Reitores da UFSC e Udesc na abertura do 5º Congresso Brasileiro de Riscos e Desastres

16/10/2025 08:57

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediará, entre 15 e 17 de outubro, o V Congresso Brasileiro de Redução de Riscos e Desastres (CBRRD), com o tema “Resiliência e Inovação na GIRD: Conectando Saberes”. A cerimônia de abertura ocorreu à noite, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, campus Trindade, em Florianópolis, e contou com a presença dos reitores da UFSC, Irineu Manoel de Souza, e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), José Fernando Fragalli, anfitrião do evento.

O congresso está sendo realizado em parceria pela Associação Brasileira de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação em Redução de Riscos e Desastres (ABP-RRD), pelo Programa de Pós-Graduação em Desastres Naturais (PPGDN) do Departamento de Geociências da UFSC, pelo Grupo Coordenado em Gestão de Riscos e Desastres (Ceped) e pela Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade (Proex) da Udesc.

O CBRRD visa promover um espaço de intercâmbio de conhecimentos, experiências e práticas inovadoras em Redução de Riscos e Desastres (RRD), com foco em gestão integrada, resiliência e inovação. O evento reunirá pesquisadores, gestores públicos, técnicos, estudantes e lideranças comunitárias. Entre os objetivos, destacam-se a divulgação de pesquisas e experiências bem-sucedidas em diversas regiões do Brasil, o estímulo à cooperação entre universidades, órgãos governamentais e organizações sociais, e o incentivo ao uso de tecnologias e soluções inovadoras na gestão de riscos.

A programação abordará temas como mudanças climáticas, riscos geológicos e hidrológicos, tecnologias de monitoramento, políticas públicas e práticas em gestão de riscos. Haverá destaque para a interação entre saberes locais, comunitários e científicos, promovendo uma abordagem integradora que reconhece e valoriza o conhecimento tradicional.

Além disso, o congresso busca fomentar a educação e a comunicação voltadas a populações vulneráveis e contribuir para o alinhamento das políticas brasileiras de redução de riscos e desastres aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao Marco de Sendai, referência internacional na área.

A representatividade das duas principais universidades públicas do Estado reforça a relevância do congresso para o fortalecimento de pesquisas e ações voltadas à redução de riscos e desastres — uma área estratégica diante dos desafios climáticos e ambientais enfrentados pelo Brasil.

O reitor Irineu Manoel de Souza destacou que o congresso consolida o papel das universidades públicas na produção de conhecimento aplicado às urgências do país. “A parceria entre UFSC e Udesc demonstra que ciência, gestão e comunidade podem caminhar juntas para reduzir vulnerabilidades e salvar vidas. Este é um compromisso com Santa Catarina e com o Brasil”, afirmou.

Para Irineu, a integração entre saberes acadêmicos e conhecimentos locais é decisiva para a gestão de riscos. Ele ressaltou que “ouvir as comunidades, dialogar com gestores e mobilizar tecnologias abertas e inovadoras” fortalece a resiliência dos territórios e qualifica políticas públicas.

O reitor enfatizou ainda que a UFSC seguirá ampliando pesquisas, formação e extensão na área. “Vamos manter investimentos, fortalecer o PPGDN e parcerias como as do Ceped e a ABP-RRD”, disse. Segundo ele, os resultados do congresso devem se traduzir em novas cooperações, protocolos de atuação e soluções tecnológicas, “com impacto direto na prevenção, na resposta e na reconstrução pós-desastres”.

 

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Violência policial em Florianópolis: Relatório da UFSC aponta violações e caminhos para mudanças

24/09/2025 12:45

O Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH), vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), publicou o relatório final do projeto “Rodas de Conversa com Comunidades e Profissionais de Florianópolis: Representações da Violência Policial”. O documento foi elaborado com a participação de docentes, estudantes e bolsistas da UFSC, e apresenta uma análise detalhada sobre as dinâmicas da violência policial em comunidades periféricas da Grande Florianópolis, com base em 13 rodas de conversa realizadas entre 2021 e 2024.

O projeto contou com o apoio de diversos setores da UFSC, como a Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o Núcleo de Estudos sobre Psicologia, Migrações e Culturas, e o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular.

A UFSC desempenhou um papel central na organização e mediação das discussões, criando um espaço de diálogo entre as comunidades afetadas e especialistas em direitos humanos. Por meio das disciplinas “Representações da Violência” e “História e Política”, estudantes e professores contribuíram ativamente para a coleta de dados, o registro de relatos e a estruturação das análises.

A parceria com a Udesc, somada ao apoio de entidades da sociedade civil e movimentos comunitários, ampliou o alcance do projeto, permitindo uma abordagem interdisciplinar e colaborativa para o estudo do tema.

O relatório denuncia um quadro grave de violações sistemáticas de direitos humanos. De acordo com os relatos, a violência policial é percebida como o principal fator de insegurança nas comunidades, manifestando-se por meio de agressões físicas, ameaças, invasões de domicílios sem mandado, vandalismo e danos a propriedades. Os depoimentos também destacam casos de violência psicológica e simbólica, como humilhações, estigmatização de moradores e intimidações que atingem até mesmo crianças. A polícia é descrita como um agente que instiga o medo, criminaliza moradores e reforça o estereótipo de que a pobreza está associada ao crime.

Entre as consequências apontadas, o relatório destaca os danos à saúde mental dos moradores, o impacto psicológico em crianças e adolescentes e a destruição de vínculos comunitários. Além disso, as operações policiais frequentemente interrompem atividades cotidianas, como o acesso ao trabalho e à escola, agravando ainda mais a marginalização social das comunidades. Os entrevistados relataram preocupação com a utilização de tecnologias como câmeras corporais, que frequentemente aparecem desligadas ou manipuladas, reforçando narrativas policiais e dificultando a apuração de abusos.

Uma das principais críticas levantadas no relatório é a ausência de um controle externo efetivo sobre a atividade policial. Apesar de ser uma atribuição constitucional do Ministério Público, as investigações de mortes causadas por policiais em Santa Catarina são conduzidas pela própria Polícia Militar, gerando desconfiança e denúncias de impunidade. O documento também evidencia como a presença policial ostensiva contrasta com a ausência de políticas públicas que garantam acesso a direitos básicos como saúde, educação, saneamento e moradia.

O relatório conclui que a violência policial em Santa Catarina não é um episódio isolado, mas parte de um sistema que perpetua desigualdades e violações. Para interromper esse ciclo, o documento recomenda o fortalecimento do controle externo das atividades policiais, a inclusão de debates sobre cidadania, racismo e direitos humanos na formação de agentes de segurança, e a construção de um diálogo mais efetivo entre o Estado e as comunidades. Além disso, reforça a necessidade de políticas públicas que promovam a justiça social e a inclusão, como forma de combater as raízes estruturais da violência.

Acesse aqui o relatório na íntegra.

 

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Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania apresenta Aula Magna na UFSC dia 12 de agosto

01/08/2025 14:21

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, Macaé Evaristo, estará presente na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no dia 12 de agosto, a convite do 1º Seminário Estadual Mulheres na Gestão das Instituições Públicas de Ensino Superior de Santa Catarina. O evento, que será realizado no campus Trindade, em Florianópolis, é promovido pela UFSC em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), o Instituto Federal Catarinense (IFC), a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

A ministra será recepcionada pela Reitoria da UFSC e pelas instituições organizadoras às 17h do dia 12 (terça-feira). Em seguida, às 17h30, Macaé participará de um encontro com movimentos sociais catarinenses, no Auditório da Reitoria, e às 19h, proferirá Conferência/Aula Magna: Direitos Humanos e Cidadania nas Instituições Públicas, no Auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. A apresentação será transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do Departamento de Cultura e Eventos (DCEven).

 


Programação do Seminário

Com início a partir das 14h, o seminário tem como objetivo central discutir o papel das mulheres na gestão dessas instituições e fomentar a igualdade de gênero nesses espaços. A programação inclui palestras, mesas-redondas e debates voltados para os desafios e conquistas das mulheres em posições de liderança, promovendo reflexões e trocas de experiências entre gestoras, profissionais da área e movimentos sociais de Santa Catarina. A iniciativa reforça o compromisso das instituições organizadoras com a promoção dos direitos humanos e da cidadania, destacando a necessidade de ações concretas para a valorização das mulheres em todos os níveis da sociedade e do ambiente acadêmico.

12/08 (terça-feira)

14h
– Abertura
– Apresentação cultural
14h15
– Roda de Conversa: autoapresentação das gestoras
19h
– Conferência/Aula Magna: Direitos Humanos e Cidadania nas Instituições Públicas, com a ministra Macaé Evaristo

13/08 (quarta-feira)

8h30
– Desafios enfrentados por mulheres em cargos de gestão
11h30
– Avaliação do encontro e preparação do próximo seminário

 


Macaé Evaristo

Foto: Clarissa Barçante/ALMG

Nascida em São Gonçalo do Pará, no estado de Minas Gerais, em abril de 1965, Macaé tem trajetória marcada na educação e na luta antirracista, no ativismo na defesa dos direitos humanos. Professora e assistente social, foi secretária de Estado de Educação de Minas Gerais e de Belo Horizonte e exerceu mandatos como vereadora e deputada estadual no estado.

Reconhecida por seu trabalho sociopolítico educacional em todo país, Macaé é graduada em Serviço Social (PUC-MG), mestre e doutoranda em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Integrou a equipe de transição do governo Lula no grupo de trabalho da educação.

No governo da presidenta Dilma Rousseff, Macaé Evaristo foi titular da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC) e coordenou programas importantes como Escolas Indígenas e as cotas para ingresso de estudantes de escola pública, negros e indígenas no ensino superior.

Fonte: MDHC

 


Serviço:

O quê: 1º Seminário Estadual Mulheres na Gestão das Instituições Públicas de Ensino Superior de SC
Quando: 12 e 13 de agosto, 14h
Onde: Auditório Garapuvu – UFSC, campus Trindade, Florianópolis
Organização: UFSC, IFSC, IFC, Udesc, UFFS

 

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Reuniões abordam parceria da Udesc, UFSC e IFSC em ações voltadas à comunidade

11/12/2024 09:35

Encontro na UFSC reuniu Rodrigo Terezo, Rafael Gué Martini, Olga Regina Zigelli Garcia e Narbal Silva. Foto: Divulgação

Representantes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) reuniram-se na última semana para planejar o desenvolvimento de ações conjuntas em resposta a demandas sociais apresentadas às instituições.

A primeira reunião foi realizada no dia 5 de dezembro, no campus da UFSC, em Florianópolis, com participação do pró-reitor de Extensão, Cultura e Comunidade, Rodrigo Terezo, e do coordenador de Extensão da universidade, Rafael Gué Martini, pela Udesc; e da pró-reitora de Extensão, Olga Regina Zigelli Garcia, e do diretor executivo da pró-reitoria da UFSC, Narbal Silva. Já o segundo encontro foi realizado no dia 9, na Udesc, reunindo Terezo e o pró-reitor de Extensão e Relações Externas do IFSC, Valter Vander de Oliveira.

Durante as agendas, os gestores retomaram os problemas levantados no “Diagnóstico participativo de Florianópolis: olhares dos distritos sobre a cidade”, produzido pelo Observatório de Inovação Social de Florianópolis (OBISF), vinculado à Udesc Esag, em parceria com o Fórum de Governança EcoSocial dos Bens Comuns em Florianópolis (Ecoar).

Também debateram o chamado do Comitê Popular Comunitário Maciço do Morro da Cruz para atendimento às necessidades dos moradores da comunidade, identificando práticas que podem ser realizadas pelas instituições para a melhoria de vida dos moradores da capital. Recentemente, as três instituições assinaram um protocolo de intenções com o Comitê Popular, o “Pacto pelo Maciço do Morro da Cruz: Compartilhando Saberes e Construindo Futuro”.

Uma das práticas sugeridas pela Udesc é a realização de uma operação do Núcleo Extensionista Rondon (NER) no primeiro semestre de 2025. O objetivo é envolver os programas de extensão das três universidades, ligados às áreas identificadas no diagnóstico, em atividades nos diversos territórios da cidade.

Para o pró-reitor da Udesc, Rodrigo Terezo, os encontros foram muito produtivos. “Conseguimos definir várias demandas no sentido de potencializar os trabalhos de extensão junto à comunidade e elegendo o fórum como norteador para que as nossas ações se alinhem com os desejos da comunidade”, afirma.

A pró-reitora de Extensão da UFSC também ressalta a relevância do diálogo para o alinhamento das instituições. “Vamos trabalhar em conjunto, como coirmãs, só temos a somar com isso. Vamos tentar, nessa parceria, atender, na medida do possível, as demandas das comunidades de Florianópolis vindas do Fórum Ecoar”, completa Olga.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Udesc

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UFSC e Udesc planejam atividades de ensino em regime de cooperação para 2025

26/11/2024 13:09

Da esquerda para direita: Tania, Letícia, Gelcemar, Julice, Dilceane e Antonio. Foto: Divulgação

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio da Pró-Reitoria de Ensino (Proen), esteve na última semana, dia 14 de novembro, reunida com a Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A ocasião foi marcada pela troca e compartilhamento de ideias que envolvem os trabalhos das pró-reitorias das duas instituições.

A pró-reitora de Ensino da Udesc, Julice Dias, esteve na UFSC juntamente com a coordenadora de Ensino de Graduação Gelcemar Oliveira Farias, a pedagoga Tânia Mara de Bastiani e a assistente de gabinete da Proen, Letícia Dutra Wesendonck. As representantes da Udesc foram recebidas pela pró-reitora da UFSC, Dilceane Carraro, e pelo diretor do Departamento de Ensino (DEN), Antônio Alberto Brunetta.

“Foram firmadas, nessa reunião, ações em parceria entre as duas Instituições de Ensino Superior para eventos no próximo ano, todos voltados ao Ensino de Graduação e à formação de professores”, explica Julice Dias, que acrescenta que as atividades conjuntas deverão ser em regime de cooperação. Entre as iniciativas destacadas pela pró-reitora da Udesc estão o Parque das Profissões, o Fórum das Engenharias e a Formação Continuada.

No encontro foi definido que no próximo ano as duas universidades devam seguir o planejamento. “ Ficou acordado que em fevereiro de 2025 voltaremos a nos encontrar sistematicamente, com definição de cronograma de trabalho para planejamento cooperativo entre as IES, objetivando a execução de ações de formação docente e demais eventos parceiros”, completa Julice.

Fonte: Udesc

 

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