Estudantes e servidores devem atualizar cadastro da UFSC sobre parentalidade

07/10/2025 16:54

Estudantes e servidores técnicos-administrativos e professores, devem informar no Cadastro de Pessoas da UFSC dados sobre parentalidade. A atualização deve ser realizada no menu Meus Dados, na aba Filhos, incluída desde 2024 no sistema pela Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC), a partir de uma demanda da Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE). O preenchimento é rápido e simples.

Segundo a pró-reitora Simone Sobral Sampaio (PRAE), essa informação sobre a parentalidade na educação superior possibilita a realização de estudos comparativos e qualitativos, bem como o acompanhamento da permanência de estudantes mães/pais na universidade. Essa informação é importante, também, para fornecer a base para a formulação de políticas públicas de responsabilização social na esfera do cuidado.

 

 

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Nota de esclarecimento: contratação de Plano de Saúde na UFSC

06/10/2025 16:00

A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Pró-Reitoria de Administração (PROAD), da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (PRODEGESP) e do Gabinete da Reitoria, vem a público prestar esclarecimentos sobre a contratação de operadora para o serviço de assistência à saúde suplementar oferecido aos seus servidores.

O contrato vigente, firmado com a Unimed Grande Florianópolis após processo licitatório, tem sua validade encerrada em dezembro de 2025. Com a proximidade do término, a UFSC realizou novos certames para garantir a continuidade do serviço.

No entanto, os processos licitatórios restaram frustrados. Apesar de terem sido apresentadas propostas no último certame, nenhuma das empresas participantes cumpriu a totalidade das exigências legais, financeiras e técnicas previstas no edital, o que resultou na desclassificação de todas. É importante ressaltar que a atual operadora do serviço optou por não apresentar proposta em nenhuma das licitações.

Diante deste cenário, e com o objetivo de assegurar a continuidade da assistência à saúde dos servidores, a Universidade iniciará um processo de contratação emergencial por dispensa de licitação, conforme prevê o art. 75, inciso VIII, da Lei nº 14.133/2021. Esta modalidade, com duração máxima de 12 meses, consiste em um processo competitivo, transparente e sujeito a rigoroso controle administrativo e legal, sendo vedado qualquer tipo de direcionamento.

A realização de uma dispensa de licitação não garante a contratação da atual operadora. O procedimento seguirá estritamente os princípios da legalidade, transparência, isonomia e impessoalidade, assegurando igualdade de condições a todas as empresas do ramo que manifestarem interesse.

Recomendamos que todos acompanhem os canais de comunicação oficiais da Universidade, pelos quais novas informações serão divulgadas conforme o processo avançar, sempre respeitando os trâmites e os limites que este tipo de operação presume. Os documentos e atualizações sobre o processo serão disponibilizados na página da Coordenadoria de Saúde Suplementar (CSSU), do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), e PRODEGESP, e nos sítios oficiais da UFSC.

A Administração Central reitera seu compromisso com a correta aplicação dos recursos públicos, a continuidade dos serviços de saúde suplementar aos servidores e a comunicação transparente com a comunidade universitária.

Florianópolis, 6 de outubro de 2025.

Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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Informativo Necat: edição atual traz análises sobre conjuntura internacional, brasileira e catarinense

06/10/2025 11:27

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat), do Departamento de Economia e Relações Internacionais (DERI) do Centro Socioeconômico (CSE) da UFSC, lança a edição nº 43 do seu informativo (setembro/2025), reunindo análises sobre a conjuntura brasileira e internacional, reflexões sobre ensino de economia e um panorama atualizado da economia e do mercado de trabalho de Santa Catarina.

No eixo internacional, destacam-se a leitura de José Luis Fiori sobre as sanções dos EUA, seus efeitos geopolíticos e as implicações para o Brasil e os BRICS em um cenário multipolar; o ensaio de Paul Krugman sobre a rejeição de segmentos da direita ao progresso científico e econômico – com ênfase em vacinas, energia renovável e autonomia do Banco Central; e a avaliação de Michael Roberts a respeito dos 80 anos da ONU, seus limites diante das disputas hegemônicas e a crescente irrelevância da governança multilateral.

No campo da conjuntura brasileira, Paulo Nogueira Batista Jr. e Manoel Casado defendem a prática da soberania econômica, analisando acordos como Mercosul-União Europeia e seus potenciais efeitos sobre a reindustrialização; Paulo Kliass discute a escalada do gasto com juros da dívida pública e as restrições que impõe ao investimento e às políticas sociais; e Luis Felipe Miguel aborda a responsabilização judicial de golpistas, enfatizando o reforço institucional da democracia.

Em ensino econômico, Eleutério F. S. Prado apresenta uma crítica ao “homo economicus” a partir da psicanálise lacaniana e da economia política, explorando implicações teóricas e ideológicas dessa figura na ciência econômica.

Na seção dedicada à economia catarinense, os indicadores mostram que a produção industrial de Santa Catarina avançou 1,1% em julho de 2025, com desempenho superior ao nacional em períodos recentes e destaques para produtos de metal, minerais não metálicos e máquinas e equipamentos. O comércio varejista ampliado cresceu 0,6% no mês, mantendo patamar elevado no ano, puxado por materiais de construção, hiper e supermercados e outros artigos de uso pessoal e doméstico. Já o setor de serviços expandiu 0,9%, recuperando parte das perdas anteriores, com ênfase em atividades profissionais, administrativas e de informação e comunicação.

No mercado de trabalho, o estado registrou saldo de 2,7 mil novas vagas formais em julho (0,1%), com liderança do setor de serviços e crescimento acumulado do estoque de vínculos de 3,2% no ano, acima da média nacional. Houve leve retração do salário médio de admissão (-0,3%), com predominância de contratações em faixas de até dois salários mínimos. Regionalmente, Vale do Itajaí e Oeste lideram a geração de empregos, com destaque setorial para a indústria alimentícia, a construção e serviços de teleatendimento.

O Informativo NECAT está disponível para leitura e pode ser acessado neste link.

Contatos e inscrições na lista de distribuição: necat.ufsc@gmail.com | (48) 3721-6550.

 

Divisão de Imprensa do GR | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

 

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Prova de Vida: orientações aos aposentados e pensionistas da UFSC

29/09/2025 11:25

Se você é Aposentado ou Pensionista da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é fundamental realizar a Prova de Vida anualmente, no mês do seu aniversário, para garantir a continuidade do pagamento do seu benefício.

O procedimento consiste na comprovação de vida do beneficiário, que deve verificar a regularidade da Prova de Vida diretamente no banco ou pelos aplicativos Gov.br ou SouGov. Certifique-se de que o status esteja marcado como “regular”.

Atenção!

A Prova de Vida é uma responsabilidade exclusiva do beneficiário. Desde 2023, o INSS passou a realizar a Prova de Vida de forma automatizada, com cruzamento de bases de dados governamentais. Porém, os aposentados e pensionistas da UFSC não estão incluídos neste processo automático e, portanto, precisam realizar o procedimento de forma ativa.

A UFSC orienta que todos os beneficiários mantenham seus dados cadastrais atualizados, como endereço, e-mail e telefone. Esta atualização é essencial para garantir uma comunicação eficiente com a Universidade.

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Como realizar a Prova de Vida?

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Dúvidas?

Em caso de dúvidas sobre o status da Prova de Vida, entre em contato com a Divisão de Cadastro da UFSC:
(48) 3721-9313 | cadastro.dap@contato.ufsc.br

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Violência policial em Florianópolis: Relatório da UFSC aponta violações e caminhos para mudanças

24/09/2025 12:45

O Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH), vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), publicou o relatório final do projeto “Rodas de Conversa com Comunidades e Profissionais de Florianópolis: Representações da Violência Policial”. O documento foi elaborado com a participação de docentes, estudantes e bolsistas da UFSC, e apresenta uma análise detalhada sobre as dinâmicas da violência policial em comunidades periféricas da Grande Florianópolis, com base em 13 rodas de conversa realizadas entre 2021 e 2024.

O projeto contou com o apoio de diversos setores da UFSC, como a Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o Núcleo de Estudos sobre Psicologia, Migrações e Culturas, e o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular.

A UFSC desempenhou um papel central na organização e mediação das discussões, criando um espaço de diálogo entre as comunidades afetadas e especialistas em direitos humanos. Por meio das disciplinas “Representações da Violência” e “História e Política”, estudantes e professores contribuíram ativamente para a coleta de dados, o registro de relatos e a estruturação das análises.

A parceria com a Udesc, somada ao apoio de entidades da sociedade civil e movimentos comunitários, ampliou o alcance do projeto, permitindo uma abordagem interdisciplinar e colaborativa para o estudo do tema.

O relatório denuncia um quadro grave de violações sistemáticas de direitos humanos. De acordo com os relatos, a violência policial é percebida como o principal fator de insegurança nas comunidades, manifestando-se por meio de agressões físicas, ameaças, invasões de domicílios sem mandado, vandalismo e danos a propriedades. Os depoimentos também destacam casos de violência psicológica e simbólica, como humilhações, estigmatização de moradores e intimidações que atingem até mesmo crianças. A polícia é descrita como um agente que instiga o medo, criminaliza moradores e reforça o estereótipo de que a pobreza está associada ao crime.

Entre as consequências apontadas, o relatório destaca os danos à saúde mental dos moradores, o impacto psicológico em crianças e adolescentes e a destruição de vínculos comunitários. Além disso, as operações policiais frequentemente interrompem atividades cotidianas, como o acesso ao trabalho e à escola, agravando ainda mais a marginalização social das comunidades. Os entrevistados relataram preocupação com a utilização de tecnologias como câmeras corporais, que frequentemente aparecem desligadas ou manipuladas, reforçando narrativas policiais e dificultando a apuração de abusos.

Uma das principais críticas levantadas no relatório é a ausência de um controle externo efetivo sobre a atividade policial. Apesar de ser uma atribuição constitucional do Ministério Público, as investigações de mortes causadas por policiais em Santa Catarina são conduzidas pela própria Polícia Militar, gerando desconfiança e denúncias de impunidade. O documento também evidencia como a presença policial ostensiva contrasta com a ausência de políticas públicas que garantam acesso a direitos básicos como saúde, educação, saneamento e moradia.

O relatório conclui que a violência policial em Santa Catarina não é um episódio isolado, mas parte de um sistema que perpetua desigualdades e violações. Para interromper esse ciclo, o documento recomenda o fortalecimento do controle externo das atividades policiais, a inclusão de debates sobre cidadania, racismo e direitos humanos na formação de agentes de segurança, e a construção de um diálogo mais efetivo entre o Estado e as comunidades. Além disso, reforça a necessidade de políticas públicas que promovam a justiça social e a inclusão, como forma de combater as raízes estruturais da violência.

Acesse aqui o relatório na íntegra.

 

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