Três instituições, um resultado: UFSC, IFSC e IFC celebram as conquistas do Vestibular Unificado 2026

13/01/2026 11:07

Gestores da UFSC, IFSC e IFC divulgaram oficialmente o resultado do Vestibular Unificado 2026. Fotos: Gustavo Diehl/Agecom

Em cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e o Instituto Federal Catarinense (IFC) divulgaram oficialmente o resultado do Vestibular Unificado 2026. O processo seletivo ofertou 6.812 vagas — 4.553 na UFSC, 1.268 no IFSC e 991 no IFC — e registrou aumento expressivo no índice de candidatos classificados, além de redução significativa nas reprovações e eliminações em relação ao ano anterior.

O evento também marcou a certificação dos aprovados em políticas de inclusão, com destaque para os processos seletivos voltados a indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência (PCD) e pessoas trans. Foram reconhecidos, ainda, os primeiros colocados do processo, com homenagens por recortes institucionais e de origem escolar.

Abrindo a cerimônia, o presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve/UFSC), Marcos Baltar, ressaltou o trabalho conjunto das três instituições, iniciado em 2025 e que mobilizou cerca de 3 mil pessoas entre elaboração, aplicação e avaliação das provas.

Estamos muito felizes: oferecemos cerca de 6.800 vagas e tivemos êxito em classificar aproximadamente 80% dos candidatos. Reduzimos o índice de reprovação em 60% em comparação ao último vestibular, passando de cerca de 1.700 para 500 reprovados, e diminuímos as eliminações de 33 para 17. Isso mostra o aprimoramento da prova e a qualidade da execução, fruto de um esforço coletivo entre UFSC, IFSC e IFC.

Baltar destacou que o exame incorporou contribuições de seminários com educadores de escolas públicas, privadas e cursinhos, coordenados pela Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica da UFSC, resultando em melhorias na prova. Ele informou, ainda, que haverá edital de reopção para vagas remanescentes e lembrou do uso das notas do Enem via Sisu como alternativa adicional de ingresso.

A pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, Dilceanne Carraro, reforçou o compromisso com múltiplas portas de entrada e com a diversidade da comunidade acadêmica.

O vestibular unificado é um esforço central, mas não o único. Mantemos processos específicos — como Educação do Campo e Letras-Libras — e vagas suplementares para indígenas, quilombolas, PCD e pessoas trans. Queremos que a universidade reflita a pluralidade da sociedade. Para os não selecionados de imediato, há reopção de curso, Sisu e chamadas subsequentes. É essencial atenção redobrada aos prazos e aos documentos de matrícula, especialmente nas ações afirmativas.

A pró-reitora detalhou os períodos de matrícula:

  • UFSC: 13 a 16 de janeiro
  • IFC: 19 a 23 de janeiro
  • IFSC: 26 a 29 de janeiro

Segundo Dilceanne, o edital de reopção está previsto para 15 de janeiro, e as instituições farão chamadas semanais ou quinzenais para preencher as vagas, inclusive com possibilidade de remanejamento de aprovados do segundo para o primeiro semestre, quando cabível.

O reitor do IFC, Rudinei Kock Exterckoter, destacou o papel transformador do ingresso e das políticas de permanência.

Este é um momento de renovação. A quem ainda não foi chamado, reforçamos: fiquem atentos ao Sisu e aos editais de vagas remanescentes. E, ao ingressar, procurem nossas políticas de permanência e êxito: bolsas de ensino, pesquisa, extensão e auxílios, inclusive para alimentação. É assim que garantimos condições para trajetórias acadêmicas consistentes.

Representando o IFSC, a pró-reitora de Administração, Vanessa dos Santos Grando, celebrou a cooperação entre as três instituições.

O sucesso do vestibular unificado comprova que nossas instituições não competem entre si; elas se fortalecem mutuamente em prol da sociedade. Otimizamos recursos, qualificamos os processos e colocamos o estudante no centro das políticas. Reafirmamos nossa defesa da educação pública gratuita, democrática e socialmente referenciada.

Encerrando os pronunciamentos, o reitor da UFSC, professor Irineu Manuel de Souza, sublinhou a relevância social das instituições públicas de ensino superior e a necessidade de recomposição orçamentária para ampliar ensino, pesquisa, extensão e políticas de permanência.

A UFSC, o IFSC e o IFC abrem portas para a juventude e para a inclusão social. Mesmo com restrições orçamentárias, seguimos investindo na qualidade acadêmica. Defender a educação pública é garantir formação gratuita e de excelência, com ações afirmativas e permanência estudantil. Nosso compromisso é preencher todas as vagas e acolher com dignidade cada estudante.

A cerimônia homenageou os primeiros aprovados nos seguintes processos:

  • Vagas suplementares para indígenas, quilombolas, PCD e pessoas trans (UFSC 2026).
  • Educação do Campo (UFSC) e Pedagogia com ênfase em Educação do Campo (IFC) 2026.
  • Letras-Libras (UFSC) e Pedagogia Bilíngue Libras-Português (IFSC) 2026.

E também foram homenageados os primeiros colocados do Vestibular Unificado 2026, incluindo destaques entre egressos de escola pública e os melhores de cada instituição (IFC, IFSC e UFSC).

A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo canal do Departamento de Cultura e Eventos (DCEven) da UFSC no YouTube.

Todas as informações estão disponíveis no site oficial do Vestibular Unificado 2026.

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Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026: reitores da UFSC e IFSC visitam locais de prova

08/12/2025 09:53

A aplicação das provas do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 começou neste sábado, 6 de dezembro, em 24 cidades de Santa Catarina. Os portões abriram às 13h e as provas começaram às 14h. Ao todo, dos 23.284 inscritos, 78,5% compareceram ao primeiro dia, informou a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da UFSC. O Vestibular seguiu com provas também neste domingo, 7 de dezembro.

De mais de 23 mil inscritos, 78,5% compareceram ao primeiro dia de provas. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

O programa das provas para o sábado foi Primeira Língua (Português e Literatura Brasileira ou Libras), Segunda Língua (Alemão ou Espanhol ou Francês ou Inglês ou Italiano ou Libras ou Português), Matemática, Biologia e duas questões discursivas. No domingo, as provas de: História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Física, Química e Redação.

O Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 representa a oferta de cerca de 6.800 vagas, distribuídas em mais de 200 cursos de graduação, correspondentes a 70% das vagas dos cursos de graduação da UFSC e a 50% das vagas do IFSC e do IFC, relativas ao ano letivo de 2026. Na UFSC, os cursos mais disputados são: Medicina, em primeiro; Psicologia, em segundo; e Direito, em terceiro.

As provas foram realizadas nas seguintes cidades de Santa Catarina: Florianópolis (e municípios vizinhos), Araranguá, Blumenau e região metropolitana, Brusque, Caçador, Camboriú, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Garopaba, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Rio do Sul, São Bento do Sul, São Carlos, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Sombrio, Tubarão e região metropolitana, Videira e Xanxerê.

Antes de entrarem na salas para as provas, os candidatos foram chegando ao bairro da Trindade, onde nove prédios do Campus de Florianópolis foram reservados para aplicação das provas.

Comitiva acompanhou abertura dos portões

Pouco antes da abertura dos portões, uma comitiva do Vestibular Unificado UFSC/IFSC/IFC 2026 visitou um dos prédios em que foram aplicadas as provas: o Bloco B do Centro Tecnológico (CTC).

A comitiva foi composta pelo reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; pelo reitor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Zízimo Moreira Filho; pela pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, Dilceane Carraro; pelo presidente da Coperve, Marcos Baltar; pelo chefe do Departamento de Ingresso do IFSC, Valdeci Reis; e pelo secretário de Comunicação da UFSC, Marcus Pessôa.

Pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, Dilceane Carraro; reitor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Zízimo Moreira Filho; reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; presidente da Coperve, Marcos Baltar; e chefe do Departamento de Ingresso do IFSC, Valdeci Reis. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Eles percorreram os corredores do CTC, cumprimentando os fiscais e avaliando os locais de prova. Ficaram até pouco depois da entrada dos primeiros candidatos, vindo a conversar com alguns deles.

“Com esse processo seletivo reafirmamos nossa prioridade com a inclusão e a permanência dos estudantes. Nossa preocupação é que o estudante não apenas ingresse na universidade, mas conclua o seu curso. A universidade pública é o maior patrimônio do país, aqui nós formamos quadros de qualidade e desenvolvemos pesquisa científica e extensão, além de desenvolvermos quadros importantes de ciência e tecnologia. Estamos felizes por esse primeiro dia de vestibular”, comentou o professor Irineu, reitor da UFSC.

A professora Dilceane Carraro, pró-reitora de Graduação e Educação Básica da UFSC, fez uma análise sob o ponto de vista da democratização do ensino: “a UFSC tem uma longa trajetória desde 2008 com as ações afirmativas e temos aperfeiçoado isso com a lei de cotas. Para nós é muito importante esse momento pois damos um outro sentido para a universidade, que é o verdadeiro sentido de uma universidade pública, fortalecendo a diversidade e a inclusão, fazendo dela um espelho da sociedade”.

Já o professor Marcos Baltar, presidente da Coperve, demostrou entusiasmo com o primeiro dia de provas: “estamos muito felizes com o Vestibular Unificado 2026. Em 35 cidades as provas estão sendo aplicadas distribuídas em mais de 200 cursos de graduação, correspondentes a 70% das vagas dos cursos de graduação da UFSC. Isso implica salientar que estamos chegando cada vez mais próximos dos candidatos. Ano passado conseguimos uma classificação muito satisfatória e neste ano nossa expectativa é igualmente positiva”.

 

Texto: Agecom

Fotos: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

 

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Reitoria da UFSC participa da abertura do ‘Seminário Escola é Lugar de Ciência’

10/11/2025 16:20

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) marcou presença na abertura do III Seminário Escola é Lugar de Ciência, realizado na manhã desta segunda-feira, 10 de novembro, no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O evento, promovido pela Comissão de Educação e Cultura da Alesc – presidida pela deputada estadual Luciane Carminatti -, ocorreu em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em Santa Catarina (SBPC-SC) e contou com a participação do reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza, e da vice-reitora Joana Célia dos Passos.

Durante sua fala, o reitor Irineu destacou que o seminário reúne representantes do sistema educacional catarinense, incluindo universidades estaduais, a UFSC, institutos federais e fóruns de educação, formando uma ampla rede de cooperação interinstitucional. Ele enfatizou que o principal objetivo do evento é fomentar a educação científica e incentivar a formação de jovens cientistas desde as etapas iniciais da vida escolar. Relembrando que a primeira edição do seminário aconteceu em 2019, Irineu sublinhou que, este ano, a meta é fortalecer e reativar o programa Escola é Lugar de Ciência, articulando escolas públicas, universidades e o poder legislativo para debater temas como pesquisa científica, extensão universitária e educação básica. O reitor também ressaltou a relevância do seminário para o fortalecimento de políticas educacionais e a identificação de boas práticas que impulsionem avanços na área. Ele destacou a trajetória da UFSC como protagonista nos debates sobre educação e sua contribuição para o desenvolvimento do novo Plano Nacional de Educação (PNE), atualmente em discussão, reafirmando o papel estratégico da instituição no cenário estadual e nacional.

A vice-reitora Joana, por sua vez, ministrou a conferência “Educação e Direitos Humanos: por uma agenda político-pedagógica interseccional”, com um questionamento coletivo sobre o conceito de ciência, instigando reflexões sobre “ciência para quem e com quem”. Para evidenciar as desigualdades estruturais nas escolas públicas brasileiras, a professora apresentou dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica de 2024, apontando que apenas 39% das escolas possuem internet disponível para os alunos, 30% têm conexão adequada, 44% oferecem computadores, 29% contam com laboratório de informática, 10% dispõem de laboratório de ciências e 36% possuem quadras esportivas. Além disso, somente 32% das escolas contam com bibliotecas, uma carência que afeta especialmente instituições situadas em áreas rurais ou periferias urbanas, frequentadas por crianças de camadas populares. “Ciência no Brasil é algo para a elite brasileira”, criticou a vice-reitora, denunciando a precariedade das condições de ensino e a desigualdade no acesso a recursos. Joana também apontou que formar professores não é suficiente quando as condições objetivas das escolas inviabilizam a aplicação prática do aprendizado universitário. Segundo ela, a falta de infraestrutura e a alta rotatividade de docentes em escolas de regiões mais pobres refletem um projeto político que perpetua a exclusão social.

Ao explorar o tema central de sua conferência, Joana destacou a importância de construir uma agenda político-pedagógica interseccional que enfrente as desigualdades estruturais e promova a inclusão. Ela explicou que a interseccionalidade permite compreender como marcadores sociais, como raça, gênero, classe e deficiência, se cruzam para criar experiências únicas de exclusão. Essa abordagem, segundo a professora, é essencial para repensar práticas pedagógicas, currículos, materiais didáticos e políticas educacionais, abrangendo desde a formação de professores até a gestão escolar. Joana também defendeu que a educação deve ser um espaço de emancipação, inspirado pelos valores de Paulo Freire, e afirmou ser urgente superar visões colonialistas e eurocêntricas que ainda moldam a escola brasileira. “A ciência que deve entrar na escola é aquela construída para a emancipação e que reconhece as diferenças que constituem os grupos historicamente marginalizados”, declarou, enfatizando os impactos positivos das políticas de ações afirmativas no ambiente acadêmico. Ela também ressaltou a necessidade de currículos que celebrem a diversidade e reforçou o papel da escola como um centro cultural de ciência, arte e cidadania, integrando famílias e comunidades em um esforço coletivo de transformação.

A UFSC integra o grupo de instituições parceiras que apoiam e colaboram com a realização do seminário, ao lado de outras universidades públicas, como a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), bem como dos institutos federais de Santa Catarina (IFSC e IFC), órgãos governamentais e entidades representativas da educação no estado. Entre os parceiros estão a Secretaria de Estado de Educação de Santa Catarina (SED), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Federação de Consórcios e Associações de Municípios de Santa Catarina (Fecam), o Conselho Estadual de Educação (CEE/SC), o Fórum Estadual de Educação (FEE/SC) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte).

O evento, com programação até o dia 11 de novembro, ocorre em dois locais: o primeiro dia no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, na Alesc, e o segundo dia no Auditório Tito Sena, na Faculdade de Educação da Udesc (Faed/Udesc). A programação completa está disponível no site da SBPC/SC.

A participação da Reitoria da UFSC no seminário reafirma o compromisso da universidade com a educação básica e a disseminação da cultura científica em Santa Catarina, contribuindo para a construção de políticas educacionais que promovam a formação crítica e cidadã dos estudantes catarinenses.

Assista ao primeiro dia do seminário na íntegra:

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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UFSC participa de fórum estadual de reitores com foco em articulação e orçamento

03/11/2025 16:05

Fórum de Reitores de SC. Fotos: IFC

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, participou nesta segunda-feira, 3 de novembro, da reunião do Fórum de Reitores de Instituições Públicas de Educação Técnica e Superior de Santa Catarina, coordenado pelo reitor do Instituto Federal Catarinense (IFC), Rudinei Kock Exterckoter. Instituído em 2013, o Fórum reúne os dirigentes das universidades e institutos do sistema público de educação do Estado – IFC, Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), UFSC, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) – com o propósito de articular posições, debater temas estratégicos e compartilhar experiências em prol do fortalecimento da educação, pesquisa e extensão em Santa Catarina.

Ao assumir a liderança, o reitor do IFC enfatizou a pauta orçamentária como eixo central do atual ciclo de trabalho, destacando a necessidade de ampliar as fontes de financiamento para sustentar as atividades acadêmicas e a expansão planejada. “Vamos focar em ações conjuntas mais intensas na busca de recursos — sejam eles diretamente vinculados à Lei Orçamentária Anual (LOA), projetos captados por parcerias, ou também via emendas parlamentares de bancada”, afirmou. Para o reitor da UFSC, a coordenação entre as instituições é decisiva para garantir resultados. “A UFSC reafirma seu compromisso com o Fórum e com a construção de agendas comuns. A união das universidades e dos institutos é essencial para assegurar orçamento adequado, expandir com qualidade e ampliar o impacto social da educação pública em Santa Catarina”, disse Irineu.

A presença do reitor da UFSC reforçou a participação ativa da instituição no colegiado, que se consolidou como espaço de interlocução com instâncias governamentais e parlamentares, a exemplo do Fórum Parlamentar Catarinense e da Secretaria de Estado da Educação. Além do debate sobre orçamento, os reitores trataram da expansão da educação superior e técnica, do desenvolvimento institucional e da busca de respostas coordenadas para desafios comuns, como infraestrutura, assistência estudantil, inovação e interiorização de cursos.

O Fórum atua como ponte entre as demandas das instituições nos níveis federal e estadual, estruturando agendas conjuntas e encaminhando propostas que visam qualificar o ensino, impulsionar a pesquisa e fortalecer as ações de extensão que impactam diretamente o desenvolvimento regional.

 

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Abertura da Sepex 2025 da UFSC traz relatos pessoais e debates científicos com pesquisadoras

22/10/2025 08:08

Lorrane Olivlet, Paola Delben, Marina Hirota e Marcelo Schappo gravaram o programa Estúdio Ciência. Foto: Salvador Gomes/Agecom/UFSC

Participar de um lançamento de cargas a bordo de um avião Hércules C-130, da Força Aérea Brasileira, não é para qualquer um. Imagine você do lado de dentro desse avião enorme, com quatro motores. A aeronave está em voo. Há uma porta aberta ao fundo do avião, como uma rampa, por onde a carga precisa ser empurrada. O chão passa lá embaixo.

Essa técnica serve, por exemplo, para “entregar” encomendas na Antártica. Do lado de dentro, você usa um uniforme especial, com um cabo que lhe prende ao teto – uma precaução para que você não se vá junto com a carga. Agora imagine que esse uniforme não lhe sirva, que seja grande demais. Você é mulher e eles não têm essas roupas para mulheres. Pois chegou o dia em que tiveram de fazer.

Essa é uma das histórias que foram contadas na mesa de abertura da 22ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na noite de terça-feira, 21 de outubro, no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, no bairro Trindade, em Florianópolis.

A história se passou com a psicóloga Paola Delben, que fez graduação, mestrado e doutorado na UFSC, esteve sete vezes na Antártica e estuda regiões polares e ambientes isolados, confinados e extremos (ambientes ICE), como desertos e montanhas.

Três pesquisadoras e debatedoras

Apresentação Xokleng com danças e cantos de celebração. Foto: Salvador Gomes/Agecom/UFSC

Ela foi uma das participantes da conferência de abertura da Sepex 2025, evento que se estende até quinta-feira, 23 de outubro. Paola contou a história ao lado da engenheira biomédica e divulgadora científica da temática espacial Lorrane Olivlet e da professora do Departamento de Física da UFSC Marina Hirota, estudiosa do clima e da Amazônia.

O debate entre as pesquisadoras teve o tema Dos extremos do clima aos extremos do espaço, mas houve espaço para os relatos como os de Paola. A conferências foi também a gravação de um episódio especial do Estúdio Ciência, programa da TV UFSC em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). O debate foi conduzido pelo apresentador do programa, o físico e escritor Marcelo Schappo, professor do IFSC e coordenador do Pint of Science, maior festival de divulgação científica do mundo.

A conferência, que começou às 19h05, foi antecedida por uma mesa de abertura com autoridades, com tradução simultânea para libras. Por volta das 18h30, o secretário de Comunicação da UFSC, Marcus Paulo Pessôa da Silva, conduziu a cerimônia dando boas-vindas aos presentes no Auditório Garapuvu. Ele destacou a grandiosidade do evento, com mais de 80 estandes na Feira de Ciências e outras atrações. Marcus agradeceu o empenho da equipe responsável pela organização da Sepex 2025, destacando nominalmente a servidora Camila Pagani, como secretária executiva do evento.

Mesa de autoridades 

Professores Werner Kraus, Dilceane Carraro, William Gerson Matias, Olga Regina Zigelli Garcia e Irineu Manoel de Souza. Foto: Salvador Gomes/Agecom/UFSC

Na sequência, indígenas Xokleng fizeram uma apresentação no palco com dança e cantos utilizados em celebrações. Também falaram ao microfone convidando o público a acompanhar a programação temática indígena na Sepex 2025.

O secretário de Comunicação chamou ao palco para compor a mesa: o reitor Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Extensão, Olga Regina Zigelli Garcia; o pró-reitor de Pesquisa e Inovação em exercício, William Gerson Matias; a pró-reitora de Graduação e Educação Básica, Dilceane Carraro, e o pró-reitor de Pós-Graduação, Werner Kraus.

A primeira a falar foi a professora Dilceane Carraro. Ela destacou a valorização do ensino de graduação, as políticas de permanência e as ações de combate à evasão. Também comentou sobre as novas formas de ingresso na UFSC, que visam ao preenchimento de vagas nos cursos da Universidade. Na sequência, a professora Olga Regina Zigelli Garcia lembrou de quando a Sepex era um evento mais ligado à extensão universitária. Atualmente, conforme a professora, o evento diz respeito a todas as ações da UFSC e da comunidade. “Não entendemos a sociedade como um local vazio que precisa ser preenchido com conhecimento, mas como um espaço de cocriação com a Universidade”, explicou a professora Olga.

O professor William Gerson Matias lembrou, em sua fala, que a Universidade triplicou os recursos captados na área de pesquisa nos últimos anos. Mas também destacou o processo de humanização da produção científica. Já o professor Werner Kraus lembrou, entre outras ações, aqueles projetos de extensão com escolas.

“O que a UFSC faz de melhor”

Lorrane Olivlet passou pela Feira de Ciências antes de ir à conferência. Foto: Salvador Gomes/Agecom/UFSC

O professor Irineu Manoel de Souza destacou a excelência da UFSC, como uma das melhores universidades do Brasil. Agradeceu o empenho de toda a comunidade universitária para a realização da Sepex 2025.

“É o evento que apresenta à sociedade o que a UFSC faz de melhor”, qualificou o reitor.

O professor Irineu, assim como os demais presentes da mesa de autoridades, agradeceu a presença do prefeito de Curitibanos, Kleberson Lima, ao evento de abertura.

Após a fala de todos, houve o início da conferência e gravação do programa Estúdio Ciência da TV UFSC. Entraram no palco as cientistas e suas histórias, de superação, de sucesso, de preocupação com o futuro, de sensibilidade para a formação de novas cientistas… com o uniforme que lhes couber e nos espaços que quiserem.

 

 

 

 

Confira a galeria de fotos neste link.

Texto: Agecom/UFSC

Fotos: Salvador Gomes/Agecom/UFSC

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