Espetáculo na UFSC celebra arte brasileira com ginástica, dança e música

09/07/2025 15:05

Na noite desta terça-feira, 8 de julho, o auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, foi tomado pelo espetáculo “Telas em Vida: Pintando Movimentos”. Mais de 90 ginastas subiram ao palco para dar vida a coreografias inspiradas em pinturas, músicas e obras literárias brasileiras. A plateia, composta por um público diverso, testemunhou um encontro inesquecível entre arte, movimento e cultura. Entre os espectadores, estavam o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, e o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer.

O evento foi organizado pelo “GinasticArte”, do Centro de Desportos (CDS) da UFSC, e dirigido pela professora Patrícia Boaventura, coordenadora do projeto. Patrícia revelou que o conceito do espetáculo vinha sendo maturado há anos, com o grupo trabalhando a relação entre as artes visuais e a “Ginástica para Todos” como fonte de inspiração. Este ano, o projeto ganhou uma nova dimensão ao integrar a parceria com o “Portinari na Ilha”, que ampliou o repertório para outros grandes artistas brasileiros.

Dialogando com diversas formas de expressão artística, o espetáculo deu novos significados às obras de nomes icônicos como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Clarice Lispector, Salim Miguel, entre outros. “Assim como em toda obra de arte, há uma intencionalidade do artista, mas também a subjetividade que toca cada pessoa de forma única”, destacou a professora Patrícia. No segundo ato, o espetáculo mergulhou no drama, mas rapidamente resgatou o tom de esperança, provocando uma reflexão sobre o pertencimento e o papel de cada um na construção da cultura brasileira.

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, elogiou a iniciativa e ressaltou a importância de projetos como este para a formação integral dos estudantes e a aproximação da universidade com as comunidades. “Eventos desta natureza mostram o potencial transformador que a UFSC tem sobre as pessoas. A arte, em todas as suas formas, é essencial para criarmos uma sociedade mais criativa, reflexiva e inclusiva”, afirmou.

Além das turmas do “GinasticArte”, o espetáculo contou com apresentações de outros grupos convidados, como o “Criarte”, vinculado ao projeto de extensão Práticas Corporais; o “UFSCCheer”, grupo de cheerleading do projeto de extensão da universidade; e a turma da disciplina “Teoria e Metodologia da Ginástica”, do curso de Educação Física. A integração entre diferentes iniciativas do CDS foi reforçada pelo apoio financeiro do projeto de extensão “Pilates para a Comunidade”, mostrando como a colaboração pode potencializar o impacto de ações culturais e educativas.

Para o público, foi uma noite inesquecível, marcada pela emoção e pela qualidade artística das performances. Com uma repercussão tão positiva, a expectativa é que o “Telas em Vida: Pintando Movimentos” se consolide como um marco no calendário cultural da UFSC, inspirando novas edições e alcançando ainda mais pessoas.

 

Rosiani Bion de Almeida / SECOM UFSC
imprensa.gr@contato.ufsc.br

 

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Consulta pública sobre a Política de Segurança Institucional da UFSC é prorrogada

09/07/2025 10:30

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), comprometida com a proteção e a preservação da vida das pessoas, do material, das áreas e das instalações, convida a comunidade em geral a participar da consulta pública sobre a Política de Segurança Institucional (PSI), cujo prazo final foi prorrogado para 15 de agosto de 2025. A minuta está disponível na Plataforma Participa + Brasil e pode ser acessada neste link.

A construção de uma política de segurança eficaz depende da colaboração de todos e todas. Sua opinião é essencial para que se possa aperfeiçoar as estratégias nesta área, alinhadas às necessidades da Universidade e que possa garantir um ambiente mais seguro e acolhedor.

Segurança da UFSC

A segurança nos campi da UFSC é um tema de grande relevância, especialmente diante dos desafios impostos pelo aumento da criminalidade e pelas limitações estruturais. A Universidade mantém um sistema de segurança ativo 24 horas por dia, sete dias por semana, atendendo a uma comunidade que, em termos populacionais, equivale a muitos municípios catarinenses.

A equipe de segurança da UFSC é composta por Agentes de Segurança Universitários Federais, Vigilantes e Porteiros terceirizados, além de contar com parcerias estratégicas com as Polícias Federal, Civil e Militar, que atuam dentro de suas competências constitucionais. Ressalta-se que a segurança institucional vai além do aspecto patrimonial, abrangendo ações de proteção e acolhimento da comunidade.

Nos campi fora de Florianópolis, a segurança é realizada por equipes terceirizadas, com suporte e orientações da sede. A UFSC também oferece canais para registro de ocorrências, acompanhamentos e orientações, buscando atender às necessidades específicas de cada caso.

O setor pode ser acionado pelos telefones (48) 3721-9555/5050. O atendimento também ocorre presencialmente na sede localizada na entrada do campus pelo bairro Trindade, final da Rua Lauro Linhares.

Serviço

O quê: Consulta Pública sobre a Política de Segurança Institucional
Quando: 16 de junho a 15 de agosto de 2025
Onde: Plataforma Participa + Brasil (acesse aqui)
Mais informações: seguranca@contato.ufsc.br

Tags: consulta públicaPolítica de Segurança Institucional da UFSCSecretaria de Segurança InstitucionalUFSC

Nota oficial sobre episódios de violência contra estudantes indígenas da UFSC

09/07/2025 07:31

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Secretaria de Segurança Institucional (SSI), da Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), da Secretaria de Aperfeiçoamento Institucional (SEAI) e do Gabinete da Reitoria (GR), vem a público informar as medidas adotadas diante dos episódios de violência ocorridos nas imediações do Alojamento Indígena, no Campus Trindade, em Florianópolis, entre os dias 5 e 7 de julho.

Na manhã do último sábado (5), estudantes indígenas que transitavam próximos ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) foram abordados por policiais militares que ingressaram no campus sem que houvesse qualquer acionamento da SSI da UFSC. Mesmo após terem informado que residem nas moradias estudantis, os estudantes foram dispersados com o uso de spray de pimenta e, segundo relatos, houve disparo de bala de borracha. Nenhum dos agentes da força pública encontrava-se devidamente identificado.

Na mesma data, à noite, estudantes indígenas foram novamente alvo de violência: um grupo de indivíduos ingressou no campus com patinetes elétricos e agrediu fisicamente alguns dos moradores. Já na noite de segunda-feira (7), onze indivíduos retornaram ao local e lançaram pedras contra o alojamento, proferindo ofensas racistas.

A Administração Central não apenas repudia essas ações, como está mobilizada para atuar de forma concreta e coordenada em diversas frentes:

  1. Representação ao Ministério Público

A PRAE, SEAI e SSI estão reunindo imagens e registros com o objetivo de apresentar representação formal ao Ministério Público de Santa Catarina para apuração dos fatos ocorridos no sábado pela manhã, com indícios de uso abusivo da força por parte da Polícia Militar, incluindo o uso de armas menos letais e a ausência de identificação dos agentes.

  1. Investigação dos agressores externos

A UFSC está colaborando com as autoridades policiais para fornecer todos os elementos disponíveis que auxiliem na identificação dos agressores que invadiram o campus nas noites de sábado e segunda-feira.

  1. Reforço imediato na segurança

A SSI adotou medidas emergenciais para ampliar a vigilância no entorno dos alojamentos indígenas, com rondas motorizadas e a pé, além de planejamento para a instalação de câmeras adicionais de monitoramento.

  1. Acolhimento às vítimas

Equipes da PRAE e da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (PROAFE) estão prestando apoio direto aos estudantes afetados, garantindo atendimento, escuta e orientação adequada diante do trauma vivenciado.

  1. Revisão de protocolos com forças de segurança

A Universidade solicitará reunião com representantes das forças policiais que atuam na Grande Florianópolis, com o objetivo de revisar protocolos e reforçar o respeito à autonomia universitária e aos direitos da comunidade acadêmica.

  1. Compromisso permanente com a justiça e a inclusão

A UFSC reafirma seu compromisso histórico com a defesa dos direitos humanos, o enfrentamento ao racismo e a construção de uma universidade verdadeiramente inclusiva. A instituição seguirá atuando para que nossos espaços sejam seguros, respeitosos e acolhedores — especialmente para os estudantes que enfrentam, cotidianamente, os maiores desafios para permanecer na universidade.

Aos estudantes indígenas, expressamos não apenas solidariedade, mas o compromisso ativo de proteção e escuta. Desta forma, seguiremos mobilizados, com responsabilidade institucional para garantir que episódios como esses sejam apurados e jamais se repitam.

Florianópolis, 9 de julho de 2025.

Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina

Tags: administração centralAlojamento Indígenaestudantes indígenasUFSC

Política institucional voltada a estudantes indígenas e quilombolas entra em consulta pública

07/07/2025 13:21

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou para consulta pública sua Política Institucional para o Ingresso e a Permanência de Estudantes Indígenas e Quilombolas, que tem como objetivo garantir direitos e respeito a esses grupos. A minuta da política está disponível para consulta via plataforma Participa + Brasil, do governo federal. A análise estará disponível até 20 de agosto, quando deve ser realizada uma audiência pública sobre o tema.

A UFSC conta com 187 estudantes indígenas e 55 estudantes quilombolas, de acordo com a Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (Prae). “Essa presença enriquece a Universidade, transformando-a em um espaço de conhecimento plural e diverso”, avalia a pró-reitora Simone Sobral Sampaio.

Com essa motivação, em 2022, a UFSC criou um Grupo de Trabalho (GT) responsável pela elaboração da proposta da política voltada aos estudantes indígenas e quilombolas. O GT reuniu 75 pessoas: 40 estudantes indígenas e quilombolas, quatro representantes de movimentos sociais externos à UFSC e 31 servidores, técnicos-administrativos e professores. 

Assim, o tempo transcorrido para a elaboração da minuta posta em consulta pública foi resultado do respeito aos debates e reflexões coletivas, de modo a garantir uma política mais próxima da necessidade desses e dessas estudantes, tendo em vista o impacto positivo que ocasionará no ingresso e na permanência de discentes indígenas e quilombolas na UFSC, conforme avaliam a Prae e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe).

A política institucional abrange o ingresso e a permanência material e simbólica, tendo como referência diversas formas de saberes, a interculturalidade e diferentes epistemologias. O texto posto em consulta pública prevê regras para a reserva de vagas, ações de orientação pedagógica, programas de assistência estudantil, entre outras iniciativas. Além disso, a minuta descreve as responsabilidades entre setores da Universidade, a fim de promover as ações tanto na Educação Básica, como no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI) e no Colégio de Aplicação (CA); na Graduação e na Pós-Graduação.

Tags: consulta públicaIndígenas e QuilombolasPraeproafeUFSC

Homenagem destaca trajetória de Rodolfo Pinto da Luz, ex-reitor da UFSC com expressão nacional

04/07/2025 17:59

Cerimônia lembrou contribuições do professor que foi três vezes reitor da UFSC. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

A extensa e marcante trajetória do professor Rodolfo Joaquim Pinto da Luz na vida pública foi bastante destacada na homenagem realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na manhã desta sexta-feira, 4 de julho, no Templo Ecumênico, no campus da Trindade, em Florianópolis. O evento reuniu familiares, amigos, autoridades e membros da comunidade universitária, sendo um momento de memória e reconhecimento de sua notável jornada acadêmica e política.

Entre as muitas singularidades de sua caminhada, destacaram-se seus três mandatos como reitor, seu papel crucial na expansão da infraestrutura universitária e sua atuação em diversos cargos públicos ligados à educação e cultura. O falecimento do professor Rodolfo, ocorrido na última quinta-feira, 3 de julho, representou uma perda significativa para a UFSC, que agora carrega a responsabilidade de honrar seu legado, o qual permanece vivo não apenas nas estruturas físicas, mas também nos valores da instituição.

O evento ressaltou a relevância de Rodolfo para a UFSC, para Santa Catarina e para o Brasil. Durante sua trajetória, ele dedicou pelo menos 12 anos à liderança da maior universidade do estado de Santa Catarina. Foi reitor de 1984 a 1988, de 1996 a 2000 e de 2004 a 2008. Sua história com a UFSC começou na década de 1960, como estudante de Direito, curso no qual se tornou professor em 1973. Além disso, também atuou como Procurador Federal junto à Universidade.

Rodolfo teve uma carreira multifacetada no serviço público, ocupando importantes cargos nacionais como o de Secretário Executivo de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) e, interinamente, o de Ministro da Educação. Ele também presidiu a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Em níveis municipal e estadual, exerceu funções como Secretário de Educação de Florianópolis, presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF). Aposentado em 2023, após 50 anos dedicados à vida pública e institucional, Rodolfo sempre tratou a educação como prioridade. Ao receber o prêmio Elpídio Barbosa, declarou: “A educação é um pilar fundamental para uma sociedade mais justa, igualitária e próspera. É por meio dela que formamos cidadãos críticos e criativos, capazes de transformar o mundo ao seu redor”.

Reitor Irineu Manoel de Souza destacou a trajetória do professor Rodolfo em defesa da educação. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O reitor Irineu Manoel de Souza destacou a significativa trajetória do professor Rodolfo Joaquim Pinto da Luz na defesa da educação e da universidade pública. Ressaltou sua competência na captação de recursos junto a Brasília e a outros ministérios, o que possibilitou a realização de obras fundamentais para a UFSC. Essas conquistas foram decisivas para consolidar a Universidade como uma das melhores do Brasil e da América Latina.

Sob sua liderança, a UFSC experimentou uma expressiva ampliação de sua infraestrutura, com avanços em diversos centros de ensino, como o Centro de Desportos (CDS), o Centro Socioeconômico (CSE), o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e o Centro de Comunicação e Expressão (CCE). Mais do que estruturas físicas, essas obras simbolizaram um projeto de universidade comprometida com a formação integral e o fortalecimento da comunidade, complementou Irineu, que também lembrou que Rodolfo exerceu o cargo de pró-reitor de Administração, foi o primeiro reitor eleito das universidades públicas e o primeiro reeleito da UFSC, evidenciando sua habilidade em diálogo e conciliação.

A vice-reitora Joana Célia dos Passos comentou que o momento “é ao mesmo tempo de memória e de vida. É um momento triste para a sociedade

Vice-reitora disse que é um momento triste para a sociedade catarinense. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

catarinense e para a UFSC, mas gostaria de me dirigir, em especial, aos familiares e amigos do professor Rodolfo, que são aqueles que melhor conhecem e guardam as memórias da pessoa que ele foi. Certamente, essas memórias seguirão iluminando suas vidas, assim como ele iluminou a história de tantos que o conheceram”. Joana enfatizou que as instituições permanecem, mas as pessoas deixam marcas únicas, e que aqueles que mais compartilham momentos com alguém são também os mais impactados pela sua ausência.

A homenagem adquiriu uma dimensão ainda mais simbólica com a fala do padre Vilson Groh, que compartilhou um episódio que ilustra a “humanidade e coragem” de Rodolfo: sua incansável luta para impedir a demolição da Escola Celso Ramos, que seria substituída por um estacionamento para a Assembleia Legislativa. Graças às intermediações de Rodolfo, então secretário, o local foi preservado e hoje abriga uma creche municipal que acolhe 500 crianças, um legado de sua ação visionária.

Descrito como “um homem do diálogo, da resiliência, que sabia dizer não com gentileza e compartilhava seu conhecimento generosamente”, Rodolfo tinha uma visão de educação alinhada à de Paulo Freire, baseada na ideia de uma “educação humanizadora, alimentadora e transformadora”, entendida como um “ato de inteireza, diálogo e construção coletiva”. Padre Vilson também ressaltou que Rodolfo via a educação como um verdadeiro “sacerdócio”, dedicando-se à busca de significado e sentido, e concluiu afirmando que “todo conhecimento só tem sentido se promove a construção do bem comum”.

Rosiani Bion de Almeida / SECOM UFSC
imprensa.gr@contato.ufsc.br

 

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