Informativo Necat: edição atual traz análises sobre conjuntura internacional, brasileira e catarinense

06/10/2025 11:27

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat), do Departamento de Economia e Relações Internacionais (DERI) do Centro Socioeconômico (CSE) da UFSC, lança a edição nº 43 do seu informativo (setembro/2025), reunindo análises sobre a conjuntura brasileira e internacional, reflexões sobre ensino de economia e um panorama atualizado da economia e do mercado de trabalho de Santa Catarina.

No eixo internacional, destacam-se a leitura de José Luis Fiori sobre as sanções dos EUA, seus efeitos geopolíticos e as implicações para o Brasil e os BRICS em um cenário multipolar; o ensaio de Paul Krugman sobre a rejeição de segmentos da direita ao progresso científico e econômico – com ênfase em vacinas, energia renovável e autonomia do Banco Central; e a avaliação de Michael Roberts a respeito dos 80 anos da ONU, seus limites diante das disputas hegemônicas e a crescente irrelevância da governança multilateral.

No campo da conjuntura brasileira, Paulo Nogueira Batista Jr. e Manoel Casado defendem a prática da soberania econômica, analisando acordos como Mercosul-União Europeia e seus potenciais efeitos sobre a reindustrialização; Paulo Kliass discute a escalada do gasto com juros da dívida pública e as restrições que impõe ao investimento e às políticas sociais; e Luis Felipe Miguel aborda a responsabilização judicial de golpistas, enfatizando o reforço institucional da democracia.

Em ensino econômico, Eleutério F. S. Prado apresenta uma crítica ao “homo economicus” a partir da psicanálise lacaniana e da economia política, explorando implicações teóricas e ideológicas dessa figura na ciência econômica.

Na seção dedicada à economia catarinense, os indicadores mostram que a produção industrial de Santa Catarina avançou 1,1% em julho de 2025, com desempenho superior ao nacional em períodos recentes e destaques para produtos de metal, minerais não metálicos e máquinas e equipamentos. O comércio varejista ampliado cresceu 0,6% no mês, mantendo patamar elevado no ano, puxado por materiais de construção, hiper e supermercados e outros artigos de uso pessoal e doméstico. Já o setor de serviços expandiu 0,9%, recuperando parte das perdas anteriores, com ênfase em atividades profissionais, administrativas e de informação e comunicação.

No mercado de trabalho, o estado registrou saldo de 2,7 mil novas vagas formais em julho (0,1%), com liderança do setor de serviços e crescimento acumulado do estoque de vínculos de 3,2% no ano, acima da média nacional. Houve leve retração do salário médio de admissão (-0,3%), com predominância de contratações em faixas de até dois salários mínimos. Regionalmente, Vale do Itajaí e Oeste lideram a geração de empregos, com destaque setorial para a indústria alimentícia, a construção e serviços de teleatendimento.

O Informativo NECAT está disponível para leitura e pode ser acessado neste link.

Contatos e inscrições na lista de distribuição: necat.ufsc@gmail.com | (48) 3721-6550.

 

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Prova de Vida: orientações aos aposentados e pensionistas da UFSC

29/09/2025 11:25

Se você é Aposentado ou Pensionista da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é fundamental realizar a Prova de Vida anualmente, no mês do seu aniversário, para garantir a continuidade do pagamento do seu benefício.

O procedimento consiste na comprovação de vida do beneficiário, que deve verificar a regularidade da Prova de Vida diretamente no banco ou pelos aplicativos Gov.br ou SouGov. Certifique-se de que o status esteja marcado como “regular”.

Atenção!

A Prova de Vida é uma responsabilidade exclusiva do beneficiário. Desde 2023, o INSS passou a realizar a Prova de Vida de forma automatizada, com cruzamento de bases de dados governamentais. Porém, os aposentados e pensionistas da UFSC não estão incluídos neste processo automático e, portanto, precisam realizar o procedimento de forma ativa.

A UFSC orienta que todos os beneficiários mantenham seus dados cadastrais atualizados, como endereço, e-mail e telefone. Esta atualização é essencial para garantir uma comunicação eficiente com a Universidade.

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Como realizar a Prova de Vida?

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Dúvidas?

Em caso de dúvidas sobre o status da Prova de Vida, entre em contato com a Divisão de Cadastro da UFSC:
(48) 3721-9313 | cadastro.dap@contato.ufsc.br

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Violência policial em Florianópolis: Relatório da UFSC aponta violações e caminhos para mudanças

24/09/2025 12:45

O Instituto Memória e Direitos Humanos (IMDH), vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), publicou o relatório final do projeto “Rodas de Conversa com Comunidades e Profissionais de Florianópolis: Representações da Violência Policial”. O documento foi elaborado com a participação de docentes, estudantes e bolsistas da UFSC, e apresenta uma análise detalhada sobre as dinâmicas da violência policial em comunidades periféricas da Grande Florianópolis, com base em 13 rodas de conversa realizadas entre 2021 e 2024.

O projeto contou com o apoio de diversos setores da UFSC, como a Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o Núcleo de Estudos sobre Psicologia, Migrações e Culturas, e o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular.

A UFSC desempenhou um papel central na organização e mediação das discussões, criando um espaço de diálogo entre as comunidades afetadas e especialistas em direitos humanos. Por meio das disciplinas “Representações da Violência” e “História e Política”, estudantes e professores contribuíram ativamente para a coleta de dados, o registro de relatos e a estruturação das análises.

A parceria com a Udesc, somada ao apoio de entidades da sociedade civil e movimentos comunitários, ampliou o alcance do projeto, permitindo uma abordagem interdisciplinar e colaborativa para o estudo do tema.

O relatório denuncia um quadro grave de violações sistemáticas de direitos humanos. De acordo com os relatos, a violência policial é percebida como o principal fator de insegurança nas comunidades, manifestando-se por meio de agressões físicas, ameaças, invasões de domicílios sem mandado, vandalismo e danos a propriedades. Os depoimentos também destacam casos de violência psicológica e simbólica, como humilhações, estigmatização de moradores e intimidações que atingem até mesmo crianças. A polícia é descrita como um agente que instiga o medo, criminaliza moradores e reforça o estereótipo de que a pobreza está associada ao crime.

Entre as consequências apontadas, o relatório destaca os danos à saúde mental dos moradores, o impacto psicológico em crianças e adolescentes e a destruição de vínculos comunitários. Além disso, as operações policiais frequentemente interrompem atividades cotidianas, como o acesso ao trabalho e à escola, agravando ainda mais a marginalização social das comunidades. Os entrevistados relataram preocupação com a utilização de tecnologias como câmeras corporais, que frequentemente aparecem desligadas ou manipuladas, reforçando narrativas policiais e dificultando a apuração de abusos.

Uma das principais críticas levantadas no relatório é a ausência de um controle externo efetivo sobre a atividade policial. Apesar de ser uma atribuição constitucional do Ministério Público, as investigações de mortes causadas por policiais em Santa Catarina são conduzidas pela própria Polícia Militar, gerando desconfiança e denúncias de impunidade. O documento também evidencia como a presença policial ostensiva contrasta com a ausência de políticas públicas que garantam acesso a direitos básicos como saúde, educação, saneamento e moradia.

O relatório conclui que a violência policial em Santa Catarina não é um episódio isolado, mas parte de um sistema que perpetua desigualdades e violações. Para interromper esse ciclo, o documento recomenda o fortalecimento do controle externo das atividades policiais, a inclusão de debates sobre cidadania, racismo e direitos humanos na formação de agentes de segurança, e a construção de um diálogo mais efetivo entre o Estado e as comunidades. Além disso, reforça a necessidade de políticas públicas que promovam a justiça social e a inclusão, como forma de combater as raízes estruturais da violência.

Acesse aqui o relatório na íntegra.

 

Tags: CFHInstituto Memória e Direitos Humanos (IMDH)Polícia MilitarProexUdescUFSCViolência policial

Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis lança painel no Observatório UFSC

19/09/2025 14:04

Buscando ampliar a transparência das informações na assistência estudantil, a Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE), em parceria com o Serviço de Gestão Integrada (SGI) da Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan) e a Superintendência de Governança Eletrônica e Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC), acaba de lançar o Observatório Assistência Estudantil.

Observatório da PRAE reúne, organiza e disponibiliza dados referentes às políticas e programas de apoio aos estudantes, permitindo maior compreensão no acompanhamento das ações desenvolvidas e opera como mais uma ferramenta voltada ao fortalecimento da transparência das informações sobre a assistência estudantil na Instituição. Sob o título Assistência Estudantil, o painel possui quatro páginas de indicadores, que mostram desde a evolução do orçamento anual da Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) desde 2014, a todos os tipos de bolsas e auxílios concedidos a estudantes e seus montantes, com a possibilidade de navegar pelos dados por meio dos filtros disponíveis em cada painel.

Tags: Assistência EstudantilObservatório da PRAEObservatório UFSCPNAESPraeSEPLANSeticUFSC

Leitura obrigatória no Vestibular da UFSC, obra de Salim Miguel está disponível ao público

19/09/2025 13:05

Primeiro de Abril: Narrativas da Cadeia é uma memória autobiográfica que transporta o leitor para 1964, quando Salim Miguel, então intelectual já reconhecido e redator da Agência Nacional, foi preso e passou cinquenta dias em uma prisão militar em Florianópolis, acusado de “subversão” pelo regime. O livro vai além da denúncia das arbitrariedades: oferece o depoimento de um escritor sensível, atento ao detalhe e capaz de recolher os traços mais significativos dos variados tipos humanos que o cercavam no cárcere.

A obra completa foi lançada pela EdUFSC em formato digital, com acesso livre e gratuito, e pode ser consultada na Estante Aberta da Editora da UFSC. Ao incluir o título na lista de leituras obrigatórias do Vestibular 2026, a UFSC oferece aos futuros universitários a oportunidade de se aprofundar em um período crucial da história brasileira pelos olhos de um de seus mais importantes escritores, estimulando a reflexão sobre a resiliência humana diante da repressão e sobre a importância da liberdade de pensamento e de expressão.

A narrativa revela a perplexidade, o medo, a angústia e a solidariedade vividos pelos presos. Entre os episódios marcantes, destaca-se o relato do incêndio da Livraria Anita Garibaldi, de propriedade de Salim Miguel: um ato de vandalismo e um crime contra a liberdade de expressão e a cultura, em que obras como O Capital, de Karl Marx, e O Príncipe, de Maquiavel, foram queimadas publicamente na Praça XV de Novembro, no centro de Florianópolis. O livro também aborda a prisão de sua esposa, Eglê Malheiros, e o impacto devastador sobre a família, além dos interrogatórios e das diferentes reações dos detidos e dos agentes da repressão.

Com prefácio de Luciana Rassier e apresentação de Moacir Werneck de Castro (texto original da primeira edição, de 1994), o volume é “habilmente construído, com capítulos que podem funcionar como módulos autônomos”, valendo-se de flashbacks e de antecipações de eventos. Consolida-se, assim, como contribuição marcante à história do golpe de 1964, contada do ângulo das vítimas. A intenção do autor, em seus textos, era “intrigar, provocar, sacudir seus leitores, transformando-os em coautores”.

Ficha técnica

Autor: Salim Miguel
Editora: Editora da UFSC (2025)
ISBN: 978-65-5805-105-3
Formato: E-book de acesso livre
Disponibilidade: Estante Aberta da EdUFSC

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