UFSC realiza lançamento do Seminário Internacional Fazendo Gênero 14

UFSC lançou no Auditório da Reitoria o Seminário Internacional Fazendo Gênero 14. Fotos: Gustavo Diehl | Secom
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou oficialmente, na manhã desta quarta-feira, 19 de agosto, no Auditório da Reitoria, o Seminário Internacional Fazendo Gênero 14. Promovido pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC), o evento será realizado de 26 a 30 de julho de 2027, na Universidade, com o tema “Corpos-territórios: (eco)feminismos diversos na luta por vidas”. Realizado pela UFSC há mais de 30 anos, o Fazendo Gênero reúne atividades relacionadas aos estudos sobre feminismos, gênero e sexualidades e deve receber, em sua 14ª edição, pesquisadores, estudantes, membros de movimentos sociais, gestores públicos, artistas, ativistas e interessados no tema.
Participaram da mesa de autoridades as ministras das Mulheres, Márcia Lopes, e da Igualdade Racial, Rachel Barros; o reitor da UFSC, Amir de Oliveira; a vice-reitora, Felipa Amadigi; a diretora do IEG, Débora de Carvalho Figueiredo; e as coordenadoras do Fazendo Gênero 14, Juliana Salles Machado e Jozileia Kaingang.
Em sua manifestação, o reitor Amir afirmou que “os estudos de gênero têm impacto fundamental na definição de políticas públicas, na definição de direitos e na assistência à saúde, à educação e à cultura, em todas as organizações públicas e privadas, entre as quais a nossa Universidade”. O reitor também mencionou desigualdades como a disparidade salarial, a sub-representação das mulheres, a violência, a intolerância política e a sobrecarga de trabalho invisível. Segundo ele, “o diálogo sobre o gênero é indispensável para propor caminhos à igualdade, à equidade e à inclusão, além de concretizar a responsabilidade da universidade pública de participar desse debate e contribuir com a sociedade brasileira”.
Amir destacou ainda a universidade pública como espaço para o diálogo entre diferentes vozes, histórias, experiências e percepções. Sobre a realização do seminário, informou que a Universidade participa da organização e das providências necessárias para a realização do evento.
A vice-reitora Felipa destacou a trajetória do Fazendo Gênero, “que ao longo de sua história, tornou-se um espaço de produção de conhecimento, de encontro, de resistência e de transformação. É um espaço que aproxima a Universidade dos movimentos sociais, reúne diferentes gerações e coloca em diálogo experiências, pesquisas e lutas que ajudam a compreender e transformar a sociedade”, afirmou.
Felipa também relacionou o tema do seminário ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Para a vice-reitora, o enfrentamento ao feminicídio exige redes de proteção capazes de acolher as mulheres e oferecer condições para o rompimento dos ciclos de violência. Ela também destacou que diferentes grupos de mulheres podem vivenciar situações de violência e encontrar diferentes condições para buscar ajuda. “Que mulheres estamos conseguindo proteger? Quem consegue chegar aos serviços? Quem é ouvida quando denuncia? E quem encontra condições reais para sair de uma situação de violência?”, questionou.
Felipa afirmou ainda que a produção de conhecimento deve contribuir para a compreensão das situações de violência e para a formação de pessoas capazes de reconhecer essas situações e acolher sem revitimizar. A vice-reitora também abordou a relação entre a produção acadêmica e as políticas públicas. “Esperamos que o que for produzido e debatido em nossa instituição consiga chegar às políticas públicas, aos serviços e à vida concreta das pessoas”, disse.
A ministra Rachel definiu o Fazendo Gênero como uma construção coletiva que reúne conhecimento, militância, arte, política e diferentes formas de manifestação. “O evento nos ajuda a pensar em perguntas muito importantes: qual sociedade queremos construir e o que estamos interessados a fazer para construir uma sociedade plural e diversa que tanto defendemos?”, afirmou.
Ao comentar a proposta de “reflorestar mentes, territórios e saberes”, apresentada no documento orientador da próxima edição, a ministra destacou a valorização de conhecimentos e memórias historicamente silenciados ou tratados como inferiores. “Esses saberes precisam ser valorizados e ocupar o centro da produção do conhecimento. Estamos falando de território, sexualidade, deficiência e dessa encruzilhada chamada interseccionalidade, que aparece de maneira muito significativa na proposta do Fazendo Gênero”, ressaltou.
A ministra Márcia ressaltou a dimensão histórica do Fazendo Gênero e o desafio de organizar um encontro internacional em que os conhecimentos e as propostas produzidas no evento ultrapassem os limites da Universidade. Durante a cerimônia, Márcia Lopes informou o apoio do Ministério das Mulheres ao Fazendo Gênero 14. A ministra também destacou a importância da integração entre políticas de gênero, raça e etnia e áreas como saúde, educação, assistência social, habitação, trabalho e previdência.
Antes da solenidade, as ministras participaram de uma reunião no Gabinete da Reitoria com representantes do IEG, da organização do Fazendo Gênero 14, de movimentos sociais e da comunidade universitária. O encontro tratou da preparação do seminário e de avanços e desafios enfrentados pelas universidades públicas.
Na ocasião, o reitor e a vice-reitora da UFSC entregaram às ministras um documento que reúne projetos e atividades desenvolvidas pela UFSC e indicaram possibilidades de articulação com os ministérios das Mulheres e da Igualdade Racial.
Mais informações na página do evento e no Instagram.
Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR | Secom
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Fotos: Gustavo Diehl | Agecom | Secom


















Em preparação para a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM), a Conferência Livre de Mulheres na UFSC será realizada no dia 12 de agosto de 2025, às 18h30, no Auditório do Centro Socioeconômico (CSE), no campus Trindade, em Florianópolis. Este será um espaço aberto de escuta, debate e construção coletiva de propostas para o fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres. Interessadas em participar podem realizar sua pré-inscrição
O Espaço Cultural Gênero e Diversidades, localizado no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sediou na noite desta segunda-feira, 9 de junho, um evento que reuniu autoras, pesquisadoras e militantes para o lançamento de importantes publicações que abordam os desafios enfrentados pelas mulheres em diferentes dimensões de suas vidas. Entre as obras apresentadas, destaca-se o guia “Direitos diante da Violência Política contra Mulheres: orientações sobre prevenção e responsabilização”, de autoria de Luana Rebostro Heinen, Joana Célia dos Passos, Vera Fátima Gasparetto e Patrícia de Moraes Lima. Publicada pela editora Habitus, a obra oferece uma contribuição essencial para o fortalecimento de mulheres que já ocupam ou desejam ocupar espaços de poder e decisão.