Joana Célia dos Passos: escolas de samba ensinam a história não contada

29/09/2025 13:31

Conasamba 2025 contou com o apoio institucional da UFSC. Fotos: Divulgação

A Federação Nacional das Escolas de Samba (Fenasamba) promoveu a mesa de debates intitulada “As instituições públicas, a Universidade, os Institutos Federais e o poder público na construção do maior espetáculo da terra — Reunião GT Carnaval do Ministério da Cultura (MinC)”. O evento ocorreu na tarde do último sábado, 27 de setembro de 2025, no Auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos Luiz Carlos Cancellier de Olivo, campus Trindade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

Essa atividade integrou a programação do Congresso Nacional das Escolas de Samba (Conasamba) 2025, realizado entre os dias 26 e 28 de setembro no campus da UFSC. O evento reuniu lideranças do samba, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e representantes de escolas de samba de diversas regiões do país. Entre os participantes a vice-reitora da Universidade Joana Célia dos Passos, que ofereceu reflexões sobre o papel das universidades na valorização do samba e do carnaval como patrimônios culturais.

Joana destacou a contribuição de Candeia Filho e Isnard Araújo, que, em 1978, no livro Escola de samba: árvore que esqueceu a raiz, já questionavam o papel dos intelectuais junto às escolas de samba. Segundo os autores, “Os intelectuais que estão vinculados às escolas de samba e que vieram junto com a classe média precisam conhecer os problemas do sambista, respeitar suas características, conhecer suas origens, a fim de que sua contribuição esteja integrada ao meio sem ferir a nossa cultura”. A vice-reitora associou essa reflexão ao significado de a UFSC sediar, pela primeira vez, o Conasamba, ressaltando a necessidade de fortalecer a ligação entre a Universidade e as comunidades que produzem o samba e o carnaval, promovendo um intercâmbio mutuamente enriquecedor.

Joana também analisou o uso do termo “escola” para designar as agremiações carnavalescas, pontuando que essas instituições ensinam “a história que a história não conta”, ao revelar aspectos da sociedade brasileira que frequentemente ficam à margem dos registros oficiais. Ela enfatizou a importância de a UFSC se abrir para esse diálogo, aprendendo com as escolas de samba e reconhecendo o valor cultural, social e histórico que elas representam.

Dando continuidade às discussões iniciadas no Conasamba 2024, que abordou o tema “A Escola de Samba que queremos”, a edição de 2025 foi inspirada no princípio Sankofa, um símbolo ancestral da África Ocidental que propõe olhar para o passado como fonte de aprendizado para construir o futuro. A mesa de debates trouxe reflexões profundas sobre o papel das universidades e dos institutos federais no apoio à pesquisa, formação e inovação relacionadas ao carnaval, além de destacar a importância de articular poder público, cultura e economia criativa para valorizar o samba em seus diversos territórios, indo além das grandes produções do Rio de Janeiro e São Paulo.

As discussões também abordaram questões centrais relacionadas às políticas públicas voltadas ao financiamento, à preservação da memória e à salvaguarda das tradições das escolas de samba, consideradas fundamentais para a manutenção e o fortalecimento desse rico patrimônio cultural. Outro ponto de destaque foi a apresentação de estratégias de cooperação interinstitucional, com o objetivo de qualificar processos, gerar trabalho e renda e promover a sustentabilidade no ciclo do carnaval, reafirmando o compromisso com a valorização das práticas culturais que dão vida a essa manifestação artística singular.

O Conasamba 2025 contou com o apoio institucional da UFSC, da Prefeitura Municipal de Florianópolis, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), do Governo do Estado, do Ministério da Cultura (MinC) e do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), além do patrocínio do Sebrae.

 

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

 

 

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Prova de Vida: orientações aos aposentados e pensionistas da UFSC

29/09/2025 11:25

Se você é Aposentado ou Pensionista da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é fundamental realizar a Prova de Vida anualmente, no mês do seu aniversário, para garantir a continuidade do pagamento do seu benefício.

O procedimento consiste na comprovação de vida do beneficiário, que deve verificar a regularidade da Prova de Vida diretamente no banco ou pelos aplicativos Gov.br ou SouGov. Certifique-se de que o status esteja marcado como “regular”.

Atenção!

A Prova de Vida é uma responsabilidade exclusiva do beneficiário. Desde 2023, o INSS passou a realizar a Prova de Vida de forma automatizada, com cruzamento de bases de dados governamentais. Porém, os aposentados e pensionistas da UFSC não estão incluídos neste processo automático e, portanto, precisam realizar o procedimento de forma ativa.

A UFSC orienta que todos os beneficiários mantenham seus dados cadastrais atualizados, como endereço, e-mail e telefone. Esta atualização é essencial para garantir uma comunicação eficiente com a Universidade.

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Como realizar a Prova de Vida?

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Dúvidas?

Em caso de dúvidas sobre o status da Prova de Vida, entre em contato com a Divisão de Cadastro da UFSC:
(48) 3721-9313 | cadastro.dap@contato.ufsc.br

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UFSC apresenta minuta da política de combate à evasão em evento no dia 29

26/09/2025 18:15

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) promoverá, na segunda-feira, 29 de setembro, às 14h, um evento na Sala dos Conselhos, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da Prograd, para apresentar a minuta da Política Institucional de Combate à Evasão. Essa iniciativa busca estabelecer diretrizes, responsabilidades e ações abrangentes voltadas à prevenção, ao acompanhamento e ao apoio à permanência estudantil, além de enfrentar os desafios relacionados à evasão universitária. A organização do evento está a cargo da Assessoria de Acompanhamento de Evasão, Permanência e Egressos, vinculada à Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd).

A evasão acadêmica é um problema com impactos econômicos e sociais significativos, e a UFSC, consciente da gravidade desse fenômeno, tem monitorado de perto seu avanço, especialmente diante do crescimento registrado nas últimas duas décadas. A atual gestão da Universidade tem se dedicado ativamente a desenvolver estratégias que reduzam os prejuízos ocasionados pela evasão, buscando mitigar seus efeitos tanto para a instituição quanto para a sociedade.

Durante o evento, será apresentada a minuta da política institucional, com destaque para seus eixos estruturantes e o cronograma de implementação. Também serão explicadas as formas de participação da comunidade acadêmica na consulta pública que será aberta logo após a apresentação. Durante essa etapa, a comunidade poderá enviar sugestões e contribuições para o aprimoramento da política. As informações detalhadas sobre acesso, prazos e procedimentos serão fornecidas no evento e divulgadas pelos canais institucionais.

A participação ativa de todos e todas é essencial para o fortalecimento coletivo da política institucional e para impulsionar ações mais eficazes no combate à evasão, contribuindo diretamente para o desenvolvimento e a consolidação de uma universidade mais inclusiva e comprometida com a permanência estudantil.

Mais informações no site: evasao-prograd.ufsc.br

 

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Representantes da UFSC recebem secretário da Pesca na busca por parcerias na Maricultura

26/09/2025 17:52

Representantes da UFSC recebem o secretário de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Bolan Frigo, na Reitoria. Fotos: SECOM

O chefe de Gabinete da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Bernardo Meyer, recebeu nesta sexta-feira, 26 de setembro, o secretário de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Tiago Bolan Frigo. O encontro ocorreu na sala de reuniões do Gabinete da Reitoria e contou com a presença de representantes da UFSC: o assessor do Gabinete, Alexandre Verzani, o administrador Carlos Carubelli; a diretora do Centro de Ciências Agrárias (CCA), Marlene Grade; os professores Walter Quadros Seifert, do Laboratório de Camarões Marinhos (LCM), e Claudio Manoel Rodrigues de Melo, do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM); Andréa Cristina Trierweiller, secretária de Planejamento e Orçamento (Seplan); e Luiz Victor Pittella Siqueira, superintendente de Orçamento.

A reunião teve como objetivo articular parcerias entre a secretaria estadual e o CCA para viabilizar investimentos em novas tecnologias aquícolas e assegurar a manutenção da cadeia de moluscos marinhos. Diante do cenário de restrição orçamentária, a Estação de Maricultura Elpídio Beltrame (EMEB), localizada na Barra da Lagoa, busca parceiros para o financiamento parcial de suas atividades. O LMM responde por mais de 90% das sementes de ostra consumidas pelos maricultores catarinenses, sendo a sua produção integralmente financiada pela venda dessas sementes e por recursos da UFSC, o que torna imprescindível a entrada de novos apoiadores para manter o laboratório economicamente viável. Sem contrapartidas adicionais, há risco de prejuízo às atividades do LMM, com impactos sobre toda a cadeia da maricultura no estado.

A visita do secretário estadual à UFSC, solicitada pelo CCA, buscou consolidar o apoio do Governo de Santa Catarina às atividades da EMEB. A UFSC é estratégica para o estado e está entre as poucas universidades brasileiras que fornecem sementes de ostra, sustentando um elo essencial da cadeia produtiva. Santa Catarina é referência nacional em maricultura, e o trabalho desenvolvido na universidade é decisivo para manter a competitividade do setor.

Durante o encontro, o secretário demonstrou grande receptividade e foram definidos encaminhamentos para fortalecer e financiar as atividades do laboratório. Entre eles, destaca-se a articulação com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), para captação de recursos destinados à maricultura; o apoio a estudos estratégicos, com ênfase no desenvolvimento do ouriço-do-mar e na criação de um núcleo de produção dessa iguaria de alto valor agregado, como forma de diversificar a maricultura catarinense; e a aproximação com o setor privado, especialmente bares e restaurantes, a fim de compartilhar responsabilidades de financiamento. A proposta é que segmentos com maior margem na comercialização dos produtos contribuam para a sustentabilidade da pesquisa e da produção.

Em síntese, a visita gerou encaminhamentos concretos voltados a assegurar o apoio financeiro necessário à continuidade e à expansão dos estudos em maricultura na UFSC, preservando a excelência e a competitividade de Santa Catarina no cenário nacional. Novas reuniões darão sequência às pautas estabelecidas.

 

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

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Reitoria da UFSC participa de conferência que entregará carta-manifesto à COP30

26/09/2025 15:22

Vice-reitora da UFSC fala na Conferência Regional da Grande Florianópolis. Foto: Marcos DElboux

A Conferência Regional da Grande Florianópolis, com o tema “Construindo Contribuições Autodeterminadas para a Ação Climática”, reuniu autoridades, pesquisadores e movimentos sociais na noite de quinta-feira, 25 de setembro, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), campus Trindade. Integrada ao festival Planeta.Doc, a etapa teve como foco consolidar propostas que serão levadas à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para ocorrer em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro deste ano.

A iniciativa é promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), presidida pelo deputado Marcos José de Abreu (Marquito/PSOL), com apoio da Escola do Legislativo e da Câmara dos Deputados, representada pelo deputado federal Pedro Uczai (PT). Esta foi a quarta de cinco conferências regionais realizadas em Santa Catarina — já passaram por Lages, Joinville e Criciúma. A última etapa ocorrerá em Chapecó, no dia 3 de outubro de 2025, e o relatório final com as propostas consolidadas será apresentado na Alesc em 20 de outubro.

Ao final dos debates, os participantes aprovaram uma carta-manifesto a ser encaminhada à coordenação da COP30. O documento consolida declarações individuais de cientistas e ativistas presentes em uma síntese coletiva, buscando refletir a pluralidade de vozes da conferência e servir como chamado da ciência diante da crise socioambiental. “Foi uma noite de manifestações impactantes sobre a conjuntura local, os perigos da especulação imobiliária, o ecocídio e suas conexões com problemas globais. Nosso desafio agora é sintetizar esse saber em um documento final e levar essas contribuições para os debates em Belém”, afirmou o deputado Marquito.

Entre os presentes estavam o teólogo e escritor Leonardo Boff; a vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos; a coordenadora de mobilização da Presidência da COP, Luciana Abade; a jornalista e documentarista Monica Linhares, diretora-geral do Planeta.Doc; a cientista cidadã Rosa Maria Miranda; a fundadora e diretora-executiva do Clima de Política, Beatriz Pagy; o coordenador de Advocacy da Plataforma CIPÓ, Murilo Parrino Amatneeks; o reitor da Udesc, José Fernando Fragalli; a vice-reitora do IFSC, Ana Paula da Silveira; o reitor do IFC, Rudinei Kock; o professor Paulo Horta, além do deputado federal Pedro Uczai.

As conferências regionais buscam mobilizar a sociedade catarinense na construção de propostas alinhadas ao Mutirão Global pelo Clima, da COP30, articulando academia, poder público, setor privado e organizações civis. “Queremos envolver diferentes setores para apresentar propostas concretas de enfrentamento à crise climática”, observou Marquito.

Em sua fala, a vice-reitora Joana Célia dos Passos defendeu que a transição climática no Brasil precisa ser também social e territorialmente inclusiva. “Pensar o território brasileiro na sua totalidade significa incluir nos projetos de desenvolvimento todos aqueles grupos que historicamente ficaram à parte”, afirmou, listando “a população indígena, os ribeirinhos, os extrativistas, os quilombolas, a população negra, os camponeses, as periferias urbanas, as pessoas com deficiência, as pessoas LGBTQIAPN+”. Para ela, não há como discutir a emergência climática sem a participação ativa desses sujeitos.

Auditório da Reitoria da UFSC ficou lotado para a conferência regional

Joana vinculou a agenda climática às urgências urbanas de Florianópolis e de outras cidades brasileiras. “Quando vivemos em um país que ainda não tem saneamento básico, em que vemos o engordamento das praias no nosso litoral, a ausência do poder público e as placas de ‘vende-se’ espalhadas pela nossa ilha, temos noção do que estamos vivendo e do que ainda enfrentaremos.” Ao destacar o papel da ciência, ressaltou que a UFSC conduz pesquisas voltadas à mitigação e à adaptação climática. Entre os exemplos, citou o Veleiro ECO, o Laboratório de Energia Verde, a Coordenadoria de Gestão Ambiental e a Sala Verde. Anunciou, ainda, o lançamento, em breve, de um satélite para monitoramento de queimadas no Brasil, ferramenta que permitirá antecipar respostas a eventos extremos. “A UFSC está na agenda da COP30”, reforçou, destacando a presença de pesquisadoras e pesquisadores da universidade em painéis e estudos na conferência.

Representando também o movimento negro, a vice-reitora sublinhou que “Santa Catarina possui 23% de população negra, 29 territórios quilombolas e 21 territórios indígenas. Por isso é um Estado que resiste”. Para Joana, debater autodeterminação e ação climática é resistir “a um modelo cada vez mais excludente” que avança sobre o território, impulsionado por marinas, grandes projetos e empreendimentos imobiliários. “Se a gente não se manifestar, se a gente não pautar essas questões, seremos engolidos”, alertou, convocando a sociedade a manter a mobilização e a resistência.

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

 

 

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