Reitor da UFSC participa de evento no Cetremec, em Brasília. Fotos: Cetremec
A cerimônia de abertura da turma exclusiva do Mestrado Profissional em Planejamento e Controle de Gestão (PPGCG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), dedicada aos servidores do Ministério da Educação (MEC) foi realizada no dia 21 de maio, em Brasília, e contou com a presença de diversas autoridades acadêmicas e institucionais.
Entre os presentes estavam o reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza; o coordenador do PPGCG, Valmir Emil Hoffmann; o subcoordenador, Luiz Alberton; e a chefe de Expediente, Elaine Fagundes dos Reis Roth. A cerimônia contou ainda com a participação remota da pró-reitora de Pós-Graduação em exercício, Débora de Oliveira, além de docentes do programa.
A aula inaugural foi realizada no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação (Cetremec), com a presença do diretor da unidade, Luciano Toledo. Durante o evento, o reitor destacou a relevância da parceria entre a UFSC e o MEC, formalizada por meio do Termo de Execução Descentralizada (TED) 14795/2024, que possibilitou a criação do programa. “Este mestrado é mais um exemplo do compromisso da UFSC com a formação de excelência e com o fortalecimento do serviço público brasileiro”, afirmou Irineu.
Sobre o Programa
O mestrado, oferecido na modalidade presencial, tem duração de 38 meses e um investimento total de R$ 2.257.692,31. Ele integra o PPGCG da UFSC, criado em 2019 e reconhecido nacionalmente como referência na formação de gestores públicos e privados. O programa aborda áreas estratégicas, como governança, planejamento e compliance.
Essa turma exclusiva, composta por 20 servidores do MEC, representa um marco importante na consolidação da parceria entre a UFSC e o Ministério. Além de reforçar o compromisso com a qualificação técnica dos servidores, o programa contribui para o fortalecimento da administração pública no Brasil.
Sessão solene em comemoração aos 60 anos de criação e 50 anos de reconhecimento do curso de Administração da UFSC. Foto: Jeferson Baldo/Agência AL
Na noite desta quinta-feira, 22 de maio, o Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) foi palco de homenagens pelos 60 anos de criação e 50 anos de reconhecimento do curso de Administração da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento evidenciou o legado do curso e a contribuição dos colaboradores, que desde 1965 forma profissionais, promove pesquisas e realiza atividades de extensão. A solenidade foi transmitida ao vivo pelo canal oficial da Alesc no YouTube.
Durante a cerimônia, destacou-se a importância histórica e acadêmica do curso, que desde a sua fundação tem formado mais de cinco mil administradores e conquistado reconhecimento nacional. O curso, que começou com apenas nove formandos na sua primeira turma, atualmente é referência em qualidade, mantendo o conceito máximo no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e figurando entre os melhores cursos do Brasil, sendo o líder em Santa Catarina.
A deputada Luciane Carminatti, presidente da Comissão de Educação e Cultura, reforçou em seu discurso o papel da UFSC como uma universidade pública de excelência e a relevância do curso de Administração na formação de gestores e líderes comprometidos com o desenvolvimento social, econômico e ambiental. A parlamentar também enfatizou a luta pela valorização das universidades públicas e a sua admiração pessoal pela instituição.
A sessão especial também homenageou pessoas e entidades que contribuem ou contribuíram nesta trajetória:
Departamento de Ciências da Administração, representado pelo seu atual chefe, professor Leandro Dorneles dos Santos
Conselho Regional de Administração de Santa Catarina, representado pelo conselheiro João Luiz Merini Moser
Reitor da UFSC, Irineu Manuel de Souza, representado pelo chefe de Gabinete, Bernardo Meyer
Coordenadora do curso de Administração, professora Larissa Kvitko
Senador Esperidião Amin Helou Filho, professor do curso entre 1975 e 2012, representado por sua esposa, Angela Amin
José Francisco Salm, primeiro aluno da primeira turma a obter o título de PhD e primeiro professor contratado para o curso
Luís Moretto Neto, professor e coordenador do curso em 1984 e 2012
Fernando Ferreira de Mello Júnior, professor do curso entre 1975 e 2002.
Raphael Schlickmann, professor e diretor do Departamento de Ensino da Pró-Reitoria de Graduação e Educação Básica (Prograd)
Mário de Souza Almeida, professor e coordenador do curso de Gestão Pública EAD
Centro Acadêmico de Administração, representado pela presidente Isadora Corrêa Bruch
Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), representada pelo diretor financeiro Raimundo Nonato de Oliveira Lima
Lindamir Bosse Brinhosa, chefe de Expediente do curso entre 2005 e 2015, representada por sua filha, Victória Bosse Brinhosa.
Além disso, foram homenageados docentes que atuaram como coordenadores do curso, reconhecidos por sua contribuição ao desenvolvimento acadêmico: Jane Iara Pereira da Costa; João Nilo Linhares; Antônio Carlos Alves; Rogério da Silva Nunes; Gilberto de Oliveira Moritz; Mauricio Fernandes Pereira; Marcos Batista Lopes Dalmau; André Luís da Silva Leite; Alexandre Marino Costa; e Ricardo Niehues Buss.
A cerimônia foi marcada por discursos que enalteceram o compromisso com a excelência acadêmica e a relevância social do curso. “Não apenas 60 anos de calendário, mas 60 anos de ideias, escolhas e sonhos plantados”, disse o professor Leandro Dorneles dos Santos.
Seminário na Andifes discute “Financiamento das Universidades Federais”. Foto: Andifes
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) promoveu no dia 21 de maio, na se de da entidade, o seminário “Financiamento das Universidades Federais”, como parte da 205ª Reunião Ordinária do Conselho Pleno. O evento reuniu reitores, pró-reitores, técnicos do Ministério da Educação (MEC) e especialistas em orçamento público, consolidando-se como um espaço estratégico para discutir soluções para a crise no financiamento das 69 universidades federais do país. O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, esteve presente no seminário como parte de sua agenda em Brasília naquela semana.
O debate evidenciou, entre outros aspectos, que a insuficiência dos recursos destinados ao ensino superior público é o principal entrave à manutenção e ao aprimoramento das atividades acadêmicas, científicas e de extensão. Apesar da transparência nos modelos de distribuição orçamentária, como a Matriz Andifes OCC (Orçamento de Custeio e Capital) e a Matriz PNAES (Programa Nacional de Assistência Estudantil), o orçamento total disponível tem se mostrado insuficiente para atender às necessidades crescentes do sistema.
Atualmente, a previsão orçamentária para 2025 é de R$ 6,34 bilhões, valor que, segundo análises apresentadas no seminário, deveria ser de R$ 9,2 bilhões para corrigir a defasagem acumulada desde 2010. Esse déficit de R$ 2,84 bilhões compromete a capacidade das instituições de manter suas operações básicas e prejudica o planejamento a longo prazo. Durante o seminário, o reitor Demetrius David da Silva, presidente da Comissão de Financiamento da Andifes, destacou a gravidade da situação. “A recomposição orçamentária não é apenas uma pauta da gestão universitária, mas um imperativo para a manutenção da qualidade e da equidade no acesso ao ensino superior público”, afirmou. Ele defendeu a criação de um modelo de financiamento permanente que garanta previsibilidade e estabilidade para as universidades, sugerindo a vinculação do orçamento das universidades a um percentual fixo do Produto Interno Bruto (PIB) ou da receita líquida, inspirado no modelo adotado pelo estado de São Paulo.
As discussões também abordaram os desafios técnicos relacionados às matrizes de distribuição orçamentária. A OCC utiliza como critérios principais o número de alunos equivalentes (90%) e indicadores de eficiência e qualidade (10%), enquanto a PNAES considera variáveis como o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHm). Apesar de promoverem justiça distributiva e mitigarem desigualdades, os resultados dessas matrizes nem sempre são atendidos integralmente devido à insuficiência de recursos, gerando distorções na distribuição orçamentária. Gráficos apresentados no evento ilustraram que algumas instituições deveriam receber mais do que recebem, enquanto outras acabam sendo superfinanciadas. O professor Nelson Cardoso Amaral, da Universidade Federal de Goiás (UFG), contribuiu com uma análise detalhada sobre os modelos de financiamento. Ele destacou: “Precisamos de um modelo que respeite as especificidades regionais e estruturais das universidades, mas que também promova maior previsibilidade e equidade”.
Representando o Ministério da Educação, Juscelino Pereira Silva, diretor de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Educação Superior (DIFES/SESU/MEC), apresentou o Modelo de Equalização, que busca integrar os dados das matrizes OCC e PNAES com outros indicadores, como número de matriculados, concluintes e qualidade dos cursos. “Estamos abertos ao diálogo e à construção coletiva de um modelo de financiamento sustentável para as universidades federais”, afirmou Juscelino. Ele explicou que o objetivo é garantir uma distribuição proporcional e adequada às necessidades de cada instituição, considerando suas especificidades.
Além disso, foi discutida a criação de um fundo específico para o financiamento das universidades federais, inspirado no Fundeb, que poderia contar com recursos provenientes de royalties de mineração, represas e outras fontes complementares. A proposta busca oferecer uma base sólida e permanente de financiamento, permitindo maior segurança no planejamento das atividades acadêmicas.
Outro ponto abordado foi a necessidade de maior articulação entre a Andifes, o MEC e o Congresso Nacional para a construção de uma proposta legislativa que garanta financiamento estável e suficiente para o ensino superior público. Dulce Maria Tristão, representante do Fórum de Pró-Reitores de Planejamento e Administração (Forplad), apresentou um panorama histórico da alocação de recursos e destacou que critérios claros e objetivos precisam ser adotados para garantir justiça na distribuição. Já o coordenador do Forplad, Evandro Rodrigues de Faria, enfatizou os desafios na aplicação das matrizes de financiamento e sugeriu ajustes nos parâmetros de distribuição.
A criação de uma Lei Orgânica das Universidades e a inclusão do financiamento no próximo Plano Nacional de Educação (PNE) foram apontadas como medidas essenciais para assegurar respaldo legal às mudanças necessárias. Segundo os participantes, a colaboração entre gestores, formuladores de políticas públicas e a sociedade civil é fundamental para superar os desafios financeiros enfrentados pelas universidades. Ao final do evento, o consenso foi de que o fortalecimento do ensino superior público depende de soluções estruturais e de um compromisso conjunto pela garantia de uma educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) encerra nesta sexta-feira, 23 de maio, a consulta pública do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2025-2029, marcando o término de uma etapa essencial na construção colaborativa do documento que orientará a atuação da universidade nos próximos quatro anos.
O PDI é o principal instrumento de planejamento estratégico da UFSC, definindo sua missão, visão, políticas pedagógicas e estratégias para alcançar os objetivos institucionais. Este documento impacta diretamente áreas como ensino, pesquisa, extensão, gestão e infraestrutura, sendo um reflexo das demandas e expectativas da comunidade acadêmica e da sociedade.
Um processo colaborativo e democrático
O PDI 2025-2029 é resultado de um trabalho iniciado em 2023, envolvendo diversas unidades acadêmicas e setores administrativos da UFSC. Após o término da consulta pública, as contribuições recebidas serão analisadas e incorporadas ao documento final, que será submetido ao Conselho Universitário para aprovação.
A UFSC reforça que a participação da comunidade é fundamental para garantir que o PDI reflita com precisão as necessidades e aspirações de todos que fazem parte da Universidade. O documento consolidado será um guia estratégico para enfrentar os desafios e fortalecer a excelência acadêmica e administrativa da instituição.
Dirigentes das IFES participaram de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. Foto: Luís Fortes/MEC
O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, participou nesta terça-feira, 21 de maio, de uma audiência pública promovida pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O evento contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, e, entre os principais pontos de discussão, a crise orçamentária enfrentada pelos institutos e universidades federais.
Sobre o evento, o reitor destacou a necessidade de pressionar tanto os parlamentares quanto o Ministério da Educação (MEC) para garantir a liberação do orçamento das universidades federais. Ele ressaltou a presença de reitores e reitoras no encontro, sublinhando que a situação financeira das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) é alarmante.
Segundo Irineu, o orçamento enviado pelo governo federal ao Congresso já era insuficiente para atender às demandas das universidades. Porém, a situação foi agravada pela redução de R$ 250 milhões realizada pelo Legislativo, além do contingenciamento de verbas pelo governo federal, que tem dificultado a liberação de recursos já aprovados. “Esses recursos, que já eram insuficientes, estão sendo bloqueados, o que nos impede de realizar pagamentos essenciais para a manutenção das universidades. Estamos falando de despesas como Restaurante Universitário, Moradia Estudantil, energia elétrica e outras funções fundamentais para o funcionamento das instituições”, afirmou.
Irineu também destacou o papel estratégico das universidades públicas para o desenvolvimento do país e reforçou a importância da mobilização para reverter os bloqueios. “A universidade pública é o maior patrimônio de uma nação”, concluiu.
Durante a audiência, parlamentares exigiram a recomposição do orçamento das IFES e pediram a suspensão do decreto que limita a execução de parte dos recursos discricionários já aprovados para o setor. Em resposta, o ministro Camilo Santana reconheceu a gravidade da situação e assegurou que o governo federal está empenhado em buscar soluções. Ele afirmou que, nos próximos dias, medidas importantes serão anunciadas para recuperar os recursos destinados à educação superior.
Em nota divulgada, recentemente, pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a entidade classificou o decreto como um “grave retrocesso” na gestão das universidades federais, alertando que o bloqueio orçamentário compromete o funcionamento básico das instituições e fere o princípio constitucional da autonomia universitária.
Rosiani Bion de Almeida / SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br