UFSC e Unimed finalizam negociação e implementam nova tabela de coparticipação

16/02/2026 18:05

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) finalizou, nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, a negociação com a Unimed Grande Florianópolis (UGF) para implementação uma nova tabela de coparticipação no Contrato Emergencial nº 179/2025. A medida trará impactos positivos, tanto financeiros quanto na qualidade do atendimento em saúde aos beneficiários, com uma tabela adaptada às necessidades específicas da UFSC.

A UFSC esclarece à comunidade que o contrato emergencial tinha como referência a tabela CBHPM vigente, a mesma previsão da contratação anterior. Ocorre que a tabela CBHPM utilizada no contrato anterior não estava mais vigente. Contudo, em 18 de dezembro de 2025, a Unimed encaminhou a atualização dessa tabela. Diante dessa alteração, a UFSC questionou imediatamente a atualização dos valores dos procedimentos e iniciou tratativas para assegurar a adequada prestação do serviço aos usuários, que culminaram na adoção de uma tabela de procedimentos customizada, adequada à realidade da Universidade.

Entre janeiro e fevereiro de 2026, foram realizadas quatro reuniões no Gabinete da Reitoria da UFSC com a Diretoria da Unimed para tratar dessas questões. Desde o primeiro encontro, a gestão da Universidade manifestou preocupação com a tabela e sua aplicação a partir do dia 2 de dezembro, visto que não estava disponível no site da operadora, e de um reajuste de 25,9% no boleto de dezembro de 2025, sem negociação prévia.

A partir das solicitações técnicas da UFSC, a Unimed apresentou oito propostas, convergindo para a criação da “Tabela UFSC”, com ênfase em procedimentos frequentes e de terapias/sessões de alta utilização. Para assegurar a regularidade da mudança, o processo foi analisado pela Procuradoria Federal junto à UFSC e, na sequência, pelo setor jurídico da operadora.

A análise comparativa indicou que limitar os reajustes à inflação acumulada (2019–2025) é mais vantajoso aos servidores do que aplicar diretamente a tabela da CBHPM 2024/2025 na Faixa III. Procedimentos que teriam aumentos expressivos – como terapia ABA (257,1%), fisioterapia (374,7%) e terapia ocupacional (151,3%) – foram renegociados com reajustes restritos ao IPCA do período (40,75%). Com isso, por exemplo, a coparticipação na terapia ABA, que passaria de R$ 42 para R$ 150 na primeira versão da tabela, ficou em R$ 59,12 após as negociações. Considerando oito sessões mensais de ABA, a economia estimada para o beneficiário é de R$ 363,52 por mês; na fisioterapia, para 10 sessões, estima-se o valor de R$ 316,55.

A Unimed aplicará a Tabela UFSC com efeito retroativo a 19 de dezembro de 2025, ressarcindo as diferenças cobradas a maior com base na tabela inicialmente divulgada. Para o período de 2 a 18 de dezembro de 2025, permanecem vigentes os valores da tabela CBHPM do contrato anterior (232/2019).

No recorte dos 100 procedimentos mais utilizados em 2024/2025, apenas  sete permaneceram limitados ao IPCA acumulado de 2019 a 2025, reduzindo significativamente o impacto que adviria da aplicação da tabela CBHPM Faixa III 2024–2025, e os demais 93 itens com somente 6,7% de majoração.

Principais características da Tabela UFSC para redução de custos: 

  • Cerca de 81% dos procedimentos (1.988) tiveram reajuste de 6,7%, patamar inferior ao impacto inicialmente projetado e similar ao IPCA setorial de serviços de saúde dos últimos 12 meses.
  • Em 145 itens, incluindo consultas em consultório, o reajuste foi limitado à inflação acumulada (IPCA) de dezembro de 2019 a dezembro de 2025, de 40,7%, assegurando que nenhum item superasse esse índice do período do contrato anterior.
  • Entre os 100 procedimentos mais utilizados, 93 tiveram reajuste de 6,7%; e apenas sete (como Terapia ABA, Fonoaudiologia e Fisioterapia) foram atualizados em 40,7%.
  • A adoção da Tabela UFSC representa uma economia estimada de R$ 63.243.155,00 em comparação à aplicação da tabela CBHPM Faixa III (2024-2025), considerando a utilização anual do plano entre 2024 e 2025.

Consulte a Tabela UFSC (PDF) neste link, que se encontra disponível no site da Unimed.

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UFSC e Unimed definem nova tabela e próximos passos jurídicos do Contrato Emergencial

05/02/2026 10:48

UFSC e da Unimed se reuniram na quarta-feira, 4 de fevereiro, para consolidação da tabela de coparticipação e ajustes operacionais. Foto: Secom

Representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Unimed Grande Florianópolis (UGF) se reuniram na manhã desta quarta-feira, 4 de fevereiro, para avançar nas questões envolvendo a execução do Contrato Emergencial nº 179/2025. O encontro tratou da consolidação da tabela de coparticipação, da definição sobre retroatividade, de ajustes operacionais e dos trâmites jurídicos, além do modelo de acompanhamento contratual.

Participaram da reunião o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri; a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; e o coordenador de Fiscalização de Contratos Terceirizados, Gabriel Nascimento Kinczeski. Pela UGF, foram apresentados o CEO, Evaldo Soares Rodrigues; a gerente de Mercado, Larissa Schütz da Silva; o analista de Customer Success, Elson Semiro Alves Júnior; e os colaboradores Fabiano Amorim, Gabriel Duwe de Lima e Lena Obst.

Na ocasião, a gestão da UFSC confirmou, entre as oito propostas debatidas, a adoção da nova tabela para balizar os procedimentos, de modo a causar o menor impacto aos beneficiários. Ficou definido que a tabela de referência CBHPM vigente será mantida até a formalização das alterações. Também foram discutidos os efeitos de retroatividade da nova tabela, com foco na regularização da emissão de boletos e no alinhamento das respostas aos beneficiários e à regulação.

Como encaminhamentos, foi pactuada a elaboração de minuta para formalização das alterações e a articulação conjunta para dar celeridade aos trâmites. Em seguida, o processo será encaminhado para parecer do setor responsável. Assim que houver retorno dessa manifestação, previsto para os próximos dias, a comunidade será informada.

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UFSC e Unimed avançam em tratativas e convergem para propostas de menor impacto na coparticipação

30/01/2026 15:26

Reunião nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, no Gabinete da Reitoria, reúne novamente representantes da UFSC e Unimed. Fotos: DI-GR/Secom

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou, na manhã desta sexta-feira, 30 de janeiro, reunião com a Unimed Grande Florianópolis (UGF), no Gabinete da Reitoria, para discutir os encaminhamentos finais relacionados à execução do Contrato Emergencial nº 179/2025. O encontro teve como foco a análise comparativa das propostas apresentadas pela operadora para a tabela de coparticipação, destacando dois cenários avaliados como de menor impacto aos beneficiários.

Participaram da reunião o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri; a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza; o pró-reitor de Administração, Vilmar Michereff Junior; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; e o coordenador de Fiscalização de Contratos Terceirizados, Gabriel Nascimento Kinczeski. Pela UGF, estiveram presentes o CEO, Evaldo Soares Rodrigues; a gerente de Mercado, Larissa Schütz da Silva; e o analista de Customer Success, Elson Semiro Alves Júnior.

A análise englobou também a avaliação do ranqueamento dos procedimentos mais utilizados, solicitado pela UFSC à Unimed. Segundo os gestores da Universidade, houve evolução significativa em relação às primeiras simulações e à tabela de coparticipação vigente.

A Administração Central avalia que ambas propostas apresentam justificativas técnicas consistentes e tendem a minimizar os impactos para a maioria dos beneficiários, especialmente nos procedimentos mais demandados. A definição do cenário final e do cronograma de vigência da nova tabela será deliberada internamente, com decisão prevista para o início da próxima semana.

A Unimed informou ainda que o reajuste aplicado no boleto de 1º de dezembro de 2025 será devolvido no boleto de fevereiro de 2026, enquanto os valores de coparticipação cobrados entre os dias 2 e 18 de dezembro de 2025 serão restituídos no de março de 2026.

A operadora também está realizando busca ativa junto aos beneficiários que ainda não formalizaram o aceite do plano, cujo prazo se encerra em 31 de janeiro de 2026, com possibilidade de prorrogação por alguns dias, a ser oportunamente comunicada.

A UFSC e a Unimed reafirmaram a continuidade do diálogo técnico, com o objetivo de assegurar previsibilidade de custos, manutenção da rede e proteção aos beneficiários durante a execução do Contrato Emergencial nº 179/2025.

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UFSC e Unimed discutem ajustes na execução do contrato emergencial e revisão de coparticipações

23/01/2026 19:30

Representantes da UFSC e Unimed reuniram-se nesta sexta-feira para tratar de questões sobre a execução do Contrato Emergencial nº 179/2025. Foto: GR

Representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Unimed Grande Florianópolis (UGF) reuniram-se nesta sexta-feira, 23 de janeiro, no Gabinete da Reitoria, para tratar de questões sobre a execução do Contrato Emergencial nº 179/2025. O encontro deu sequência às tratativas iniciadas na última reunião e concentrou-se em correções de cobranças, transparência de tabelas e revisão de procedimentos com maior impacto nas coparticipações.

Participaram pela UFSC: o reitor, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri; a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza; a secretária de Planejamento e Orçamento, Andréa Cristina Trierweiller; o pró-reitor de Administração, Vilmar Michereff Junior; a diretora-geral do Gabinete da Reitoria (GR), Camila Pagani; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; a servidora Helena Lolli Savi, e o coordenador de Fiscalização de Contratos Terceirizados, Gabriel Nascimento Kinczeski. Pela UGF: o CEO, Evaldo Soares Rodrigues; a gerente de Mercado, Larissa Schütz da Silva; o coordenador de Mercado e Custos Assistenciais, Leandro Silveira; e o analista de Customer Success, Elson Semiro Alves Júnior.

A UFSC solicitou esclarecimentos sobre a aplicação de um reajuste de 25,9% em boleto referente ao dia 1º de dezembro, último dia de vigência do contrato 232/2019, e informou aguardar manifestação formal da operadora sobre a revisão do valor, já solicitada na reunião anterior. Segundo a gestão, essas medidas precisam ser documentadas e comunicadas com clareza à comunidade.

A análise interna apontou aumentos considerados elevados em procedimentos de alta utilização, o que tem ampliado os boletos mensais, especialmente para famílias que realizam terapias de forma frequente. Como alternativa, a universidade sugeriu que, nesses casos, sejam adotadas faixas menos onerosas da CBHPM ou de tabela de referência da Unimed, preservando o equilíbrio econômico do contrato.

O debate também foi contextualizado por indicadores inflacionários e, nesse sentido, a Unimed se mostrou acessível à solicitação. Será feito um trabalho quanto à problemática apontada, a fim de tornar os serviços mais acessíveis à comunidade que deles depende.

Levantamento apresentado estima inflação acumulada próxima de 40% entre dezembro de 2019 e dezembro de 2025, enquanto parte dos itens avaliados como muito utilizados superaria, e muito, 60% de reajuste. Para a UFSC, a grande diferença ajuda a explicar a insatisfação dos usuários e reforça a necessidade de justificativas técnicas transparentes quando houver variações acima do inflacionário.

Como encaminhamentos, a universidade aguarda resposta sobre a revisão do reajuste aplicado no último dia de contrato e a reavaliação de procedimentos de maior frequência, com prioridade às faixas e valores menos onerosos. Desta forma, a UFSC espera a rápida solução das pendências, com transparência e comunicação efetiva.

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UFSC reúne-se com a Unimed para discutir ajustes no plano de saúde

21/01/2026 17:20

Representantes da UFSC e Unimed reúnem-se para tratar do Contrato Emergencial nº 179/2025. Fotos: Secom

Representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Unimed Grande Florianópolis (UGF) reuniram-se na manhã de quarta-feira, 21 de janeiro, no Gabinete da Reitoria, para questões relacionadas à execução do Contrato Emergencial nº 179/2025, vigente desde 2 de dezembro de 2025, que vem gerando insatisfação entre os beneficiários do plano.

Participaram pela UFSC: o reitor, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri; a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza; o secretário de Comunicação (Secom), Marcus Pêssoa; o procurador federal junto à UFSC, Juliano Scherner Rossi; a diretora do Departamento de Contratos (DPC/Proad), Ana Paula Peres da Silva; a diretora-geral do Gabinete da Reitoria (GR), Camila Pagani; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; e o coordenador de Fiscalização de Contratos Terceirizados (CPC/DPC), Gabriel Nascimento Kinczeski. Pela UGF: o CEO, Evaldo Soares Rodrigues; a gerente de Mercado, Larissa Schütz da Silva; o coordenador de Mercado e Custos Assistenciais, Leandro Silveira; e o analista de Customer Success, Elson Semiro Alves Júnior.

A UFSC manifestou preocupação com a qualidade do diálogo e cobrou prioridade no atendimento aos beneficiários. Nicolle apontou como principais problemas a divulgação tardia da tabela de coparticipação (em 18/12) com aplicação retroativa a 2/12; valores cobrados acima do previsto e necessidade de transparência. Ela também criticou a retirada, do site da Unimed, da tabela específica da universidade após comparações feitas por beneficiários.

Outro ponto contestado foi o texto presente no boleto sobre um reajuste de 25,9%, em 1º de dezembro, sem negociação prévia, contrariando o contrato à época vigente. Conforme Nicolle, boletos indicaram uma negociação inexistente entre as partes e, incorretamente, atribuíram à UFSC atraso que não ocorreu, pois o contrato 232/2019 seguia vigente até 1º/12. Para Ana Paula, as questões tratam-se de descumprimentos contratuais; ela rejeitou o pedido de retratação e solicitou documentação que comprove as alegações da operadora. O reitor, Irineu Manoel de Souza, classificou a situação como grave, pediu sensibilidade à Unimed e ressaltou o desgaste interno provocado pelo tema.

Pela Unimed, Evaldo Soares reconheceu a pressão e afirmou buscar uma solução. A gerente Larissa explicou que o contrato prevê a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) vigente (versão 2022, com atualizações de 2024 e 2025), adotada a faixa 3 pela Unimed, devido ao porte do contrato e orientação da ANS, o que elevou os valores frente ao contrato anterior (de 2019). Diante do impacto, a operadora propôs uma “tabela UFSC” customizada. O coordenador Leandro informou que a proposta resultaria em um aumento médio de aproximadamente 13% em relação à tabela anterior (2019), reduzindo o impacto questionado pela UFSC de cerca de 48% frente à tabela de 2019.

Nos números, Evaldo informou que, de dezembro de 2024 a novembro de 2025, as coparticipações somaram cerca de R$ 12 milhões com CBHPM antiga e coparticipação de 20%. Com CBHPM 2024-2025 e coparticipação de 50%, iriam a R$ 25 milhões; com a nova “tabela UFSC”, ficariam em torno de R$ 26 milhões. Quanto ao período de 2 a 18 de dezembro, a operadora comprometeu-se a recalcular os atendimentos pela tabela do contrato anterior, aplicando o novo percentual de 50% e o teto de R$ 200, com lançamento do ajuste em fevereiro e estorno na fatura de março. A Unimed também propôs retomar reuniões periódicas de prestação de contas para aprimorar a comunicação.

O reitor avaliou a proposta como promissora, mas condicionou qualquer decisão à análise da comissão técnica, observando que há indício de vantajosidade para o usuário e lembrando que se trata de contrato anual. Ao final, ficou definido que a UFSC analisará com celeridade até o final da semana a nova tabela de coparticipação e, havendo acordo, implementará as mudanças o quanto antes, possivelmente com efeito retroativo para reduzir impactos aos beneficiários. A Unimed manterá os canais de diálogo abertos e fornecerá a documentação necessária para formalização dos ajustes.

Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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