Seminário discute a extensão nos programas de pós-graduação da UFSC

29/05/2025 11:30

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) convida a comunidade universitária para participar do 1º Seminário do PROEXT-PG: Temas Livres, que ocorrerá na próxima segunda-feira, 2 de junho, a partir das 8h30, no Auditório do Centro de Ciências Biológicas (CCB). O evento será aberto ao público e não exige inscrição prévia.

O seminário tem como objetivo divulgar e discutir os resultados das ações financiadas na categoria Temas Livres, destacando o papel dessas atividades na transformação da sociedade.

O Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG) é uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Secretaria de Educação Superior (Sesu). O programa busca fortalecer as atividades de extensão nos Programas de Pós-Graduação (PPGs), promovendo o desenvolvimento sustentável, a cidadania, a participação social e a redução das desigualdades no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).

As pró-reitorias de Pós-Graduação (PROPG) e de Extensão (PROEX) selecionaram em torno de 40 ações de extensão, coordenadas por professores credenciados nos PPGs da UFSC, para receberem apoio financeiro por meio do Programa. Essas ações foram contempladas em dois editais:

  • PPGs com as Escolas: voltado a propostas que promovem parcerias entre os PPGs da UFSC e escolas de ensino fundamental ou médio.
  • Ações de Extensão em Temas Livres: destinado a projetos desenvolvidos em qualquer área do conhecimento, atendendo às demandas da sociedade.

Programação:

  • 8h30 – Abertura do evento
  • 8h50 – Robson Marcelo Di Piero: Diagnose e manejo de doenças e pragas de plantas
  • 9h05 – Renato Hajenius Aché de Freitas: Fauna, Flora e Funga entre a pós-graduação e a comunidade
  • 9h20 – Viviane R.G. da Silva Dingee: Cuidado multiprofissional à gestantes: promoção da saúde, prevenção e tratamento do diabetes
  • 9h35 – Adriana Dutra Tholl: Ações educativas da beira do leito ao quotidiano domiciliar de pessoas com deficiências e de suas famílias: versão II
  • 10h10 – Eleonora d’Orsi: Oficinas de inclusão digital para idosos – projeto CONECTA 2023
  • 10h25 – Natalia Hanazaki: Da Universidade para a Comunidade: devolutivas de pesquisas realizadas no ECOHE – fase 2023/2025
  • 10h40 – Jucinei José Comin: Demonstração do efeito do Sistema Plantio Direto de Hortaliças sobre qualidade do solo e microrganismos e artrópodes edáficos em propriedades da agricultura familiar da Grande Florianópolis
  • 10h55 – Kelen Haygert Lencina: Difusão de tecnologias e sistema de produção de erva-mate na região Serrana de Santa Catarina como possibilidade de renda para o pequeno produtor
  • 11h10 – Neiva de Assis: Educação e práticas comunitárias
  • 13h30 – Maria Elena Echevarría Guanilo: Enfermagem Dermatológica em Condições Crônicas de Saúde
  • 13h45 – Arcângelo Loss: Competição Sul Brasileira de Identificação de Solos
  • 14h – Júlia Zenni Lodetti: Mapeamento, sistematização e divulgação das investigações sobre Trabalho no Brasil
  • 14h15 – Binah Vieira: Fazendo Cruzos com Antropologias, Artes e Museologias – 5ª, 6ª e 7ª edições
  • 14h30 – Thaina Castro Costa: Fazendo cruzos: as exposições museológicas como ferramentas contra coloniais
  • 15h05 – Michelle das Neves Lopes: Monitoramento ambiental integrado à comunidade da Bacia Hidrográfica da Lagoa do Peri, Florianópolis-SC
  • 15h20 – Renê Birochi: Organizações Agroalimentares Alternativas
  • 15h35 – Daniela Zambelli Mezalira: Ciência para a Comunidade: Rompendo Barreiras e Formando Ligações
  • 15h50 – Wagner Maurício Pachekoski: Agilicat – cadeiras de rodas para gatos
  • 16h05 – Rafael Pereira Ocampo Moré: Primeira conferência UFSC em mobilidade elétrica
  • 16h20 Discussão e Conclusão

Serviço:

O que: 1º Seminário do PROEXT-PG: Temas Livres
Quando: 2 de junho de 2025 (segunda-feira), às 8h30
Onde: Auditório do CCB, UFSC
Mais informações: site do PROEXT-PG

 

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Reitor da UFSC é palestrante em seminário nacional sobre autonomia universitária

13/06/2024 15:21

Professor Irineu destacou os desafios para efetivação da autonomia universitária (Fotos: Solon Soares/Agência AL)

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, foi um dos palestrantes do seminário “Autonomia Universitária: fator de desenvolvimento do país”, realizado nesta quarta-feira, 12 de junho, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

O seminário foi aberto pelo ex-ministro da Educação (2003-2004) e ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), senador Cristovam Buarque, que apresentou o painel “Autonomias necessárias e inconvenientes”. Na sua fala, o ex-ministro afirmou que a autonomia universitária deve ser acompanhada de compromissos com a sociedade. E o maior compromisso, destacou, deve ser com a educação básica. Ele afirmou também que a autonomia deve ser dar em relação a governos, partidos, igrejas, sindicatos e até da própria comunidade acadêmica.

O professor Irineu apresentou a palestra “Autonomia universitária: teoria e prática”. De acordo com o reitor, a universidade brasileira sempre viveu em crise, e neste momento a crise é acentuada pela escassez de recursos.

Ele abordou os marcos legais sobre o funcionamento das universidades, como a Reforma Universitária (1968) a Constituição (1988) e a nova Lei de Diretrizes e Bases (1996). Recentemente, os programas governamentais como Fies, Prouni, Reuni, Sisu e os programas de ações afirmativas, que transformaram a universidade e trouxeram novos desafios, a exemplo da necessidade de apoio à permanência estudantil.

Em relação à autonomia, o reitor apontou como principais fragilidades as questões do orçamento e pessoal, disfunções burocráticas e interferência de órgãos externos. “Nós estamos em um momento bem difícil nas universidades, com cargos extintos e terceirização de muitos serviços”, declarou. Para o reitor, a cultura de “apego à burocracia” cria muitas dificuldades para o funcionamento das instituições, gerando morosidades.

Por fim, o reitor da UFSC elencou vários desafios para a efetivação da autonomia universitária, tais como a necessidade de fortalecer as pontes com a sociedade; as novas demandas e pressão por mais recursos (para ampliação do processo de inclusão e das ações afirmativas, programas de permanência estudantil, expansão de cursos e vagas e investimentos em infraestrutura); políticas de previsão da evasão e busca de novas fontes de financiamento. Ao final, o professor Irineu afirmou que as universidades são capazes de pensar, agir e propor mudanças. “A sociedade espera muito de nós”.

Ciclo de encontros

O seminário também teve palestras do professor da USP Guilherme Ary Plonski, que apresentou o tema “Autonomia das Universidades Paulistas”; do professor da Udesc Adil Knackfuss Vaz, com a palestra “Autonomia universitária na Udesc – conquistas e retrocessos” e da vice-reitora da Udesc, Clerilei Bier, que abordou a temática “Autonomia universitária: quimera ou concretude?”.

O encontro reuniu reitores e representantes de universidades federais e estaduais de vários estados, docentes, pesquisadores, representantes de órgãos públicos e lideranças políticas

O evento foi promovido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), por meio da Comissão de Educação, em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O encontro reuniu reitores de universidades federais e estaduais de vários estados, docentes, pesquisadores, representantes de órgãos públicos e lideranças políticas.

Este foi o primeiro de um ciclo de cinco seminários, que ocorrerão em cada uma das regiões do País. O próximo será organizado pela Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, em 28 de agosto.

Durante a tarde, a programação seguiu com uma mesa-redonda com lideranças políticas locais, sob coordenação do professor Arlindo Philippi Júnior, da USP, e lançamento do livro Autonomia Universitária: Fundamentos e realidade, organizado pelos professores da Udesc Rogério Braz da Silva, Peter Johann Bürger e Sandra Ramalho e Oliveira.

Um grupo de participantes do encontro reuniu-se para elaborar um documento com a síntese dos debates realizados durante o seminário. O professor Bernardo Meyer, chefe do gabinete da Reitoria da UFSC, foi um dos relatores do documento.

Veja a íntegra do texto:

“A autonomia universitária é indiscutível como ideia geral implementada de forma inédita na Constituição Federal de 88 e nas Constituições Estaduais como uma conquista após a redemocratização do país. O momento de incertezas e transformações ambientais e sociais que estão sendo vivenciados globalmente renova a necessidade de efetivação da autonomia universitária, aliada ao compromisso com a sociedade e a humanidade como um todo.

Para isso, é fundamental a autonomia para pensar livremente, criar e trazer alternativas frente aos desafios que a humanidade tem hoje, em uma era de limites e incertezas. As instituições universitárias surgem na história partir de valores humanísticos e do entusiasmo pela investigação da realidade baseada em valores universais que prezam pelo bem comum.

Foi o ambiente universitário que trouxe à coletividade os avanços vivenciados atualmente nos mais diversos setores. Muitas das tecnologias e utilidades do dia a dia das pessoas têm como berço as pesquisas acadêmicas. Nesse contexto, é função da universidade ampliar continuamente suas estratégias de divulgação e comunicação com os diversos setores sociais. Da mesma forma, o diálogo constante entre tais setores é fundamental para coprodução de conhecimentos e práticas inovadoras, não só no âmbito das organizações públicas e privadas, mas principalmente na educação de base.

Esse posicionamento dialógico e responsivo às demandas coletivas pressupõe responsabilidade das instituições universitárias. A efetivação de um compromisso dessa magnitude depende da concretização da autonomia em suas dimensões de governança organizacional, gestão de pessoas e tomada de decisão.

No que se refere à governança organizacional é fundamental a garantia de recursos orçamentários para fins de planejamento, busca por novas fontes de financiamento para melhoria de infraestrutura e políticas de permanência estudantil como forma de prevenção à evasão escolar.

Quanto à gestão de pessoas, a valorização dos profissionais das universidades é um elemento fundamental para a qualidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A autonomia de tomada de decisão é um dos fatores que permitirá às universidades atender às singularidades diante do contexto em que estão inseridas.

Por fim, é necessário repensar os conceitos de universidade, muitas vezes associada a um mero local de obtenção de diplomas, para que seja reconhecida como um ambiente produtor de ideias, ciência e tecnologia. A autonomia universitária vem acompanhada do compromisso com aqueles que a financiam, ou seja, toda a sociedade.”

 

Com informações da Assessoria de Comunicação da Udesc e Agência AL

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