Dia do Servidor Público: exposição revela a arte de quem trabalha na UFSC

08/10/2026 09:58

33ª Exposição de Artes Visuais dos Servidores da UFSC. A visitação é gratuita e segue até 30 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, no hall da Reitoria. Fotos: Gustavo Diehl | Secom

“Em tempos tão difíceis para a cultura e para a arte, ocupar esse espaço com nossas criações ganha ainda mais significado. Criar é resistir. Expor é compartilhar. A arte é também uma forma de cuidado: ela nos sensibiliza, provoca, acolhe, dá sentido e, tantas vezes, oferece um pouco de alento quando o mundo parece pesado demais.” As palavras são de Rosiane Rosa Guimarães, servidora técnico-administrativa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e uma das participantes da 33ª Exposição de Artes Visuais dos Servidores da UFSC, cuja abertura foi nesta quarta-feira, 7 de outubro, no andar térreo da Reitoria. A visitação é gratuita e segue até 30 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19 horas.

No espaço escolhido, onde todos os dias circulam papéis, processos e passos apressados, pinturas, esculturas, fotografias, aquarelas e desenhos passam a compor também o cotidiano da instituição. A mostra é realizada pela Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), e comemora o Dia do Servidor Público – 28 de outubro -, e, sobretudo, revela aquilo que os servidores criam para além das salas de aula e das mesas de trabalho.

A abertura foi embalada pela música do grupo 14 Cordas. Vinculado ao projeto Orkextra UFSC e formado por dois violinos e um violão, o trio escolheu a música brasileira como fio condutor: de Pixinguinha a Marisa Monte, de Tom Jobim a Jota Pê e Ramón Sixto, as cordas deram voz ao encontro entre quem expõe e quem contempla. A vice-reitora Felipa Amadigi, a chefe de Gabinete Cátia Regina Silva de Carvalho Pinto, e a secretária de Cultura e Arte Maria de Lourdes Alves Borges prestigiaram a exposição.

“Já faz parte da história da universidade”, resume Andréa Búrigo Ventura, servidora da SeCArte e coordenadora da equipe envolvida na realização do evento. Ela recorda que a mostra nasceu na galeria de artes do Centro de Convivência, percorreu outros espaços institucionais ao longo dos anos e, nesta edição, chega ao hall da Reitoria I — um local de passagem que, por algumas semanas, convida à pausa.

Participantes da mostra. Foto: SI-GR | Secom

Dezessete servidores, entre técnicos-administrativos e professores, expõem suas criações. Cada uma apresenta de uma a três obras, que mesclam trabalhos figurativos e abstratos, explosões de cor e composições em preto e branco. O que os une não é um estilo, mas um gesto: o de mostrar o olhar de quem, diariamente, faz a universidade funcionar.

Para Rosiane, a experiência se renova a cada edição. “A cada ano, saio ainda mais encantado com as obras, com os olhares, as histórias e as diferentes formas de cada artista dizer ao mundo aquilo que, muitas vezes, as palavras não oferecem dizer”, conta. Compartilhar a arte, segundo ela, é reafirmar seu valor e sua potência — porque, mesmo quando os tempos são duros, continuamos a precisar de beleza, de reflexão e de sensibilidade.

Para a secretária Maria de Lourdes, a exposição é uma oportunidade de apreciar a arte por aquilo que ela é, sem que precise servir a outra finalidade. “A arte, o belo, para nós, é uma fonte de prazer”, afirmou. Ela destacou que a criação artística também permite expressar emoções e diferentes formas de ver o mundo — inclusive a revolta diante dele. Em alguns momentos, acrescentou, essa expressão pode ser terapêutica. Ela convidou o público a conhecer as obras e encorajou a quem cria mostrar seu trabalho.

Andréa celebrou a presença do público e a oportunidade de conhecer outra dimensão do trabalho dos servidores. “É um trabalho diferente do administrativo, do trabalho docente, mas complementar para a vida de todos”, disse. Segundo ela, a diversidade das obras revela maneiras distintas de olhar o mundo e de se expressar. Andréa ressaltou o cuidado que a equipe depositou em cada criação e agradeceu aos artistas e a todos os envolvidos na realização da mostra.

A vice-reitora Felipa apresentou a exposição como um momento de encontro fora da rotina de trabalho. “Viemos prestigiar a arte, compartilhar a sensibilidade e estar nesse momento de troca, de carinho e de cuidado entre as pessoas”, afirmou. Felipa agradeceu à equipe organizadora e, especialmente, aos participantes que decidiram expor suas obras. Em nome da UFSC, expressou gratidão pela oportunidade de conhecer o pensamento e a arte de cada artista.

Serviço
33ª Exposição de Artes Visuais dos Servidores da UFSC
Local: hall da Reitoria I – UFSC
Período: até 30 de outubro
Horário: segunda a sexta-feira, das 7h às 19h
Entrada gratuita
Mais informações: secarte.ufsc.br

Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR | Secom
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: 33ª Exposição de Artes Visuais dos Servidores da UFSCExposiçãoHall da ReitoriaOrkextra UFSCReitoria da UFSCSecarteUFSC

UFSC sedia exposição ‘Salim Miguel: 100 Anos’ até 12 de setembro

19/08/2025 13:09

Exposição “Salim Miguel: 100 anos” está aberta ao público até 12 de setembro, no térreo do Centro de Cultura e Eventos da UFSC

Na noite desta segunda-feira, 18 de agosto de 2025, foi inaugurada a Exposição “Salim Miguel: 100 Anos”, uma homenagem à vida e obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira e catarinense contemporânea. O evento apresenta documentos, fotografias, manuscritos e objetos pessoais do autor, permitindo ao público compreender a amplitude de sua contribuição cultural. A visitação, gratuita e aberta à comunidade, estará disponível até 12 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, no andar térreo do Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A cerimônia de abertura reuniu os filhos de Salim Miguel, Sônia e Paulo Sérgio, o reitor Irineu Manoel de Souza, o chefe de Gabinete Bernardo Meyer, a secretária de Cultura, Arte e Esporte (SecArte) Eliane Debus, e o coordenador do Departamento Artístico Cultural (DAC) Oto Henrique Bezerra da Silva Leonardo Pinto. O público presente pôde prestigiar a exposição que destaca o legado de Salim Miguel para a cultura brasileira e a relevância de sua obra.

A secretária de Cultura, Arte e Esporte da UFSC, Eliane Debus (E), e os filhos de Salim Miguel, Sônia e Paulo Sérgio. Foto: Divulgação

A secretária Eliane Debus abriu a exposição relembrando as ações já realizadas, iniciadas em janeiro de 2024, no aniversário de Salim Miguel. A primeira foi a instalação de uma placa comemorativa na Editora da UFSC (EdUFSC), em reconhecimento à contribuição do autor, que dedicou oito anos de trabalho à instituição, ajudando, inclusive, na coleta de recursos para a construção de sua sede. Desde então, diversas iniciativas foram planejadas, como o II Festival Literário, que homenageou Salim Miguel com uma programação abrangente, incluindo exposições fotográficas, mostras cinematográficas e a reedição de suas obras pela EdUFSC.

Eliane destacou que o festival e a publicação das obras já foram concluídas, mencionando que o romance “Primeiro de Abril: narrativas da cadeia” tornou-se leitura obrigatória no Vestibular da UFSC. A mostra fílmica está programada para começar em setembro deste ano, no Teatro Carmen Fossari. Entre os filmes destaques da mostra, estão os que Salim Miguel atuou como roteirista. A secretária também ressaltou o trabalho de Zeca Pires na recuperação do áudio do filme “O Preço da Ilusão”, do qual apenas oito minutos estão preservados. Eliane encerrou sua fala agradecendo à família de Salim Miguel pelo apoio e pela dedicação na organização das imagens e registros históricos do autor.

O reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza (E), participou da abertura da exposição. Foto: Divulgação

Em seguida, Paulo Sérgio expressou sua gratidão à UFSC pelas comemorações do centenário de seu pai. Ele evidenciou o desejo de que todas as obras de Salim Miguel sejam disponibilizadas em breve, e acessíveis como o livro “Primeiro de Abril: narrativas da cadeia”.

Encerrando os discursos, o reitor Irineu Manoel de Souza enalteceu o papel de Salim Miguel como escritor, artista e figura essencial para a cultura catarinense e brasileira. Ele classificou a homenagem como um “tributo necessário e justo”, confirmando o impacto do autor na promoção da leitura entre os jovens. Irineu também parabenizou toda a equipe envolvida no evento e reforçou o compromisso da Universidade em preservar a memória e o legado de grandes personalidades como Salim Miguel, cuja trajetória continua a inspirar gerações.

Salim Miguel

Nascido no Líbano em 1924, Salim Miguel chegou ao Brasil com apenas três anos de idade e viveu grande parte de sua vida em Santa Catarina, onde construiu uma das carreiras mais notáveis da literatura brasileira. Autor de mais de 30 livros, ele se destacou como romancista, contista, cronista, ensaísta, crítico literário, jornalista, editor e roteirista. Entre suas obras mais conhecidas estão “NUR na Escuridão”, “A Voz Submersa”, “Primeiro de Abril: narrativas da cadeia” e “Nós”, esta última publicada pela Editora da UFSC um ano após sua morte em 2016 e selecionada como leitura obrigatória para os vestibulares da UFSC e Udesc.

Figura central da cena cultural brasileira, Salim Miguel foi um dos líderes do Grupo Sul, movimento que marcou Florianópolis entre 1947 e 1958. Ao lado de sua esposa, Eglê Malheiros, escreveu o argumento e o roteiro do primeiro longa-metragem catarinense, “O Preço da Ilusão”. Como jornalista, destacou-se na revista Manchete e como crítico literário no Jornal do Brasil nas décadas de 1970 e 1980.

Durante o regime militar, Salim Miguel foi preso em 1964, experiência que desenvolveu o romance “Primeiro de Abril: narrativas da cadeia”, eleito o melhor romance do ano em 1994 pela União Brasileira de Escritores. Além disso, recebeu prêmios importantes ao longo de sua carreira, como o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, e o Prêmio Zaffari & Bourbon. Em 2002, foi homenageado com o título de Doutor Honoris Causa pela UFSC.

Salim também deixou uma marca significativa como gestor cultural. Como diretor da Editora da UFSC entre 1983 e 1991, tornou-se em referência nacional. Em 1993, assumiu a superintendência da Fundação Franklin Cascaes, onde contribuiu para a criação de uma política cultural para Florianópolis. Sua memória é preservada em espaços como a Sala de Leitura Salim Miguel, no Hospital Universitário da UFSC, e o Espaço Eglê Malheiros & Salim Miguel, no Centro de Florianópolis.

Mais informações: salimmiguel100anos.com.br

 

Rosiani Bion de Almeida | SECOM
imprensa.gr@contato.ufsc.br

Tags: Centro de Cultura e EventosExposiçãoSalim MiguelSecarteUFSC

Reitor da UFSC participa de abertura de exposição sobre Franklin Cascaes no MArquE

29/11/2022 11:39

Reitor da UFSC discursou na abertura do evento e na sequência apreciou as obras expostas no pavilhão Silvio Coelho dos Santos. Foto: Robson Ribeiro/SECOM UFSC

 O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Irineu Manoel de Souza, participou na sexta-feira, 25 de novembro, da inauguração da exposição Franklin Cascaes – Artista, promovida pelo Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE/UFSC), no pavilhão de exposição Silvio Coelho dos Santos. O dirigente da instituição falou sobre propostas da gestão ligadas ao museu e apreciou a exibição. No evento, também estiveram presentes o diretor do Gabinete do Reitor, João Luiz Martins e a Pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Regina Carrieri de Souza.

Na abertura do evento, o diretor do Marque, professor Lucas de Melo, falou sobre a importância do acervo e comemorou a conquista da reabertura do pavilhão de exibição, que ficou fechado por quatro anos. “A gente tem várias coisas a comemorar hoje, a reabertura do pavilhão, o fato de podermos retomar uma nova exposição permanente com esse acervo que é super significativo para a história de Florianópolis”, afirmou.

Em sua fala, Irineu parabenizou a equipe responsável pela composição da exposição e destacou que “a Universidade é um grande paradoxo, à medida que deixa de receber recursos também abre novos espaços”. O reitor também aproveitou para destacar as prioridades da gestão em relação ao museu. Entre seus destaques estavam: entregar mais autonomia ao museu, retomar o cargo de direção, com a finalidade de torná-lo mais institucional, além de intensificar ações vinculadas ao Departamento Artístico Cultural (DAC/UFSC).

Sobre a exposição e o artista

A exposição conta com recursos digitais e de acessibilidade que permitem com que o público saiba mais sobre cada peça em exibição. Foto: Robson Ribeiro/SECOM UFSC

Franklin Cascaes viveu em Florianópolis entre 1908 e 1983. Dedicou parte dos seus 75 anos de vida ao registro das tradições culturais do litoral catarinense e das comunidades pesqueiras, utilizando como suporte desenhos, esculturas e registros históricos. Ao fim de sua vida colecionou ao todo, mais de 2.000 peças, entre esculturas de pequeno porte, esboços e anotações. Em 1981, todo o acervo foi doado pelo artista ao MArquE e hoje compõe a coleção Elizabeth Pavan Cascaes, nomeada por Franklin em homenagem a sua mulher. 

A inauguração do novo espaço destinado à exibição das obras de Cascaes tem o objetivo de expandir e diversificar os olhares sobre o processo criativo das investigações feitas pelo artista. “A gente queria reforçar o trabalho artístico dele não só como esse colecionador e pesquisador, mas como artista que desdobrou e investigou diversos processos e técnicas no campo das artes plásticas, então selecionamos desenhos que demonstrassem esse processo”, diz Eloah Melo, uma das curadoras da mostra.

Para mais informações acesse o site do MArquE.

Robson Ribeiro/Estagiário Secretaria de Comunicação UFSC

Tags: ExposiçãoFranklin CascaesMArquEMuseu de Arqueologia e EtnologiaReitoriaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina