Audiência pública nesta sexta sobre Política de Segurança da UFSC

14/10/2025 18:26

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) convida toda a comunidade universitária — estudantes, TAEs e docentes — para audiência pública de apresentação e debate da proposta de Resolução Normativa que dispõe sobre a Política de Segurança Institucional da UFSC. O encontro será nesta sexta-feira, 17 de outubro, às 16h, no Auditório do Centro Socioeconômico (CSE).

A participação é essencial para qualificar o texto normativo, esclarecer dúvidas e recolher contribuições que orientem a implementação de uma política de segurança alinhada aos princípios acadêmicos, à proteção de pessoas e patrimônios e ao respeito aos direitos da comunidade. Participe, traga sua opinião e ajude a construir coletivamente esta política institucional.

Aspectos da política

A Política de Segurança Institucional (PSI) da UFSC tem por finalidade “integrar as ações de planejamento estratégico e de execução, de modo a assegurar o pleno exercício das atividades da UFSC” (Art. 1º), adotando a concepção de segurança cidadã como eixo orientador (Art. 2º). Define segurança institucional como o “conjunto de medidas voltadas a impedir ameaças […] que possam atentar contra a segurança da comunidade acadêmica ou causar danos ao patrimônio” (Art. 3º), abrangendo docentes, TAEs, discentes, terceirizados e usuários externos, e considerando patrimônio material e imaterial. A atividade pauta-se em princípios como proteção à vida e aos direitos humanos, atuação ética e preventiva, integração com órgãos essenciais e incentivo à participação colaborativa da comunidade (Art. 4º), com ênfase em educação, dignidade, diversidade, equidade e inclusão.

No campo estratégico, o sistema de gestão prevê “garantia da continuidade”, “gestão de crises”, “gestão e análise de riscos”, “implantação de tecnologias” e “monitoramento permanente” (Art. 5º), sob coordenação da Secretaria de Segurança Institucional (SSI) (Art. 5º, §1º). Compete à SSI coletar dados, apoiar a gestão, executar projetos e acompanhar indicadores e metas (Art. 5º, §2º). A minuta detalha frentes de atuação: segurança humana para proteger a integridade da comunidade, realizada por servidoras/servidores e/ou terceirizados e, quando necessário, com apoio de órgãos de segurança pública (Art. 6º); segurança material para proteção do patrimônio (Art. 7º); e segurança de áreas e instalações, com controle de acesso, ordenamento de trânsito e estacionamento, proteção de sistemas críticos, prevenção e combate a incêndio, videomonitoramento e pronta resposta (Art. 8º). Prevê-se proteção especial a áreas com dados sensíveis e vitais (Art. 8º, §1º) e estabelece-se que “fica proibido o porte de armas de fogo nas dependências da UFSC, exceto” por profissionais em serviço ou nos casos previstos em lei (Art. 8º, §2º).

A gestão de riscos deverá identificar, avaliar, tratar e monitorar riscos “de modo permanente, proativo e, preferencialmente, de forma preventiva” (Art. 9º), com avaliações conduzidas pela SSI e ajustes conforme ameaças e contextos (Art. 9º, §§2º–3º). A SSI também implementará planejamento de contingência e controle de danos, com protocolos exequíveis e treinamentos em conjunto com a PRODEGESP (Art. 10). O Sistema Integrado de Segurança Institucional “tem como objetivo auxiliar a SSI no planejamento das intervenções”, com visão panorâmica e integração de saberes internos e externos (Art. 11), e é composto pela SSI, pelo Comitê de Segurança Institucional (CoSI) e pelo Fórum de Segurança Institucional (Art. 12). Entre os objetivos da SSI estão a “otimização de recursos”, a “padronização de protocolos”, a “redução de vulnerabilidade”, a “otimização do videomonitoramento”, o “aprimoramento dos controles de acessos” e a produção de relatórios e indicadores (Art. 13).

O CoSI é uma instância de “governança participativa, com competências consultiva e deliberativa” que auxilia decisões no âmbito da SSI (Art. 14), com composição plural que envolve Reitoria, direções de centros e campi, pró-reitorias, Prefeitura Universitária, SeTIC, Seplan, DCE, APG, Sintufsc e Apufsc (Art. 14, §1º), e presidência com atribuições definidas em regimento (Art. 14, §2º). O Fórum de Segurança da UFSC, de caráter consultivo, promove a interlocução entre a Universidade, órgãos de segurança, sociedade civil, movimentos sociais, comunidades do entorno e a comunidade acadêmica, visando à “redução da violência e da criminalidade” e à “resolução pacífica de conflitos” (Art. 15). Presidido pela Reitoria e articulado pelo Gabinete e pela SSI (Art. 15, §1º), o Fórum difunde a gestão integrada, elabora planejamento estratégico de ações, auxilia a implementação da PSI (Art. 15, §2º) e terá calendário anual (Art. 15, §3º).

A implementação das normas e protocolos de segurança será precedida de capacitação adequada às especificidades de cada campus (Art. 16), e os programas de formação incluirão políticas de acessibilidade, equidade de gênero, enfrentamento à transfobia, ao assédio moral e sexual, ao racismo institucional e de bem-estar animal (Art. 17). A minuta prevê que a SSI poderá estabelecer interações com órgãos de segurança pública quando necessário (Art. 18) e que a Reitoria poderá instituir o Comitê de Gestão de Crise em Segurança Institucional para decisões em períodos de crise (Art. 19). A Resolução entrará em vigor na data de sua publicação no Boletim Oficial da UFSC (Art. 20). Essas diretrizes fundamentam o convite à audiência pública para apresentação e debate da proposta, reforçando a construção participativa de uma política de segurança cidadã, preventiva e inclusiva na UFSC.

 

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Fórum Ecoar: aliança comunitária quer transformar territórios por meio da extensão universitária

14/10/2025 15:44

Saneamento precário, mobilidade insuficiente, vulnerabilidade social são alguns dos problemas de Florianópolis que estão mapeados, diagnosticados e documentados em pesquisas acadêmicas. Mas como transformar esses dados em ação? Como fazer a universidade transpor seus muros e devolver à sociedade, em forma de solução, o conhecimento que produz? É nessa ponte entre academia e comunidade que atua o Fórum Ecoar, uma aliança comunitária que reúne Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), e ainda 56 organizações e movimentos sociais para construir respostas coletivas aos desafios dos bairros da capital catarinense.

A parceria tornou-se institucional em 27 de julho de 2024, quando a UFSC e o Fórum Ecoar firmaram o Protocolo de Intenções para a Curricularização da Extensão. O reitor, Irineu Manoel de Souza, e o coordenador do Fórum, Eugênio Luiz Gonçalves, assinaram acordo alinhando a universidade às diretrizes da Resolução CNE/CES nº 7/2018 e consolidando uma estratégia que leva a comunidade universitária aos territórios, transformando-os em laboratórios vivos de aprendizagem, pesquisa e transformação social.

Estande do Fórum Ecoar na Sepex (2023)

O protocolo reconhece que os territórios são espaços onde problemas e potencialidades locais inspiram soluções criativas, sustentáveis e socialmente justas, em sintonia com o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Para a pró-reitora de Extensão da UFSC (Proex), Olga Regina Zigelli Garcia, o regulamento “reconhece que o conhecimento, para ser emancipador, precisa circular, dialogar e se reinventar em contato com as realidades concretas da sociedade”.

Na avaliação de Olga Regina, a parceria “desloca a universidade de uma lógica vertical para uma horizontal e colaborativa, na qual o conhecimento é coproduzido com as comunidades”. Mais do que uma colaboração acadêmica, trata-se de uma aliança pela democracia e pela justiça social, que reconhece a comunidade como coautora do conhecimento e protagonistas da mudança.

Ao estabelecer a parceria, a UFSC reafirma sua vocação pública e cidadã, fortalecendo a extensão como via privilegiada de aproximação entre universidade e sociedade. A iniciativa visa mobilizar estudantes, docentes e técnicos-administrativos das três instituições públicas de ensino superior a atuarem diretamente nos territórios, aprendendo com as comunidades e contribuindo para soluções em educação, cultura, saúde, meio ambiente, habitação e economia solidária.

Da experiência comunitária à articulação institucional

Criado em 2021 e articulado pelo administrador aposentado da UFSC, Eugênio Luiz Gonçalves, o Fórum nasceu da experiência concreta de autogestão comunitária. Morador da Costa de Dentro desde 2010 e voluntário do conselho comunitário local, Eugênio testemunhou como a comunidade gere há 35 anos o abastecimento de água para 199 famílias por meio do CODEN, sem apoio do poder público. Essa vivência, somada à participação em conselhos municipais e em imersões de estudantes da UFSC em projetos de saneamento e resíduos sólidos, sedimentou uma convicção: a universidade precisa estar presente nos territórios, transformar pesquisa em política pública e disponibilizar seu conhecimento à sociedade de forma continuada.

“Os alunos vão ao bairro, fazem pesquisa, a informação morre na sala de aula”, sintetiza Eugênio. Para ele, o abismo entre o discurso de “cidade inteligente” e a realidade dos territórios, com baixa cobertura de saneamento e alta vulnerabilidade, evidencia a urgência de uma mudança de método. O Fórum propõe grupos de trabalho interdisciplinares e permanentes atuando em bairros-piloto por ciclos sucessivos de diagnóstico, ação, avaliação e retorno, garantindo soluções progressivas.

Projetos em ação nos territórios

Projeto Fesinova, no Conselho Comunitário da Costa de Dentro (2024)

Na prática, a curricularização da extensão na UFSC já ganha corpo em projetos que respondem a demandas concretas das comunidades. No segundo semestre de 2024, iniciativas como o Fesinova — Fortalecendo a Economia Solidária no Distrito do Pântano do Sul, e o curso “Empreendedorismo e Projetos Sociais: da Ideia à Transformação Comunitária” aproximaram lideranças locais e acadêmicas.

Projetos como “Regenera Lagoa”, que promove a regeneração do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, e o guia de Turismo na Comunidade do Pântano do Sul evidenciam a integração entre conservação ambiental, inclusão produtiva e planejamento territorial. A salvaguarda do patrimônio material e imaterial da pesca artesanal na Barra do Sul, as ações de inclusão digital de idosos (Conexões Costa de Dentro), a Escola Sustentável com foco em Lixo Zero e a criação da Feira da Costa para pequenos empreendedores ilustram um leque de ações orientadas ao bem comum e à geração de renda com base comunitária.

A “Escola de Extensão da UFSC” ampliou esse alcance ao ofertar capacitações diretamente ligadas às necessidades dos bairros: formação para gestores comunitários e associações de moradores, captação de recursos para projetos locais, cursos práticos para cuidadoras e familiares de idosos com Parkinson e demência, educação alimentar e energética, orientação sobre imposto de renda, horta comunitária e compostagem urbana, programação e desenvolvimento de sistemas, design aplicado à gestão comunitária, entre outros.

Governança participativa e plataforma digital

Reunião no IFSC (2023)

O Fórum funciona com governança compartilhada, participativa e democrática. De um lado, reúne conselhos e associações de moradores, movimentos sociais e lideranças comunitárias articulados em redes; de outro, mobiliza as três instituições – UFSC, Udesc e IFSC -, para executar ações de extensão articuladas a ensino e pesquisa aplicada, com impacto direto nos bairros.

Eugênio informa que a aliança é suprapartidária. “Política pública, não política partidária”, afirma. Para ele, a ciência é o elo capaz de unir frentes distintas em torno de problemas comuns.

A plataforma digital do Ecoar (ecoar.ufsc.br) funciona como ferramenta de gestão e ponte entre demandas comunitárias e oferta universitária. Neste site, qualquer pessoa pode registrar e acompanhar o status das demandas.

Perspectivas futuras

No horizonte próximo, o Fórum Ecoar está se alinhando ao projeto UniCOM (Universidade–Comunidade), inspirado no formato do Projeto Rondon, porém aplicado de forma contínua e territorializada, bairro a bairro. Um dos marcos fundamentais nesse processo foi a elaboração do Relatório Diagnóstico Participativo de Florianópolis, coordenado pelo Observatório de Inovação Social de Florianópolis (OBISF/Udesc), que contou com a participação ativa das três IFES, além de lideranças comunitárias e movimentos sociais. Esse processo reuniu e sistematizou mais de 460 demandas dos distritos, registradas no relatório “Diagnóstico Participativo de Florianópolis: Olhares dos Distritos sobre a Cidade”, apresentado publicamente com ampla presença da sociedade civil e de representantes políticos.

A partir desse esforço, articulado pelo Fórum Ecoar, está se consolidando uma rede colaborativa entre universidades e territórios, com o objetivo de transformar os diagnósticos em intervenções concretas nos bairros. A proposta é organizar frentes integradas de extensão, pesquisa e ensino para enfrentar problemas prioritários — como saneamento, mobilidade e vulnerabilidade social — por meio de metodologias de imersão nos territórios e de acompanhamento contínuo dos resultados.

Projeto Unicom (2025)

Eugênio também propõe a criação de uma incubadora social interinstitucional, voltada à economia solidária e criativa, para apoiar quem já empreende por necessidade nas periferias. “O nosso maior recurso é a inteligência”, diz, criticando a concentração de esforços apenas na interface universidade–indústria e defendendo que a mesma potência se volte aos bairros.

O chamado é direto: com cerca de 100 mil pessoas circulando entre UFSC, Udesc e IFSC, há capital humano para transformar realidades locais. O Fórum oferece a ponte, a governança e a plataforma.

Convite à participação

O Fórum Ecoar reforça o convite à participação de estudantes, docentes e técnicos das três IFES a integrarem uma aliança comunitária que conecta a universidade às demandas reais dos bairros. A proposta é fazer da cidade um laboratório vivo, onde saberes acadêmicos, técnicos e populares se encontram para construir soluções coletivas orientadas pelo bem comum, sustentabilidade e justiça social.

Para a comunidade universitária, o Ecoar representa uma oportunidade concreta de colocar a extensão no centro da formação e da vida acadêmica: estudantes podem cumprir a curricularização com projetos de impacto real; docentes podem articular disciplinas e pesquisas às necessidades dos territórios; técnicos podem aportar conhecimento aplicado à gestão pública e comunitária.

A efetividade do protocolo depende do engajamento ativo da comunidade universitária. É necessário construir uma cultura institucional de participação, sensibilizar para o valor pedagógico, social e político da extensão, criar condições para a atuação nos territórios e reconhecer, institucionalmente, o mérito desse engajamento. “O êxito será medido pelas vidas tocadas, vínculos criados e saberes compartilhados — não por documentos assinados”, concluiu a pró-reitora.

Organizações comunitárias e coletivos podem formalizar a entrada na rede pelo Formulário de Adesão.

Moradores, lideranças e grupos podem encaminhar necessidades do bairro pelo Formulário de Demandas.

Grupos de extensão, laboratórios e disciplinas podem identificar demandas “em aberto” no site ecoar.ufsc.br e propor a adoção, iniciando o ciclo de trabalho conjunto.

Mais informações:

Site: ecoar.ufsc.br
WhatsApp: (48) 99164-1958 (Eugênio Gonçalves)
Instagram: @fgecosocial

 

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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Evento de acolhimento aos novos TAEs traz reflexões sobre o papel do servidor na UFSC

14/10/2025 13:36

Apresentações artístico-culturais marcaram a abertura do Evento de Acolhimento aos novos servidores. Fotos; Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

Quatro apresentações artístico-culturais da Companhia de Dança da UFSC marcaram a abertura do Evento de Acolhimento aos novos servidores técnicos-administrativos em Educação, realizado na tarde de segunda-feira, 13 de outubro, no Auditório da Reitoria. As performances, repletas de vigor estético e delicadeza, refletiram o espírito da programação, que buscou integrar e ambientar os recém-empossados da instituição. Além disso, o evento contou com uma palestra e um café de socialização, sendo transmitido online para agregar também os técnicos lotados nos campi da Universidade.

A iniciativa faz parte do Curso de Iniciação ao Ambiente Institucional, promovido pela Coordenadoria de Capacitação de Pessoas (CCP), vinculada à Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp). O curso, que será realizado de 13 de outubro a 17 de novembro de 2025, terá um formato híbrido, com carga horária de 33 horas, e visa oferecer subsídios essenciais para que os novos servidores construam suas trajetórias na UFSC.

Pró-reitora Sandra Regina Carrieri de Souza e o diretor do DDP Guilherme Fortkamp

A cerimônia contou com a presença de representantes da Prodegesp, como a pró-reitora Sandra Regina Carrieri de Souza e o diretor do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas (DDP), Guilherme Fortkamp. Em sua fala, Guilherme destacou a importância do momento, tanto para os ingressantes quanto para a universidade, que se fortalece “com a chegada de vocês e das suas bagagens de conhecimentos, experiências, novas ideias e muita energia”. Ele apontou a UFSC como “um ambiente de crescimento profissional, de aprendizado contínuo e de realização pessoal” e ressaltou o papel de pertencimento como base do compromisso da instituição pública, que “há 64 anos transforma vidas”.

O diretor também enfatizou a relevância dos técnicos-administrativos no suporte ao tripé universitário — ensino, pesquisa e extensão. “Sem o nosso trabalho, não seria possível que essas atividades acontecessem”, afirmou. Ele aconselhou os ingressantes a aproveitarem as ações de capacitação e o curso, que foram descritos como “repleto de informações importantes para o dia-a-dia de trabalho, o desenvolvimento na carreira e a integração com os colegas e com a cultura universitária”.

Na sequência, a pró-reitora Sandra agradeceu às equipes envolvidas na organização do evento e destacou o caráter inclusivo e cultural da UFSC, evidenciado pelas apresentações artísticas da abertura. “Que outro espaço de trabalho pode nos oferecer isso?”, questionou. Sandra explicou que o objetivo do curso é “acolher” e apresentar o ambiente de trabalho de forma abrangente, desfazendo a ideia de que todos conhecem a UFSC completamente. 

Sandra também destacou a necessidade de dar visibilidade às qualidades únicas da universidade, combatendo os estereótipos externos. “O que a gente pode fazer para tornar esse espaço leve, tranquilo, de muito trabalho, mas também de muita harmonia?”, indagou. Ela destacou que o curso aborda a diversidade, a cultura e as diretrizes da instituição, auxiliando os servidores a aproveitar plenamente suas atribuições e as oportunidades que a UFSC oferece. Finalizou reforçando o papel acolhedor da Prodegesp: “Que vocês ficam imensamente felizes nesse espaço. Conversem conosco, deem sugestões; estamos prontos para recebê-los”.

O psicanalista Lucas Emanuel de Oliveira, do Serviço de Acolhimento a Vítimas de Violências (SEAViS), da Proafe, ministrou a palestra do evento

A palestra, conduzida pelo psicanalista Lucas Emanuel de Oliveira, do Serviço de Acolhimento a Vítimas de Violências (SEAViS), vinculado à Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), trouxe reflexões profundas sobre o papel do novo servidor na Universidade. Para ele, a chegada à UFSC representa a oportunidade de tornar uma vida mais interessante, desde que haja engajamento por parte das pessoas: “A implicação de vocês nesse processo vai ser fundamental”.

Lucas enfatizou que a UFSC vai além de prédios, burocracias e cargos, afirmando que a vivacidade da instituição é sustentada pela “circulação de afetos”. Ele diferenciou “afeto” de “afeição” e destacou que essa dinâmica emocional “mantém o colorido da universidade” e permite que o novo aconteça dentro da instituição.

O psicanalista também elogiou a diversidade regional dos presentes, que reuniu servidores de diversas partes do Brasil, e lembrou que acolher diferenças é uma política essencial para a gestão e o ambiente universitário. Reconhecendo os desafios do início da jornada, Lucas falou sobre esse período como um “tempo de travessias”, marcado por novidades, inseguranças e adaptação. Ele incentivou os servidores a serem pacientes com o processo de ambientação, reforçando que o pertencimento à UFSC não significa adesão acrítica. “O pertencimento supõe um certo distanciamento, que preserva o pensamento crítico: minha vida é muito mais ampla; acompanha os movimentos da instituição – alguns estão de acordo, outros não – e me coloco em uma posição importante nesse processo”.

Lucas também abordou a importância de estabelecer limites no ambiente de trabalho, especialmente em relação à pressão por alto desempenho e reconhecimento constante. Ele alertou sobre os riscos do Burnout, muitas vezes associado à dificuldade de dizer “não” a demandas excessivas. “É muito importante negar demandas que ultrapassem o papel institucional. Dizer não ao outro quando o outro exige aquilo que não corresponde às nossas atribuições legais e institucionais”, afirmou.

Mais informações:

dicc.ddp@contato.ufsc.br
https://capacitacao.ufsc.br/
@ccp-ufsc

 

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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Fotos: Gustavo Diehl | Agecom

 

 

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Estudantes entrevistam Reitor da UFSC para o ‘Começando os Trabalhos’

13/10/2025 13:28

No dia 10 de outubro, os estudantes do Centro Socioeconômico (CSE) da UFSC — Estevão, Bagatini e Heuron — entrevistaram o reitor Irineu Manoel de Souza no podcast “Começando os Trabalhos”. Em pouco mais de uma hora, Irineu tratou de temas centrais para a universidade, especialmente o orçamento e as prioridades da gestão. Segundo ele, as federais perderam metade do orçamento em dez anos e reduziram pessoal, enquanto a terceirização elevou custos de manutenção. A UFSC reviu contratos e cortou despesas para economizar, mas ainda enfrenta um déficit relevante.

Diante do cenário, a administração prioriza manter aulas e laboratórios, fortalecer a permanência estudantil — com RU, moradia e bolsas — e equiparar os valores de bolsas de ensino, pesquisa e extensão. Irineu defendeu um novo modelo de financiamento, indexado a parâmetros macroeconômicos, para dar previsibilidade às federais.

Ele também destacou o papel da UFSC no desenvolvimento de Santa Catarina e do país, pela formação de quadros e pela produção científica, citando a abertura de novos cursos mesmo sob restrição fiscal. Na vida estudantil, incentivou atividades como empresas juniores, monitorias e projetos, e mencionou a política em elaboração para reduzir a evasão, com acompanhamento mais próximo dos estudantes.

A internacionalização segue em expansão, com parcerias e dupla diplomação, e apoio da Secretaria de Relações Internacionais. Sobre o Restaurante Universitário da Trindade, o reitor reconheceu a fila como principal problema e informou que, com recursos do PAC, haverá modernização da cozinha e do fluxo de atendimento, além do estudo para ampliar o complexo e criar um restaurante menor no campus. A expectativa é que as melhorias se reflitam ao longo de 2025.

Assista à entrevista na íntegra:

 

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Voluntário(a) no Planeta.Doc: ‘mundo diferente não pode ser criado por pessoas indiferentes’

13/10/2025 11:49

O Festival Internacional de Cinema Socioambiental Planeta.Doc convida estudantes e professores da UFSC a participarem como voluntários(as) nas ações do festival, que ocorrem até 6 de dezembro. A iniciativa integra cinema, educação e sustentabilidade, com foco em engajar a comunidade universitária em atividades de formação, mobilização e difusão de conteúdos socioambientais.

Plataformas do festival

  • planetdoc.org: mais de 300 filmes socioambientais gratuitos.
  • Planeta na Escola: conteúdos e recursos pedagógicos voltados a educadores.

Objetivo

Ampliar o alcance das Sessões Educativas, envolvendo docentes e discentes para potencializar o impacto das exibições e ecoar a mensagem rumo à COP30, em prol de um futuro mais justo e sustentável.

Áreas de atuação para voluntariado

  • Exibições e produção.
  • Comunicação e mobilização.
  • Sessões educativas e mediação.

Participe e faça parte da rede que transforma o cinema em ferramenta de ação e mudança.

Inscrições pelo formulário disponível neste link

 

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