Comissão Eleitoral da UFSC divulga resolução e datas da consulta informal para Reitoria

13/02/2026 18:00

Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

A Comissão Eleitoral Representativa das Entidades da Universidade Federal de Santa Catarina (COMELEUFSC) publicou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, a resolução que estabelece as normas da consulta informal à comunidade universitária para escolha de candidato(a) a reitor(a) e vice-reitor(a) da UFSC. O primeiro turno da consulta está programado para 1º de abril, e o segundo turno, se houver, para 14 de abril.

A COMELEUFSC também divulgou o edital com prazo de inscrição para os/as concorrentes. As chapas podem se inscrever de 23 a 27 de fevereiro, e o período de campanha vai de 4 a 31 de março. O resultado da consulta será enviado ao Conselho Universitário (CUn) até 17 de abril.

A consulta à comunidade universitária será paritária. Isso significa que os votos válidos serão ponderados na proporção de um terço para os docentes, um terço para os técnicos administrativos e um terço para os estudantes. A resolução prevê, ainda, que a votação será presencial, das 8h às 21h, com uso de urna eletrônica. Na impossibilidade técnica ou operacional do uso das urnas eletrônicas, a consulta será realizada por meio do sistema de votação on-line e-Democracia.

Terão direito a voto os servidores docentes e técnico-administrativos em educação da UFSC, integrantes das respectivas carreiras e que constem do cadastro de pessoal ativo, até 30 dias anteriores ao primeiro turno. Assim como estudantes que estiverem com matrículas ativas até 30 dias anteriores ao primeiro turno. Alunos do Colégio de Aplicação que tiverem a idade mínima de 16 anos até 30 dias anteriores ao primeiro turno também poderão votar.

Consulta informal e lista tríplice

O processo de consulta informal à comunidade universitária para a escolha de candidatos a reitor(a) e vice-reitor(a) é organizado, coordenado e fiscalizado pela Comissão Eleitoral Representativa das Entidades da UFSC. Integrada por representantes da Associação de Pós-Graduandos (APG), do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e dos sindicatos dos professores e dos técnicos administrativos (Apufsc e Sintufsc, respectivamente), a COMELEUFSC é responsável pela inscrição das chapas, regulação do processo eleitoral, administração da nomeação de mesários e do cadastramento de fiscais, fiscalização das campanhas, análise da prestação de contas das chapas inscritas e demais atividades necessárias ao bom andamento e à lisura da consulta.

A consulta informal e paritária à comunidade é realizada na UFSC desde 1983. Essa consulta precede a eleição da lista tríplice para reitor pelo Conselho Universitário (CUn). Os três candidatos mais votados pelo Conselho comporão uma lista a ser encaminhada para o Ministério da Educação, para que o presidente da República nomeie o(a) novo(a) reitor(a).

Documentos

Confira os documentos que regulamentam o processo da consulta informal:

Mais informações no site comeleufsc.org.br ou pelo e-mail comeleufsc2026@gmail.com.

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UFSC cria Superintendência de Graduação e Educação Básica

11/02/2026 13:02

Os professores Raphael Schlickmann (1º à dir.) e Natacha Eugenia Janata (1ª à esq.) iram comandar setores vinculados à Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica. Foto: SI-GR/Secom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) instituiu, em 6 de fevereiro de 2026, a Superintendência de Graduação e Educação Básica. Para dirigir a nova estrutura, será nomeado o professor Raphael Schlickmann (Administração), que chefiou o Departamento de Ensino (DEN) até 2 de fevereiro. A partir dessa data, o DEN passou a ser comandado pela professora Natacha Eugenia Janata (Educação do Campo). A posse da docente contou com a presença do ex-diretor, do reitor Irineu Manoel de Souza e da pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceanne Carraro.

A criação da Superintendência, vinculada à Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd), atende a uma demanda histórica da comunidade universitária e está alinhada ao modelo adotado em outras pró-reitorias da instituição. De acordo com a Administração Central, a medida busca conferir maior efetividade às ações da Prograd na interlocução com os demais setores da UFSC e otimizar a integração entre suas direções e coordenadorias. Nesse contexto, a Superintendência atuará como órgão executivo, apoiando a formulação e a implementação de políticas para a graduação e a educação básica e assegurando o cumprimento da legislação vigente.

Entre as atribuições, destacam-se o assessoramento a gestores acadêmicos, comissões e grupos de trabalho em procedimentos administrativos e no desenvolvimento de programas e projetos dos cursos de graduação e da educação básica; a proposição e o acompanhamento de convênios com instituições parceiras; e a atuação articulada com outros setores para o encaminhamento de ações e a solução de demandas relativas à área de competência da Prograd. A Superintendência também tem como propósito contribuir para a concretização e o fortalecimento do papel social da UFSC na formação acadêmica.

Para o reitor Irineu Manoel de Souza, a nova estrutura busca aprimorar a gestão da área, com foco na integração das políticas e na efetividade das ações de ensino, garantindo o pleno funcionamento da Universidade. Ele destacou ainda que, ao assumir a missão, “o professor Raphael Schlickmann leva sua experiência e compromisso para liderar esse novo arranjo institucional”. Irineu reforçou que a reconfiguração administrativa tem como objetivo melhorar o serviço prestado à comunidade universitária: “Temos convicção de que estamos organizando melhor a casa para atender com mais qualidade nossos estudantes”.

 

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Informativo Necat nº 47: tensões globais, acordo de livre‑comércio e desafios para 2026

10/02/2026 11:42

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da UFSC lançou a 47ª edição do seu informativo mensal (janeiro de 2026), com análises de geopolítica, economia brasileira, acordo Mercosul–União Europeia (UE), ensino econômico e indicadores de Santa Catarina.

No cenário internacional, os textos apontam a intensificação de tensões militares e econômicas no fim de 2025, a disputa estratégica pela Groenlândia, o uso de coerção via tarifas e finanças e o enfraquecimento da ordem “baseada em regras”. Há destaque para protestos e greve em Minneapolis e para os riscos de um mundo de “fortalezas”, com impactos sobre países médios.

A seção Mercosul traz leituras opostas do acordo com a UE: uma crítica, por possível reprimarização e assimetrias; outra, favorável, por preservar espaço a políticas públicas, prever reequilíbrio e aproximar regulações.

Na conjuntura brasileira, projeta-se 2026 com desemprego baixo e inflação cadente, porém atividade em desaceleração, indústria fraca e impulso fiscal menor; critica-se o peso dos juros na dívida e defende-se investimento e reindustrialização orientados por missões – Nova Indústria Brasil/Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) -, com ênfase distributiva. Debate-se ainda a recorrência de fraudes no sistema financeiro e a necessidade de regulação firme.

Em ensino econômico, Patnaik questiona o pleno emprego duradouro no capitalismo e a estabilidade do bem-estar; Nogueira da Costa propõe uma virada holista nas finanças comportamentais para capturar dinâmicas macro emergentes.

Em Santa Catarina, novembro de 2025 mostrou perda de ritmo. A indústria recuou na margem (-0,8%) e no ano contra ano (-1,4%), mas ainda acumula alta no ano (+3,4%). O varejo ampliado ficou estável, com altas em informática/comunicação e farmácia, e quedas em móveis/eletro e veículos. Nos serviços, houve leve queda na margem (-0,7%) e alta no ano (+3,5%), com recuo em transportes e serviços às famílias, e avanço em serviços profissionais e de TIC. Confira os detalhes e gráficos no informativo anexo.

No mercado de trabalho formal, o Brasil criou 85,9 mil vagas e Santa Catarina 5,2 mil (+0,2%), puxadas por comércio (efeito sazonal de fim de ano) e serviços; já a indústria e a construção recuaram. A renda média de admissão em SC segue acima da nacional, mas concentrada até dois salários mínimos.

O informativo sintetiza dilemas e escolhas para 2026: inserção internacional, defesa de ativos estratégicos, reindustrialização, fortalecimento regulatório e proteção de emprego e renda em um ambiente global mais volátil.

O Informativo NECAT está disponível para leitura e pode ser acessado neste link.

Contatos e inscrições na lista de distribuição: necat.ufsc@gmail.com | (48) 3721-6550.

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UFSC reafirma compromisso com as políticas de ações afirmativas e o enfrentamento à transfobia

20/01/2026 12:38

Desde a última sexta-feira (16), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem sido alvo de ataques e de desinformação relacionados às suas políticas de ações afirmativas, em especial no que se refere às vagas suplementares destinadas a pessoas trans na graduação.

A UFSC esclarece que essas políticas são institucionais, consolidadas e plenamente amparadas por resoluções do Conselho Universitário, pela legislação federal vigente, por critérios públicos e objetivos previstos em editais e pelo reconhecimento reiterado de sua validade pelo Poder Judiciário. Em especial, a Política Institucional de Ações Afirmativas para Pessoas Trans foi aprovada pelo Conselho Universitário por meio da Resolução Normativa nº 181/2023. As vagas suplementares não reduzem nem comprometem o quantitativo original dos cursos de graduação, tratando-se de vagas adicionais, criadas para ampliar o acesso de grupos historicamente sub-representados ao ensino superior. Nesse sentido, a UFSC reafirma que inclusão, diversidade e excelência acadêmica não são valores antagônicos, mas complementares e indissociáveis.

A UFSC reafirma, ainda, que todos os ingressos por meio de ações afirmativas ocorrem exclusivamente através de processos seletivos públicos, com regras claras, critérios objetivos e rigoroso cumprimento dos editais. As políticas de inclusão adotadas pela instituição visam garantir igualdade de oportunidades, combater discriminações estruturais e fortalecer o caráter público, democrático e plural da universidade.

Ao completar 65 anos de existência, a UFSC reafirma que o que ameaça o futuro das universidades públicas não são as políticas de inclusão, mas o subfinanciamento, a desinformação, a intolerância e o preconceito — fenômenos que a universidade, por sua própria natureza, existe para enfrentar, por meio do conhecimento, da ciência, do diálogo e da formação cidadã.

Universidade Federal de Santa Catarina

Tags: Ações afirmativasConselho UniversitárioTransfobiaUFSC

Legado da UFSC para Santa Catarina: Educação, Ciência e Transformação Social

22/12/2025 12:19

A Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina (Adjori/SC) lançou mais uma edição de sua tradicional publicação anual, que em 2025 teve como tema “A força do Ensino Superior em SC”. Reunindo dados, análises e relatos de boas práticas, a revista apresentou um retrato abrangente do impacto da educação superior no desenvolvimento catarinense, com foco na oferta de cursos, número de matrículas, histórico das instituições e seus diferenciais. A nova edição contou com um artigo de opinião do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, intitulado “Legado da UFSC para Santa Catarina: Educação, Ciência e Transformação Social”.

Com mais de uma centena de veículos associados, entre impressos e digitais, a Adjori/SC consolidou-se como referência na cobertura regional e na difusão de informações estratégicas para o setor público e privado. A revista trouxe, além do panorama quantitativo do sistema, uma radiografia das instituições públicas — municipais, estaduais e federais — e das particulares, tanto no presencial quanto no ensino a distância (EAD). O conteúdo destacou a capilaridade das redes, a diversificação de áreas do conhecimento e a expansão de vagas, fatores decisivos para a interiorização de oportunidades acadêmicas e para a formação de quadros qualificados em todas as regiões do estado.

No artigo, o reitor da UFSC discutiu o legado da instituição para Santa Catarina, enfatizando três dimensões centrais: educação, ciência e transformação social. O texto destacou o papel da universidade pública na produção de conhecimento de fronteira, na inovação tecnológica e no fortalecimento de ecossistemas regionais de pesquisa e empreendedorismo, além do compromisso com inclusão, diversidade e políticas de assistência estudantil. Segundo o gestor, a Universidade atuou como vetor de desenvolvimento ao articular ensino, pesquisa e extensão com as necessidades da sociedade catarinense, formando profissionais altamente qualificados e impulsionando soluções para desafios locais e globais.

A Revista Adjori 2025 chegou ao público como um guia de referência sobre o cenário do ensino superior no estado, oferecendo dados atualizados, relatos de experiências e análises que ajudaram a compreender o papel estratégico das instituições de ensino no crescimento econômico, na inovação e na coesão social. A publicação ressaltou que a consolidação de políticas de acesso, a colaboração entre redes e a integração com o setor produtivo foram elementos-chave para sustentar a competitividade de Santa Catarina.

Confira a revista neste link.

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Tags: Adjori-SCUFSC