Estudantes e lideranças indígenas reúnem-se com o reitor para tratar de moradia

04/05/2023 13:18

Reitor recebeu lideranças indígenas e estudantes em seu gabinete (Fotos: Luís Carlos Ferrari / Secom)

Lideranças indígenas e estudantes do curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica participaram de reunião com o reitor Irineu Manoel de Souza na tarde de quarta-feira, 3 de maio. Eles estavam acompanhados da coordenadora do curso, professora Juliana Salles Machado, e da professora Maria Dorothea Darella, da equipe de coordenação do curso. A pauta da reunião foi a permanência indígena na UFSC no processo de institucionalização do curso na universidade, sendo o principal tema da conversa a melhoria das condições do alojamento dos estudantes durante o chamado Tempo Universidade, etapa pedagógica que alterna um período na UFSC e outro período na comunidade de origem dos estudantes. Atualmente são 45 alunos no curso, das etnias Guarani, Kaingang e Laklãnõ-Xokleng.

Os líderes indígenas Adilson Policena Kaingang (Cacique Terra Indígena Inhacorá) e Divercindo Garcia Kaingang (ancião Terra Indígena Kondá); Elizete Antunes Guarani (Cacique TI Morro dos Cavalos) e Ronaldo Costa Guarani (Cacique Aldeia Piraí) e Tucun Gakran Laklãnõ (Cacique-presidente Terra Indígena Laklãnõ-Ibirama) e Dona Rosa Silva Laklãnõ (anciã Laklãnõ-Xokleng) se deslocaram de suas aldeias para realizar um ato simbólico no alojamento dos estudantes e espaço do CFH, marcando a presença indígena nestes espaços universitários, além de uma roda de conversa com os estudantes e docentes do curso e ao final uma conversa com o reitor.

Os estudantes relataram diversos problemas relativos ao alojamento provisório, com destaque para as más condições do telhado, chuveiros e sanitários, além de falta de ventiladores e presença de mosquitos. Muitos estudantes, de diferentes povos e costumes diversos, precisam conviver em um espaço físico limitado durante o período que ficam na Universidade.

Participaram do encontro o diretor do Gabinete do Reitor, professor João Luiz Martins; a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis, Simone Sampaio; a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Leslie Sedrez Chaves e a coordenadora de Relações Étnico-raciais da Proafe, Iclícia Viana.

Estudantes da Licenciatura Intercultural Indígena reivindicam melhorias em alojamento

Durante o encontro foram cogitadas algumas soluções emergenciais para melhoria do alojamento, enquanto prossegue a busca de recursos para a construção de uma moradia estudantil indígena. A professora Simone Sampaio afirmou que será encaminhada a compra de eletrodomésticos para o alojamento, tais como geladeira, fogão e ventilador. A UFSC também busca um imóvel pertencente à União fora da Universidade que poderia servir como moradia, mas até o momento não encontrou um local adequado.

Outra sugestão apontada foi a de realizar o tempo de estudos nas próprias comunidades indígenas, mas isso esbarra na falta de um corpo docente efetivo exclusivo para a Licenciatura Intercultural Indígena. Atualmente, o curso é sediado no Departamento de História, mas conta com a participação de docentes de 13 departamentos da UFSC, entre eles departamentos e cursos como Antropologia, Direito, Psicologia e Letras.

Ao final do encontro, o professor João Luiz Martins se propôs a encaminhar junto à Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan) os pedidos de soluções emergenciais para o alojamento e criar, junto com a coordenação do curso e lideranças indicadas, uma comissão para pleitear vagas de professores junto ao Ministério da Educação (MEC) e Ministério dos Povos Indígenas (MPI). Um dos caminhos, indicado pela professora Juliana, é buscar a ampliação dos recursos repassados pelo Prolind, programa do MEC de apoio a cursos na área de Licenciaturas Interculturais em instituições de ensino superior. De acordo com a coordenadora, os recursos repassados pelo Prolind são equivalentes a 20 vagas, mas hoje o curso da UFSC tem 45 alunos.

 

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Hospital Universitário da UFSC completa 43 anos nesta terça-feira, 2 de maio

02/05/2023 14:59

O ex-servidor Paulo Portella (C) falou em nome de 64 profissionais aposentados do HU (Fotos: Robson Ribeiro/Secom/UFSC)

Uma cerimônia marcou nesta terça-feira, 2 de maio, a celebração dos 43 anos de fundação do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC). O evento aconteceu no auditório do hospital e contou com a presença do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, e de outras autoridades. Durante a solenidade, foram homenageados 64 servidores aposentados da instituição de saúde e houve distribuição do tradicional bolo de aniversário.

Estiveram presentes, além do o reitor reitor da UFSC; o superintendente do Hospital Universitário Spyros Cardoso Dimatos;  a gerente de Atenção à Saúde,  Monique Mendes Marinho; o gerente de Administração, Nélio Francisco Schmidt; o diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFSC, Fabrício de Souza Neves e a diretora da Associação Amigos do Hospital Universitário (AAHU), Ana Maria Faria Dutra.

A primeira a falar foi a diretora da Associação Amigos do HU, Ana Maria. Ela parabenizou a instituição e relembrou a importância do voluntariado ao HU, que começou a atuar no hospital em 1984. “Começou com um pequeno grupo. Em 2001, fomos formalizados como associação graças ao empenho do Serviço Social do hospital. Nosso trabalho é a visitação. Os voluntários, que são capacitados, vem escutar e estar junto com o paciente. Muitas vezes os pacientes dizem coisas para os voluntários que não dizem à equipe”, afirmou.

“Todos nós estamos aqui devolvendo um pouco do que a casa nos deu e vai dar a muitos outros que vão se formar aqui e ganhar sua profissão, isso é muito bonito”, destacou o diretor do CCS, Fabrício Neves, ao lembrar de sua formação no hospital e a gratidão ao professores e parceria com os voluntários da AAHU.

O Hospital Universitário foi idealizado na década de 60 para atender as demandas de ensino, pesquisa e extensão da UFSC. O projeto foi consolidado em 1980, com a fundação do hospital, inaugurado oficialmente em 2 de maio de 1980, tendo como patrono o professor Polydoro Ernani de São Thiago, que dá nome à instituição. Atualmente, o HU é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Ana Dutra lembrou a atuação de voluntários da Associação Amigos do Hospital Universitário

Hoje o HU-UFSC é considerado uma referência para a região da Grande Florianópolis e no Estado de Santa Catarina, sendo o único hospital federal do Estado. Atende, em média, mais de oito mil consultas especialistas por mês e presta atendimentos de emergência que superam oito mil atendimentos mensais. O hospital ainda conta com 208 leitos ativos disponibilizados para tratamento clínico e cirúrgico aos usuários do SUS e realiza mensalmente em torno de 720 internações, 456 cirurgias e 120 partos.

Em sua fala, o reitor Irineu Manoel de Souza destacou a importância do serviço prestado à comunidade e citou o empenho da atual gestão frente às demandas apresentadas pelo hospital, que são levadas às reuniões com o presidente da Ebserh e com o Ministério da Educação (MEC), em Brasília.

“Nós estamos trabalhando muito para realmente o Hospital Universitário voltar ao patamar que ele teve há alguns anos atrás. Infelizmente são demandas bastante complexas, mas nós estamos muito dispostos e atentos à necessidade do Hospital Universitário. Desde que assumimos, nós já somos a reitoria que mais participou de reuniões no HU”, declarou.

O superintendente do HU, Spyros Cardoso Dimatos, agradeceu aos profissionais de saúde, pesquisadores, alunos, servidores técnicos e membros da comunidade que trabalham para o sucesso e qualidade do atendimento oferecido aos pacientes e enfatizou que o aniversário é mais uma oportunidade de agradecer as contribuições. “Que esse seja um momento de celebração, mas também de reflexão e renovação de nossos compromissos com a saúde e com bem-estar da nossa comunidade. Continuaremos a trabalhar juntos para melhorar a vida das pessoas”.

Dedicação

Durante a cerimônia, 64 servidores aposentados do hospital foram homenageados e receberam certificados de reconhecimento pelas contribuições à instituição. Um deles foi Paulo Peixoto Portella, que começou a trabalhar no HU em 16 de julho de 1980 – um mês após a inauguração do hospital -, e se aposentou em março de 2023. Hoje são quase 43 anos de trabalho dedicados ao HU UFSC.

Para ele, a iniciativa é uma maneira de deixar na memória essas pessoas que trabalharam e se doaram à instituição. “Foi um prazer ter trabalhado no HU. Fiz dele uma das partes da minha vida, junto com minha família. Foram muitos anos de trabalho no quais eu valorizei o cargo público e digo para as pessoas que o verdadeiro significado de serviço público é servir ao público. Então, eu deixo esse legado para que as pessoas tenham isso como uma referência”, afirma.

Após as homenagens, os convidados seguiram para o refeitório do hospital, onde puderam puderam confraternizar e desfrutar do bolo de aniversário. Durante a manhã, os presentes ainda puderam participar da palestra “Que marca você vai deixar no mundo?”, com a médica Armanda Rufino, psiquiatra e mestre em Saúde Mental pela Universidade de São Paulo (USP). As atividades em alusão aos 43 anos do aniversário do Hospital Universitário seguem até o dia 13 de maio.

A programação completa pode ser conferida aqui.

Robson Ribeiro/Estagiário da Secretaria de Comunicação/UFSC

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UFSC se manifesta sobre incidente em sala de aula

27/04/2023 11:10

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) manifesta solidariedade à estudante envolvida no incidente em uma das salas do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) e lamenta profundamente que ela tenha se machucado. A coordenação do curso de Ciências Biológicas informa que em caso de necessidade a estudante poderá solicitar tratamento especial em regime domiciliar para a continuidade de suas atividades acadêmicas. A Pró-reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (Prae) orienta atendimento à Psicologia Educacional, caso a estudante tenha sido afetada na organização de suas atividades na graduação.

De acordo com informações apuradas, a queda de um suporte de luminárias fluorescentes ocorreu por volta das 20h30 de terça-feira, 25 de abril, em uma das salas do segundo andar do Bloco A do CCE. O fato foi comunicado pelo vigilante do local à Secretaria de Segurança Institucional (SSI) da UFSC, que prontamente enviou uma viatura para conduzir a estudante ao Hospital Universitário (HU-UFSC), onde recebeu atendimento. A direção da Unidade de Ensino foi comunicada, acompanhou a situação e prestou o primeiro acolhimento.

Assim que foi informado do ocorrido, o reitor Irineu Manoel de Souza, que voltava de uma viagem ao campus de Curitibanos, determinou que a Prefeitura Universitária (PU) verificasse a situação. Na manhã de quarta-feira, 26 de abril, a equipe da PU realizou uma vistoria in loco na sala da ocorrência, com a Coordenadora Administrativa da Unidade de Ensino. Após a interdição da sala foram adotadas as seguintes medidas: 1 – atendimento em caráter corretivo da luminária da sala; 2 – vistoria de caráter preventivo a todas as salas e corredor do 2º pavimento do edifício, para certificação da condição das demais luminárias. As causas do incidente estão sendo apuradas pelo Departamento de Manutenção Predial e de Infraestrutura (DMPI).

A manutenção de todos os ambientes da UFSC é uma tarefa desafiadora e deve ser analisada sob o prisma da redução sistemática de recursos para as universidades ao longo dos últimos anos, especialmente no período de governo federal findado em 2022. Apenas no campus da UFSC em Florianópolis são cerca de 400 edifícios, cujo tamanho varia de uma pequena subestação de energia até um Centro de Cultura e Eventos. São mais de 430.000 metros quadrados de área construída no campus e a demanda de manutenção predial chega à ordem de 13.500 pedidos em um ano.

O orçamento das universidades públicas em geral tem sofrido grandes reduções nos últimos anos e as instituições passaram a enfrentar cortes e contingenciamentos de recursos. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o valor das verbas discricionárias nos orçamentos das universidades caiu 55% entre os anos de 2015 e 2022. No caso da UFSC, a dotação orçamentária para custeio com recursos do Tesouro, que já foi de R$ 150,10 milhões em 2016, ficou em R$ 115,8 milhões no orçamento atual. A recomposição orçamentária das universidades, demanda prioritária da Andifes, só foi confirmada há menos de duas semanas.

 

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Conselho Universitário realiza sessão presencial no campus de Curitibanos

26/04/2023 17:52

Reitor Irineu Manoel de Souza conduziu sessão do Conselho Universitário em Curitibanos (Fotos: Luís Carlos Ferrari / Secom)

O Conselho Universitário (CUn) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou nesta terça-feira, 25 de abril, uma reunião presencial na sede do campus universitário da cidade de Curitibanos. A sessão foi considerada um “momento histórico” pelo reitor Irineu Manoel de Souza: foi a primeira vez que o CUn realizou uma reunião no campus de Curitibanos desde a inauguração oficial, em 2010. Estiveram presentes membros do Conselho, gestores da Universidade e servidores do campus sede, em Florianópolis, e representantes dos campi de Joinville e Blumenau. Servidores, estudantes e professores do campus de Curitibanos acompanharam a primeira parte da sessão.

Ao abrir a sessão, o reitor lembrou os momentos difíceis vividos no ano passado, quando a UFSC viveu às voltas com cortes e contingenciamentos de recursos. Atualmente, porém, o momento é favorável para a reconstituição da universidade pública, afirmou o professor Irineu. “Temos que ter a responsabilidade e a ousadia para termos uma instituição forte”, disse.

Além da sessão do Conselho, o reitor afirmou que a equipe da gestão trazia “notícias importantes” para o campus de Curitibanos. Entre elas estão a Ordem de Serviço para início da construção do Centro de Pesquisas Ambientais e Agroveterinárias (CPAAV) e o compromisso de conclusão do prédio CBS02 até o final do ano. O prédio está com cerca de 90% da construção concluída, mas a construtora responsável abandonou as obras há mais de um ano. “Vamos licitar e destinar recursos do orçamento da Universidade”, disse o reitor.

Outros demandas do campus, como a Clínica de Grandes Animais (Hospital Veterinário) também receberão atenção – a clínica está atualmente na fase de projeto. O reitor informou ainda que a direção do campus está em negociações com o governo estadual para a utilização das instalações do Cedup. A respeito da reivindicação dos alunos de um ônibus para transportá-los para as atividades dos cursos, Irineu explicou que existe um decreto presidencial que proíbe às universidades comprar veículos, mas que pode ser analisada a possibilidade de locação.

O curso de Medicina, embora não tenha ainda autorização de implantação, já tem nove professores contratados, informou. Existe autorização para a contratação de 20 professores, mas a UFSC não consegue preencher as vagas. Essa questão precisa ser analisada no contexto da discussão sobre a necessidade de recomposição dos salários dos servidores públicos, analisou o reitor. Ele disse que embora a construção do prédio CBS02 esteja em fase final, as iniciativas para início do curso precisam andar em sincronia com as necessidades de professores e técnicos administrativos.

Orçamento

Após dar posse a novos conselheiros e encaminhar a aprovação de atas de reuniões anteriores, o reitor abordou a questão da recomposição orçamentária da UFSC. A Universidade terá um adicional de R$ 26 milhões em relação à Lei Orçamentária Anual de 2023. São cerca de R$ 16,5 milhões adicionais para custeio, R$ 2,6 milhões em recursos para programas de assistência estudantil e R$ 6,9 milhões a mais para investimentos.

O reitor mencionou que as verbas adicionais para custeio são bem-vindas, mas que o valor para capital é “simbólico”, uma vez que apenas para o CPAAV serão necessários mais R$ 7 milhões. Além disso, a Universidade também buscará recursos para equalizar o valor das bolsas pagas pela Universidade às do Ministério da Educação (MEC), reajustadas recentemente.

Estudante Nicole Jocys apresentou demandas e reivindicações de estudantes do campus de Curitibanos

Na sequência, a professora Andréa Trierweiller, secretária de Planejamento e Orçamento, fez uma explanação sobre o orçamento realizado da UFSC em 2022 e previsões de despesas para o ano de 2023. Ela explicou que no ano passado a maior despesa bancada com as verbas discricionárias foi com bolsas, mas que neste ano o maior gasto da UFSC será em obras e equipamentos. Já foi garantido o aumento do valor das bolsas de iniciação científica (Pibic) e de iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti), informou a secretária da Seplan.

Com o uso da palavra, a aluna Nicole Jocys, presidente do Centro Acadêmico de Medicina Veterinária, apresentou as principais demandas dos estudantes do campus. Ela pediu a contratação de mais professores efetivos (hoje muitas disciplinas são ministradas por professores substitutos); apontou a falta de equipamentos para aulas práticas e para atendimento à comunidade; reivindicou uma Fazenda-Escola no campus e também a disponibilização de um ônibus para transportar os alunos às atividades acadêmicas. Também pediu melhorias no serviço do Restaurante Universitário. Nicole foi muito aplaudida pelos estudantes, alguns dos quais portavam cartazes com as reivindicações.

Na sequência, os conselheiros passaram a apreciar a ordem do dia da sessão ordinária e aprovaram algumas decisões do reitor ad referendum do Conselho Universitário.

A íntegra da sessão está disponível no Canal do YouTube do Conselho Universitário.

Visita

A comitiva da Reitoria e integrantes do Conselho Universitário (CUn) foram recepcionados no campus de Curitibanos pelo diretor da Unidade, professor Juliano Gil Nunes Went. Ele recebeu o grupo no auditório do campus e fez uma apresentação contendo um histórico da presença da UFSC na cidade e as principais estruturas físicas e terrenos do Centro de Ciências Rurais (CCR).

As edificações estão concentradas em uma área de 24,2 hectares recebidas por doação de um empresário local. Ali estão instalados o prédio principal (CBS01), com uma área construída de 4.925 m2; o prédio CBS02 (9.258 m2) em fase final de construção – com previsão de entrega em dezembro de 2023 -, além de estufas e outras estruturas. A UFSC também faz uso compartilhado de uma área de 5.529 m2 no Centro de Educação Profissionalizante de Curitibanos (Cedup), que pertence ao governo estadual.

Diretor Juliano Gil Nunes Wendt recepcionou comitiva de outros campi da UFSC

Além dessas instalações, a UFSC de Curitibanos também possui uma Área Experimental Agropecuária, uma fazenda de 24,2 hectares doada por empresário da cidade, com uma edificação de 1.273 m2; e uma Área Experimental Florestal, de 42 hectares, doada pela prefeitura da cidade. Trata-se do único campus fora da sede da UFSC que conta com imóveis próprios e não tem despesas com aluguéis, à exceção da área hoje compartilhada no Cedup.

As atividades acadêmicas no campus iniciaram com um bacharelado interdisciplinar, o curso de Ciências Rurais, que oferecia 360 vagas. Esse perfil mudou ao longo dos anos e atualmente o campus oferece três cursos de graduação – Agronomia, Engenharia Florestal e Medicina Veterinária – e dois programas de pós-graduação em nível de mestrado: Programa de Pós-graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais (PPGEAN) e Programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária Convencional e Integrativa. São 84 docentes e 56 técnicos administrativos em educação (TAE), sendo seis vinculados à Biblioteca Universitária.

O diretor Juliano Went afirmou no encontro que o grande desafio do campus atualmente é espaço físico. Existem equipamentos em corredores, desligados ou guardados, por isso ressaltou a importância de conclusão do prédio CBS02. A edificação deverá abrigar também atividades acadêmicas do curso de Medicina, que está à espera de autorização de instalação por parte do Ministério da Educação (MEC).

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Jacques Mick, disse que o Centro de Pesquisas Ambientais e Agroveterinárias (CPAAV), cujas obras começam no dia 2 de maio, pretende tornar-se um modelo para estruturas de pesquisas que, além das atividades acadêmicas, serão também indutores do desenvolvimento regional. O professor João Martins, diretor-geral do Gabinete da Reitoria, afirmou que o curso de Medicina do campus de Curitibanos atuará junto com o Sistema Único de Saúde (SUS) e também poderá tornar-se uma fator agregador do desenvolvimento regional.

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Municípios da Amurc e UFSC firmam parceria para elaborar plano de desenvolvimento regional

26/04/2023 14:50

Prefeitos e integrantes da Amurc prestigiaram entrega da Ordem de Serviço para início das obras do CPAAV (Fotos: Luís Carlos Ferrari)

Prefeitos de cidades que integram a Associação dos Municípios da Região do Contestado (Amurc) assinaram nesta terça-feira, 25 de abril, uma carta aberta em que manifestam disposição de colaborar com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na elaboração de um plano de desenvolvimento regional “que promova crescimento sustentável, com geração de emprego, ampliação da renda e promoção da igualdade”. A carta foi assinada durante reunião com autoridades políticas locais realizada na sede do campus Curitibanos da UFSC.

As prefeituras também se comprometeram a participar de iniciativas visando obter recursos para viabilizar a conclusão do Centro de Pesquisas Ambientais e Agroveterinárias (CPAAV), cuja ordem de serviço para construção foi assinada pelo reitor Irineu Manoel de Souza. O CPAAV deverá ser um dos pilares da infraestrutura científica da UFSC para apoio ao plano de desenvolvimento, que buscará identificar “as vocações de tecnologia e inovação associadas aos arranjos produtivos locais”.

Participaram da reunião o prefeito de Curitibanos e presidente da Amurc, Kleberson Luciano Lima, acompanhado dos secretários municipais de Educação, Ismael Antonello, de Indústria e Comércio, Luiz Fernando Popinhak, e do chefe de Gabinete, Luiz Carlos Righes Jr; o prefeito de Ponte Alta do Norte, Ari Alves Wolinger, acompanhado do secretário de Administração, Antônio Carlos Brocardo e da assessora de imprensa, Isabelle Aguiar; a procuradora do município de São Cristóvão do Sul, Rafaela Bassoli, representando a prefeita Ilse Amelia Leobet e acompanhada da secretária de Educação, Joelma de Fátima Silva, e o secretário-executivo da Amurc, Roberto Molin de Almeida.

Ordem de serviço

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFSC, Jacques Mick, disse que o encontro com as autoridades da região era uma ação representativa do compromisso da atual gestão da UFSC de se reaproximar da sociedade. Ele fez uma apresentação detalhando os objetivos e as estruturas do Centro de Pesquisas Ambientais e Agroveterinárias, destacando que a infraestrutura do centro poderá contribuir para a expansão da pesquisa acadêmica e apoiar as atividades econômicas da região.

O reitor Irineu Manoel de Souza citou que a presença de integrantes da Reitoria e de conselheiros universitários em Curitibanos era um gesto que demonstrava a preocupação com uma efetiva gestão multicampi da Universidade. Na oportunidade, o reitor fez o repasse simbólico ao diretor do campus, professor Juliano Wendt, da ordem de serviço para início das obras de construção do CPAAV.

Professora Glória Botelho vai coordenar trabalhos de grupo do projeto de desenvolvimento regional

O professor Jacques Mick anunciou a publicação de uma chamada pública conjunta da Propesq e da Pró-reitoria de Extensão (Proex) convidando servidores docentes e técnico-administrativos a manifestarem interesse em participar do grupo que irá elaborar o plano de desenvolvimento regional em colaboração com a Amurc. O projeto será liderado pela professora Glória Botelho, da Coordenadoria Especial de Ciências Biológicas e Agronômicas, com apoio do professor Paulo Pinheiro Machado, do Departamento de História.

O presidente da Amurc, Kleberson Lima, relatou a visita que fez à Reitoria no início de fevereiro e disse que os prefeitos estavam felizes por fazer parte deste momento histórico. Ele afirmou que o desenvolvimento de Curitibanos se divide em períodos de antes e depois da chegada da UFSC.

De acordo com o prefeito, é necessário e possível promover o desenvolvimento através da pesquisa e ações articuladas. Os cinco municípios que compõem a Amurc (Curitibanos, Frei Rogério, Ponte Alta do Norte, Santa Cecília e São Cristóvão do Sul) têm um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior à média dos municípios do estado.

Kleberson Lima também se mostrou disposto a apoiar a Universidade em outra demanda muito importante para a região: a implantação do curso de Medicina na UFSC de Curitibanos. Ele propôs organizar uma comitiva com políticos da região para ir a Brasília e sensibilizar o governo federal da importância do curso. “A comunidade abraçou a UFSC, que é um patrimônio da região”, disse o prefeito.

O reitor Irineu Manoel de Souza falou das iniciativas que estão sendo tomadas pela Universidade para o campus de Curitibanos, como a Clínica de Grandes Animais (Hospital Veterinário), que está em fase de projeto pelo Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia (DPAE). O curso de Medicina em Curitibanos “vai acontecer”, declarou o reitor, ressaltando que o prédio CBS 02, que abrigará atividades acadêmicas do curso, deve ser concluído até o fim do ano. De acordo com o professor Irineu, uma das dificuldades atuais é a contratação de professores, em razão dos baixos salários.

Por fim, o reitor da UFSC citou a necessidade de envolvimento dos atores políticos locais para apoiar a universidade nas suas demandas e estruturas. “O sentido da existência da Universidade é para apoiar a sociedade”, concluiu Irineu.

 

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