Levantamento mostra que UFSC ajudou a criar mais de 107 mil empresas em todo Brasil

26/01/2026 09:06

Painel traz informações por atividade, além do crescimento anual no número de empresas, entre outras. Foto: Reprodução/Sinova/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou o mais completo levantamento de empresas-filhas já realizado por uma universidade brasileira, consolidando sua posição como um polo de inovação e empreendedorismo. O painel Empresas DNA UFSC revela que mais de 66 mil membros da comunidade universitária – entre egressos, alunos, professores e técnicos-administrativos – ajudaram a criar 107 mil empresas em todo País entre 1966 e janeiro de 2024.

Clarissa Stefani Teixeira, diretora do Departamento de Inovação (Sinova) da UFSC, destaca o papel fundamental da Universidade no fomento ao empreendedorismo. Esse suporte se dá por meio de políticas de incentivo à inovação, programas de pré-incubação e incubação, apoio em propriedade intelectual, laboratórios e habitats de inovação.

Em alguns casos, como no cultivo de ostras, a UFSC vai além do estímulo e torna-se um dos principais agentes da atividade produtiva. “Esse movimento reforça a capacidade da Universidade de gerar impacto social e econômico, posicionando-se como catalisadora de desenvolvimento sustentável e de novas oportunidades”, diz Clarissa.

O levantamento para a construção do painel Empresas DNA UFSC  foi um trabalho que durou mais de um ano, sendo o alinhamento das bases de dados o principal desafio. Além dos quantitativos de empresas e empreendedores, o painel reúne também dados sobre as atividades econômicas das empresas criadas, o porte empresarial, o perfil dos empreendedores – vínculo com a UFSC, nível de formação, centros de ensino e cursos de origem, faixa etária e gênero, entre outros.

Também estão reunidos no painel dados sobre ativos de propriedade industrial – como patentes de invenção e registro de softwares – obtidos por empreendedores e empresas com DNA UFSC.

Alta qualificação

Distribuição das empresas com DNA UFSC pelo Brasil. Foto: Reprodução/Sinova/UFSC

As informações demonstram que foram criadas empresas com participação de egressos da UFSC em todo Brasil. Santa Catarina reúne o maior número de empresas criadas (57%), mas os estados mais próximos geograficamente têm participações relevantes:  São Paulo (11%), Paraná (9%) e Rio Grande do Sul (8%).

Em relação aos empreendedores, o levantamento revela um alto nível de qualificação, com 16,3 mil doutores, 11,2 mil especialistas, 4,1 mil com mestrado profissional, além de mais de 48 mil graduados. O Centro Tecnológico (CTC) lidera com 17,5 mil empreendedores, seguido pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS) com 13,7 mil, o Centro Socioeconômico (CSE) com 11,3 mil e o Centro de Comunicação e Expressão (CCE) com 8,2 mil.

A diretora do Sinova avalia que a inserção dos egressos da UFSC na geração de empresas tem um papel estratégico para o fortalecimento do ecossistema de inovação de Santa Catarina e do Brasil.

“Historicamente, a universidade tem se destacado como uma formadora de talentos altamente qualificados, que acabam contribuindo para a criação de negócios inovadores, muitos deles com impacto regional, nacional e até internacional. Startups e empresas fundadas por ex-alunos refletem não apenas a qualidade técnica adquirida na graduação e pós-graduação, mas também a vivência em ambientes de pesquisa, extensão e inovação que a UFSC oferece. Em síntese, o protagonismo dos egressos na criação de empresas mostra a relevância da UFSC como formadora de empreendedores e inovadores, enquanto a própria instituição, ao fomentar o empreendedorismo, amplia seu papel transformador para além da sala de aula e do laboratório, conectando ciência, mercado e sociedade”.

Estado Quantidade empresas Percentual
SC               67. 818      57%
SP               12.747       11%
PR               10.296        9%
RS                8.957        8%
MG               3.384         3%
BA               2.330         2%
RJ               2.264         2%
GO              1.362         1%
DF             1.090         1%
MT             1.025         1%

Fonte: painel Empresas DNA UFSC

Texto: Agecom

Tags: Clarissa Stefani TeixeiraEmpresas DNA UFSCSinovaUFSC

UFSC e Unimed discutem ajustes na execução do contrato emergencial e revisão de coparticipações

23/01/2026 19:30

Representantes da UFSC e Unimed reuniram-se nesta sexta-feira para tratar de questões sobre a execução do Contrato Emergencial nº 179/2025. Foto: GR

Representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Unimed Grande Florianópolis (UGF) reuniram-se nesta sexta-feira, 23 de janeiro, no Gabinete da Reitoria, para tratar de questões sobre a execução do Contrato Emergencial nº 179/2025. O encontro deu sequência às tratativas iniciadas na última reunião e concentrou-se em correções de cobranças, transparência de tabelas e revisão de procedimentos com maior impacto nas coparticipações.

Participaram pela UFSC: o reitor, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri; a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza; a secretária de Planejamento e Orçamento, Andréa Cristina Trierweiller; o pró-reitor de Administração, Vilmar Michereff Junior; a diretora-geral do Gabinete da Reitoria (GR), Camila Pagani; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; a servidora Helena Lolli Savi, e o coordenador de Fiscalização de Contratos Terceirizados, Gabriel Nascimento Kinczeski. Pela UGF: o CEO, Evaldo Soares Rodrigues; a gerente de Mercado, Larissa Schütz da Silva; o coordenador de Mercado e Custos Assistenciais, Leandro Silveira; e o analista de Customer Success, Elson Semiro Alves Júnior.

A UFSC solicitou esclarecimentos sobre a aplicação de um reajuste de 25,9% em boleto referente ao dia 1º de dezembro, último dia de vigência do contrato 232/2019, e informou aguardar manifestação formal da operadora sobre a revisão do valor, já solicitada na reunião anterior. Segundo a gestão, essas medidas precisam ser documentadas e comunicadas com clareza à comunidade.

A análise interna apontou aumentos considerados elevados em procedimentos de alta utilização, o que tem ampliado os boletos mensais, especialmente para famílias que realizam terapias de forma frequente. Como alternativa, a universidade sugeriu que, nesses casos, sejam adotadas faixas menos onerosas da CBHPM ou de tabela de referência da Unimed, preservando o equilíbrio econômico do contrato.

O debate também foi contextualizado por indicadores inflacionários e, nesse sentido, a Unimed se mostrou acessível à solicitação. Será feito um trabalho quanto à problemática apontada, a fim de tornar os serviços mais acessíveis à comunidade que deles depende.

Levantamento apresentado estima inflação acumulada próxima de 40% entre dezembro de 2019 e dezembro de 2025, enquanto parte dos itens avaliados como muito utilizados superaria, e muito, 60% de reajuste. Para a UFSC, a grande diferença ajuda a explicar a insatisfação dos usuários e reforça a necessidade de justificativas técnicas transparentes quando houver variações acima do inflacionário.

Como encaminhamentos, a universidade aguarda resposta sobre a revisão do reajuste aplicado no último dia de contrato e a reavaliação de procedimentos de maior frequência, com prioridade às faixas e valores menos onerosos. Desta forma, a UFSC espera a rápida solução das pendências, com transparência e comunicação efetiva.

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Tags: Plano de saúdeTabela de coparticipaçãoUFSCUGFUnimed

UFSC e Universidade do Paquistão firmam cooperação para pesquisas em Saúde

23/01/2026 08:47

Khyber Medical University (KMU). Foto: divulgação

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) firmou acordo de cooperação acadêmica com a Khyber Medical University (KMU), do Paquistão, com foco na expansão de parcerias internacionais, na mobilidade acadêmica e no desenvolvimento de pesquisas em Enfermagem. A colaboração envolve o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN/UFSC) e o Institute of Nursing Sciences (KMU), fortalecendo a internacionalização do ensino superior e a produção científica conjunta.

Assinado em agosto de 2023, o acordo prevê uma ampla gama de atividades, incluindo:

  • mobilidade acadêmica de estudantes (graduação e pós-graduação), professores, pesquisadores e técnico-administrativos;
  • realização de projetos de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária;
  • programas de dupla diplomação, cotutela e doutoramento;
  • participação e organização de seminários, palestras, simpósios e encontros acadêmicos.

Professora da UFSC Maria de Lourdes de Souza

Na UFSC, a coordenação é da professora Maria de Lourdes de Souza, do PEN. Na KMU, a responsável é Sabiha Khanum, do Institute of Nursing Sciences. Entre as frentes já em andamento, destacam-se atividades de coorientação internacional em nível de pós-graduação, que promovem o intercâmbio de conhecimento, a colaboração entre docentes e a formação de pesquisadores em temas de alta relevância científica.

Projetos de pesquisa em cooperação

  • Challenges and care needs of patients with pre-eclampsia at public sector teaching hospitals of Peshawar – pesquisadora: Romisa Khan
  • Women’s Experiences of Intrapartum Nursing Care in Public Sector Hospitals of Khyber Pakhtunkhwa – pesquisadora: Nishat Perveen

A parceria atual se apoia em uma trajetória de colaboração entre as instituições e seus pesquisadores. Em 2012, Sabiha Khanum realizou doutorado na UFSC, com bolsa do CNPq, sob orientação de Maria de Lourdes de Souza. Desde então, a rede de cooperação se ampliou: Najma Naz concluiu doutorado no PEN/UFSC, com bolsa da Capes, orientada por Grace Dal Sasso e coorientada por Maria de Lourdes; e o engenheiro Ali Sayyed obteve o título de doutor em Engenharia de Automação e Sistemas na UFSC, orientado por Leandro Buss Becker, também com bolsa da Capes.

Os vínculos acadêmicos permaneceram após as titulações, resultando em pesquisas e publicações conjuntas nas áreas de obstetrícia, saúde materna, redes e tecnologias aplicadas à saúde da mulher e aos cuidados em Enfermagem. Com o acordo formalizado, UFSC e KMU ampliam a cooperação institucional e criam novas oportunidades para a formação de recursos humanos qualificados, a produção de conhecimento e a transferência de práticas inovadoras na área da saúde.

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Tags: acordo de cooperaçãoCapesInstitute of Nursing SciencesKhyber Medical UniversityPaquistãoPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemUFSC

UFSC reúne-se com a Unimed para discutir ajustes no plano de saúde

21/01/2026 17:20

Representantes da UFSC e Unimed reúnem-se para tratar do Contrato Emergencial nº 179/2025. Fotos: Secom

Representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Unimed Grande Florianópolis (UGF) reuniram-se na manhã de quarta-feira, 21 de janeiro, no Gabinete da Reitoria, para questões relacionadas à execução do Contrato Emergencial nº 179/2025, vigente desde 2 de dezembro de 2025, que vem gerando insatisfação entre os beneficiários do plano.

Participaram pela UFSC: o reitor, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri; a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza; o secretário de Comunicação (Secom), Marcus Pêssoa; o procurador federal junto à UFSC, Juliano Scherner Rossi; a diretora do Departamento de Contratos (DPC/Proad), Ana Paula Peres da Silva; a diretora-geral do Gabinete da Reitoria (GR), Camila Pagani; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; e o coordenador de Fiscalização de Contratos Terceirizados (CPC/DPC), Gabriel Nascimento Kinczeski. Pela UGF: o CEO, Evaldo Soares Rodrigues; a gerente de Mercado, Larissa Schütz da Silva; o coordenador de Mercado e Custos Assistenciais, Leandro Silveira; e o analista de Customer Success, Elson Semiro Alves Júnior.

A UFSC manifestou preocupação com a qualidade do diálogo e cobrou prioridade no atendimento aos beneficiários. Nicolle apontou como principais problemas a divulgação tardia da tabela de coparticipação (em 18/12) com aplicação retroativa a 2/12; valores cobrados acima do previsto e necessidade de transparência. Ela também criticou a retirada, do site da Unimed, da tabela específica da universidade após comparações feitas por beneficiários.

Outro ponto contestado foi o texto presente no boleto sobre um reajuste de 25,9%, em 1º de dezembro, sem negociação prévia, contrariando o contrato à época vigente. Conforme Nicolle, boletos indicaram uma negociação inexistente entre as partes e, incorretamente, atribuíram à UFSC atraso que não ocorreu, pois o contrato 232/2019 seguia vigente até 1º/12. Para Ana Paula, as questões tratam-se de descumprimentos contratuais; ela rejeitou o pedido de retratação e solicitou documentação que comprove as alegações da operadora. O reitor, Irineu Manoel de Souza, classificou a situação como grave, pediu sensibilidade à Unimed e ressaltou o desgaste interno provocado pelo tema.

Pela Unimed, Evaldo Soares reconheceu a pressão e afirmou buscar uma solução. A gerente Larissa explicou que o contrato prevê a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) vigente (versão 2022, com atualizações de 2024 e 2025), adotada a faixa 3 pela Unimed, devido ao porte do contrato e orientação da ANS, o que elevou os valores frente ao contrato anterior (de 2019). Diante do impacto, a operadora propôs uma “tabela UFSC” customizada. O coordenador Leandro informou que a proposta resultaria em um aumento médio de aproximadamente 13% em relação à tabela anterior (2019), reduzindo o impacto questionado pela UFSC de cerca de 48% frente à tabela de 2019.

Nos números, Evaldo informou que, de dezembro de 2024 a novembro de 2025, as coparticipações somaram cerca de R$ 12 milhões com CBHPM antiga e coparticipação de 20%. Com CBHPM 2024-2025 e coparticipação de 50%, iriam a R$ 25 milhões; com a nova “tabela UFSC”, ficariam em torno de R$ 26 milhões. Quanto ao período de 2 a 18 de dezembro, a operadora comprometeu-se a recalcular os atendimentos pela tabela do contrato anterior, aplicando o novo percentual de 50% e o teto de R$ 200, com lançamento do ajuste em fevereiro e estorno na fatura de março. A Unimed também propôs retomar reuniões periódicas de prestação de contas para aprimorar a comunicação.

O reitor avaliou a proposta como promissora, mas condicionou qualquer decisão à análise da comissão técnica, observando que há indício de vantajosidade para o usuário e lembrando que se trata de contrato anual. Ao final, ficou definido que a UFSC analisará com celeridade até o final da semana a nova tabela de coparticipação e, havendo acordo, implementará as mudanças o quanto antes, possivelmente com efeito retroativo para reduzir impactos aos beneficiários. A Unimed manterá os canais de diálogo abertos e fornecerá a documentação necessária para formalização dos ajustes.

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Contrato EmergencialPlano de saúdeUFSCUnimed

UFSC reafirma compromisso com as políticas de ações afirmativas e o enfrentamento à transfobia

20/01/2026 12:38

Desde a última sexta-feira (16), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem sido alvo de ataques e de desinformação relacionados às suas políticas de ações afirmativas, em especial no que se refere às vagas suplementares destinadas a pessoas trans na graduação.

A UFSC esclarece que essas políticas são institucionais, consolidadas e plenamente amparadas por resoluções do Conselho Universitário, pela legislação federal vigente, por critérios públicos e objetivos previstos em editais e pelo reconhecimento reiterado de sua validade pelo Poder Judiciário. Em especial, a Política Institucional de Ações Afirmativas para Pessoas Trans foi aprovada pelo Conselho Universitário por meio da Resolução Normativa nº 181/2023. As vagas suplementares não reduzem nem comprometem o quantitativo original dos cursos de graduação, tratando-se de vagas adicionais, criadas para ampliar o acesso de grupos historicamente sub-representados ao ensino superior. Nesse sentido, a UFSC reafirma que inclusão, diversidade e excelência acadêmica não são valores antagônicos, mas complementares e indissociáveis.

A UFSC reafirma, ainda, que todos os ingressos por meio de ações afirmativas ocorrem exclusivamente através de processos seletivos públicos, com regras claras, critérios objetivos e rigoroso cumprimento dos editais. As políticas de inclusão adotadas pela instituição visam garantir igualdade de oportunidades, combater discriminações estruturais e fortalecer o caráter público, democrático e plural da universidade.

Ao completar 65 anos de existência, a UFSC reafirma que o que ameaça o futuro das universidades públicas não são as políticas de inclusão, mas o subfinanciamento, a desinformação, a intolerância e o preconceito — fenômenos que a universidade, por sua própria natureza, existe para enfrentar, por meio do conhecimento, da ciência, do diálogo e da formação cidadã.

Universidade Federal de Santa Catarina

Tags: Ações afirmativasConselho UniversitárioTransfobiaUFSC