Reitor da UFSC participa da Andifes e avança em agendas institucionais

29/01/2026 09:00

209ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Andifes. Fotos: divulgação

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, participou da 209ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), além de cumprir outras agendas institucionais em Brasília, nos dias 26, 27 e 28 de janeiro de 2026. No primeiro dia esteve no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para tratar da efetivação da compra do campus Blumenau.

Na abertura da reunião da Andifes, no dia 27, realizada na sede da entidade, houve a contextualização do Planejamento Estratégico, com apresentações de Dulce Tristão (presidente da Comissão de Modelos do Fórum de Pró-Reitores de Planejamento e de Administração – Forplad), Anne Caroline Silveira (especialista em Governança e Planejamento), Danilo de Oliveira Cezar (diretor de Dados e Planejamento), Jean Paulo de Sá Ajala (secretário de Planejamento) e Maurilio Mussi Montanha (diretor de Processos e Gestão de Riscos). Após o intervalo, a programação seguiu com oficinas temáticas, síntese dos debates e a definição dos próximos passos.

No dia seguinte (28), a pauta contemplou o diálogo com o Conselho Pleno e a apresentação do orçamento das IFES para 2026. Reitores e reitoras apresentaram informes gerais, compartilhando contextos institucionais e prioridades de gestão. “Precisamos nos organizar para lutar pela suplementação do orçamento das universidades, para que consigam funcionar até o mês de dezembro deste ano”, afirmou o reitor.

Na sequência, foi apresentada a consolidação de propostas e ações voltadas ao fortalecimento de políticas públicas de segurança das mulheres, de defesa da vida e de enfrentamento à violência política e de gênero no âmbito das universidades federais e da sociedade civil. A discussão contou com a participação das vice-presidentes da Andifes, as reitoras Ana Beatriz de Oliveira (Universidade Federal de São Carlos – UFSCar), Camila Celeste Brandão Ferreira Ítavo (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS) e Georgina Gonçalves dos Santos (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB).

O tema “Enfrentamento da violência contra as universidades federais” foi discutido no período da tarde, abrangendo violência política, institucional e de gênero. Especialistas participaram do encontro para debater medidas de proteção às instituições e à comunidade universitária diante do aumento de ataques físicos, simbólicos e virtuais. A agenda incluiu um debate jurídico sobre responsabilização e defesa institucional, com a presença de Jezihel Pena Lima, consultor federal em Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação da Procuradoria-Geral Federal da Advocacia-Geral da União (AGU), além da apresentação de propostas nacionais voltadas à segurança das mulheres e ao combate à violência política e de gênero. Irineu reforçou que foi estabelecido um protocolo de como os dirigentes poderão ou deverão se pronunciar nessas situações.

Em seguida, foi realizada a análise da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, conduzida por Evandro Rodrigues de Faria, coordenador do Forplad, seguida da apresentação das diretrizes de apoio financeiro da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) para cursos de formação continuada, feita pela secretária Zara Figueiredo.

A participação do reitor da UFSC abrangeu todas as principais discussões do Conselho Pleno e incluiu, na agenda do último dia, uma reunião com representantes da Secretaria de Educação Superior (Sesu), que tratou do PAC das Universidades e da liberação e redistribuição de funções gratificadas.

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Primeiro dia de aulas na nova sede do campus Blumenau, no Salto do Norte

07/10/2025 16:22

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus Blumenau, iniciou nesta segunda-feira, 6 de outubro, às atividades teóricas em sua nova sede (Rua Engenheiro Udo Deeke, 485, no bairro Salto do Norte). A mudança, aprovada pelo Conselho de Unidade em 17 de julho de 2025, marca o fim de 11 anos e meio de funcionamento em ambientes alugados e adaptados, que originalmente não foram construídos para fins educacionais.

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, esteve presente nas novas instalações para acompanhar o início das atividades ao lado do diretor do campus, Adriano Péres. “Na visita do reitor, foi visível, no semblante de estudantes e servidores, a satisfação de estar vivendo este momento histórico para Blumenau”, afirmou Péres, acrescentando que foi possível “integrar praticamente todas as nossas atividades e setores em uma única estrutura, condizente com a grandeza da instituição”.

A nova estrutura foi planejada especificamente para atender às necessidades acadêmicas do campus. Foram instaladas 19 salas de aula, superando as 17 da sede antiga, além de 13 laboratórios já transferidos, que se somam aos dois que já funcionavam no novo prédio desde o início do ano. A mudança não se limitou aos espaços de ensino: a nova sede abriga também a Biblioteca Setorial, a Secretaria Acadêmica, as Secretarias dos Colegiados de Cursos e Departamentos, a Secretaria de Pós-Graduação, o Núcleo de Assistência Estudantil, o Núcleo Pedagógico e o Restaurante Universitário, que volta a servir refeições em formato buffet.

Entre os principais diferenciais da nova infraestrutura estão o Teatro Michelangelo, com capacidade para 1.144 pessoas sentadas, e uma quadra poliesportiva coberta. O campus conta ainda com mais de 400 vagas de estacionamento. A localização no bairro Salto do Norte também foi estratégica, considerando a preocupação constante com enchentes na cidade. O novo endereço está em área livre de riscos e próximo ao Terminal Urbano do Aterro, um dos principais da cidade.

O reitor Irineu Manoel de Souza destacou que a mudança representa muito mais do que uma simples transferência de endereço. “Essa mudança reflete o compromisso institucional com o bem-estar da nossa comunidade”, disse. Ele ressaltou que, ao percorrer os novos espaços, pôde constatar de perto o impacto positivo da transição, com condições aprimoradas para ensinar, aprender, pesquisar e conviver. O reitor fez questão de agradecer o empenho das equipes envolvidas na logística, na adequação dos espaços e na comunicação com a comunidade, afirmando que o trabalho conjunto foi essencial para minimizar os impactos da transferência e garantir a continuidade normal do calendário acadêmico.

Em seu discurso, o reitor enfatizou a dimensão maior do projeto. “Não se trata apenas de um deslocamento físico. É, acima de tudo, um investimento no presente e no futuro da educação, da pesquisa e da extensão em Blumenau e região”, declarou, explicando que desta forma a universidade amplia sua capacidade de formar profissionais, fortalecer vínculos com a sociedade e impulsionar projetos que geram conhecimento e desenvolvimento. Para ele, celebra-se “um recomeço responsável, alicerçado em planejamento e diálogo, valores que sempre guiaram a nossa instituição”.

Apesar do avanço significativo, a mudança ainda não está totalmente concluída. Vinte e dois laboratórios permanecem temporariamente na sede antiga e a transferência integral será debatida com toda a comunidade acadêmica, e atualizações serão divulgadas pelos canais oficiais do campus.

A transição começou em maio de 2024, com a mudança de parte das atividades administrativas. Agora, com a realocação das atividades acadêmicas, a maior parte das operações do campus passa a funcionar na nova sede. Para a conclusão integral da mudança, o campus ainda depende de recursos de custeio e da finalização de licitações. O passo mais importante, segundo a direção, é a liberação e uso dos recursos do Novo PAC do Governo Federal para a compra definitiva do imóvel, transformando-o em patrimônio próprio da UFSC, um antigo sonho da comunidade de Blumenau que está próximo de se concretizar.

 

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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Reitoria da UFSC prestigia inauguração de Empresa Júnior de Tradução

30/09/2025 16:15

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, e a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, participaram da inauguração da Letraduz, Empresa Júnior de Tradução vinculada ao Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras (DLLE) do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).

Realizada na manhã desta terça-feira, 30 de setembro, na sede da Letraduz (sala 219, Bloco A do CCE), a solenidade marcou um avanço no fortalecimento do diálogo entre ensino, pesquisa, extensão e sociedade. O evento celebrou a consolidação de um projeto em operação desde o ano passado, que já contribui para a formação prática dos estudantes e impulsiona a inovação e a internacionalização da Universidade.

Criada por estudantes dos cursos de Letras Estrangeiras, a Letraduz oferece serviços de tradução, legendagem, transcrição e revisão. Com o lema “Serviços de linguagem personalizados”, a empresa realiza traduções de abstracts, artigos, históricos escolares e cover letters, além de revisão e legendagem do português para línguas estrangeiras e vice-versa (exceto tradução juramentada).

A empresa júnior atua em inglês, espanhol, francês, italiano e alemão, atendendo docentes, estudantes e a comunidade em geral. O propósito é claro: proporcionar experiência profissional aos membros enquanto entrega serviços de alta qualidade aos clientes.

Para o reitor, “as empresas juniores são ambientes privilegiados de aprendizagem ativa”. Nesses espaços, destaca Irineu, os estudantes “aplicam o que aprendem em sala de aula, desenvolvem competências técnicas e socioemocionais, gerenciam prazos e projetos, constroem portfólios, experimentam processos de qualidade e ética profissional e, sobretudo, entendem o valor do trabalho colaborativo”. Na avaliação do reitor, essa vivência “prepara para o mercado de trabalho de forma concreta, sem abrir mão do rigor acadêmico” e é “onde teoria e prática se encontram”.

Em mensagem aos estudantes, Irineu reforçou o convite: “Que sigam ousando, aprendendo e empreendendo”. Ele incentivou a comunidade estudantil a aproveitar a iniciativa “para aperfeiçoar idiomas, ferramentas, gestão e atendimento”. “Façam da empresa um laboratório de excelência, aberto ao diálogo com outras áreas, com outras empresas juniores e com o ecossistema de inovação da UFSC”, afirmou.

Mais informações sobre os serviços oferecidos pelo e-mail: letraduz.ufsc@gmail.com; ou nas redes sociais da empresa: Instagram e LinkedIn.

 

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
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Reitor da UFSC participa de seminário no Pará em preparação à COP 30

25/09/2025 16:34

Conselho Pleno da Andifes se reúne na UFPA. Foto: Andifes

Entre os dias 24 e 26 de setembro, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, esteve em Belém, no estado do Pará, para a 207ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e participar dos debates e discussões sobre temas estratégicos para o ensino superior e a sustentabilidade.

A programação teve início no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) com o Seminário Temático “Universidades e Biomas: Ciência e Sustentabilidade rumo à COP 30”. A abertura contou com a presença da Diretoria Executiva da Andifes e a participação especial de Fafá de Belém. O seminário abordou o papel das universidades e dos Cefets na preservação dos biomas e no desenvolvimento sustentável. Durante o painel de abertura, reitores e professores destacaram o impacto das instituições de ensino nas agendas ambientais e sociais, trazendo múltiplas perspectivas sobre conservação, pesquisa e políticas públicas.

O anfitrião do encontro, reitor Gilmar Pereira da Silva (UFPA), enfatizou a importância da cooperação interinstitucional, destacando que “redes são decisivas” para enfrentar desafios. Ele também chamou atenção para o chamado “custo amazônico” de manter a floresta em pé, que recai sobre populações vulneráveis, como ribeirinhos e extrativistas. Gilmar alertou para a necessidade de transformar o “mantra” de preservação da floresta em políticas concretas, mencionando a expansão da soja no Pará e o iminente debate sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.

O reitor Dácio Roberto Matheus (UFABC), presidente da mesa, destacou a centralidade da Amazônia e a diversidade de biomas no enfrentamento da crise climática. Ele defendeu soluções territoriais para desafios globais, como a transição energética e a resiliência urbana, e alertou: “Extrapolamos limites planetários”. Matheus pediu que as universidades comuniquem os impactos sociais de seus projetos, ressaltando a importância de ciência aberta e redes colaborativas, além da proteção do conhecimento tradicional.

A rodada técnica explorou os cinco principais biomas brasileiros. Everton Ricardi Lozano (UTFPR) e Edward Frederico (Unipampa) representaram a Mata Atlântica e o Pampa, respectivamente. Lozano destacou o impacto histórico na Mata Atlântica, presente em mais de 3.400 municípios, e os esforços de sustentabilidade na região, como o selo carbono neutro do campus Dois Vizinhos. Já Frederico ressaltou a degradação do Pampa, que só foi reconhecido legalmente como bioma em 2012, e defendeu a criação de um Instituto de Pesquisa e um Museu de História Natural para o bioma.

Dan Rodrigues Levy (Unifesp), representando o Sudeste, enfatizou a complexidade da Mata Atlântica, marcada pela devastação e pela alta densidade populacional. Ele destacou o trabalho da Unifesp em integrar a Agenda 2030 às suas atividades e chamou atenção para a necessidade de maior financiamento para a ciência. No Cerrado, Laerte Guimarães Ferreira Júnior (UFG) apresentou um panorama alarmante: 1 milhão de km² do bioma foram convertidos em apenas 50 anos, resultando em fragmentação, perda de água e aumento da aridez. Ele propôs soluções como a recuperação de pastagens degradadas e a criação de um Instituto Nacional do Cerrado para coordenar políticas e pesquisas.

Renato Garcia Rodrigues (UNIVASF), representando a Caatinga, destacou a biodiversidade do bioma e o papel das universidades na promoção de soluções locais. Ele mencionou iniciativas de recuperação de solos degradados e manejo adaptado à caprinocultura, além do apoio à criação de unidades de conservação. Já na Amazônia, Leandro Juen (UFPA) ressaltou a riqueza e a escala do bioma, mas apontou lacunas significativas de conhecimento, especialmente em áreas remotas. Ele defendeu o fortalecimento de redes de pesquisa e o protagonismo amazônico na produção científica, destacando iniciativas como o Centro Integrado de Sociobiodiversidade Amazônica (SISAN).

Durante os debates, reitores e reitoras reafirmaram o compromisso das universidades com a sustentabilidade e a justiça social, defendendo um pacto público que explicite o “lado” das instituições de ensino. A Andifes anunciou a organização de uma presença institucional na COP 30, com um mapeamento das ações das universidades federais para destacar suas contribuições e propostas.

A síntese do evento consolidou um diagnóstico claro: os biomas brasileiros são interdependentes, mas enfrentam desafios variados, como a pressão concentrada no Cerrado e na Amazônia, a carência histórica de proteção no Pampa e na Caatinga, e a desigualdade na distribuição de recursos. Entre as propostas discutidas, destacam-se a criação de institutos nacionais por bioma, a recuperação de pastagens degradadas, a restauração ecossistêmica adaptada a contextos específicos, a proteção de comunidades tradicionais e a integração de educação climática nos currículos.

No dia 25 de setembro, a programação seguiu com discussões técnicas e políticas. Pela manhã, o Conselho Pleno debateu a implementação da Política Nacional de Dados da Educação e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com a presença da ministra Luciana Santos. À tarde, temas como a certificação de hospitais de ensino e práticas de eficiência energética foram apresentados por reitores e especialistas. No último dia, 26 de setembro, a programação inclui visitas técnicas ao Parque de Ciência e Tecnologia Guamá e à Escola de Aplicação da UFPA, encerrando oficialmente o evento.

O seminário na íntegra está disponível neste link.

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
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UFSC no rol de homenageados na Alesc pelos 60 anos do profissional de Administração

25/09/2025 12:14

A servidora da UFSC e administradora Camila Pagani (2ª à esq.) representou a Universidade na homenagem aos 60 anos do profissional de Administração. Foto: Agência AL

Em celebração aos 60 anos da regulamentação da profissão de Administração no Brasil, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) realizou, na noite desta quarta-feira, 24 de setembro de 2025, um Ato Parlamentar Solene proposto pelo deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT), que reuniu autoridades, profissionais e representantes da sociedade civil. A programação incluiu homenagens a personalidades e instituições, entre elas o Conselho Regional de Administração de Santa Catarina (CRA-SC) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Na abertura foi exibido um vídeo institucional que, nas palavras de apresentação, lembrou que “a administração está presente em praticamente todos os momentos do nosso dia”, enfatizando o papel do profissional que “lidera, transforma e inspira” e que, “a cada estratégia e a cada conquista”, faz a diferença. O material contextualizou o marco legal de 9 de setembro de 1965, quando a Lei nº 4.769 “cria os Conselhos Federal e Regionais de Administração”, definindo a profissão e seu sistema de fiscalização.

Administrador por formação, Minotto sublinhou que a homenagem “tem um significado ainda mais especial” por reafirmar a importância da Administração “para o desenvolvimento do nosso país, do nosso estado e do nosso município”. Destacou que, hoje, o administrador “é muito mais do que um gestor de recursos”: é “um articulador de soluções, um promotor de sustentabilidade e um líder capaz de inspirar equipes e gerar um impacto social positivo”. Ao citar o ecossistema catarinense, valorizou a formação de excelência, “com destaque para a ESAG”, e concluiu reafirmando o compromisso com “uma administração pública mais eficiente, com empresas mais éticas e inovadoras e com uma sociedade mais justa, organizada e participativa”.

O contexto histórico do ensino de Administração no Brasil também foi resgatado no plenário. Em referência às origens, registrou-se que a necessidade de mão-de-obra qualificada e a profissionalização do ensino ganharam força a partir da década de 1940, em consonância com o processo de industrialização iniciado nos anos 1930. Os primeiros resultados institucionais ocorreram em 1945, com a criação dos cursos universitários de Ciências Contábeis e Ciências Econômicas, quando “as atividades de direção e orientação […] haviam atingido um nível de maior complexidade”, exigindo formação especializada. Ressaltaram-se, ainda, os papéis da Fundação Getúlio Vargas e da FEA-USP, cuja atuação “marcou o ensino e a pesquisa de temas econômicos e administrativos” e influenciou a posterior expansão dos cursos de Administração. Nesse percurso, a Lei nº 4.769/65, ao tornar o exercício “privativo dos bacharéis em Administração Pública ou de Empresas”, ampliou o campo de trabalho e consolidou a identidade profissional.

Camila Pagani, servidora da UFSC. Foto: Divulgação

Na etapa de homenagens, entre os agraciados esteve a UFSC, representada pela servidora e administradora Camila Pagani, que recebeu a distinção em nome do reitor, Irineu Manoel de Souza. Falando em nome dos homenageados, a ex-presidente do CRA-SC (1989–1993), Evanir Dário rendeu tributos às lideranças históricas e às entidades formadoras. Evanir rememorou o movimento que antecedeu a regulamentação, desde a década de 1930, citando a atuação do Departamento de Administração Pública, da FGV, da Escola Nacional de Administração Pública e da Associação Brasileira dos Técnicos de Administração, até a promulgação da Lei nº 4.769, cujo relatório no Congresso, como lembrou, foi do “eminente professor baiano Alberto Guerreiro Ramos”.

Ao tratar da história catarinense, Evanir situou a criação do CRA-SC como fruto de uma mobilização que envolveu “universidades, professores, administradores e alunos”, destacando a sessão solene no Palácio Cruz e Sousa, no fim de 1982, que “dava a consolidação da criação do Conselho Regional de Administração de Santa Catarina”. Em tom de memória e gratidão, citou nomes pioneiros, sublinhando a dedicação de quem “arregimentava as fichas de inscrição” quando Santa Catarina ainda estava vinculada ao estado do Paraná.

Evanir também destacou o papel dos professores formados em programas de pós-graduação e convênios — “FGV no Rio de Janeiro e também os Estados Unidos, no acordo MEC–USAID” — que retornaram para fortalecer a docência e a pesquisa nas universidades catarinenses. Evidenciou contribuições técnicas relevantes, como a construção de agendas dos Fóruns Internacionais de Administração, discutindo “o que era o Mercosul e a integração da Latino-América” e, depois, “alianças estratégicas: construindo a sociedade do futuro”.

Sobre o presente e o futuro da profissão, Evanir sinalizou a amplitude do sistema — “mais de 500 mil administradores” registrados e “quase 2 milhões” de estudantes em cursos ligados à área — e elencou desafios contemporâneos: “o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas”, o “ambiente globalizado e instável”, a “responsabilidade social e corporativa”, a “pressão por inovação” e a busca do “equilíbrio entre a valorização do capital humano e o uso da tecnologia”. Em tom de princípio, reafirmou valores “que não podemos esquecer no exercício do dia a dia”: ética, honestidade, responsabilidade, dedicação, comprometimento e transparência — aos quais “acrescentaria ainda a capacitação constante”.

Assista à homenagem na íntegra:

 

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
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