e acompanhamento biopsicossocial; ações administrativas e práticas restaurativas; e tratamento formal das denúncias. Balster considerou a rede de acolhimento “a questão central para a viabilização da política”, que incluirá setores como Prodegesp, Proafe, PRAE, Prograd, Ouvidoria, Comissão de Ética, NDI e CA, além da futura Comissão Intersetorial Permanente de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação.

O relator propôs aperfeiçoamentos na proposta, incluindo a previsão de que cada unidade e setor definam “equipes responsáveis pelas ações de acolhimento” e a garantia de “capacitação específica” aos membros da rede. O parecer também valorizou a inclusão de trabalhadores terceirizados entre os públicos da política.

Em tom de reconhecimento, Balster registrou “mérito e reconhecimento a todas as pessoas” que contribuíram com o texto. “Esta política representa um marco institucional” e “o compromisso da Universidade com a dignidade humana”, finalizou.

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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