Professores da UFSC são homenageados em celebração de 122 anos de Antonieta de Barros

14/07/2023 09:59

Professores foram homenageados no plenário da Alesc, nesta segunda-feira, 10 Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foram homenageados pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) por promoverem o legado e a memória da deputada Antonieta de Barros. A homenagem aconteceu na última segunda-feira, 10 de julho, em sessão especial pela celebração dos 122 anos do nascimento da deputada.

Na ocasião, foram condecoradas a vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos, a secretária de Cultura, Arte e Esporte da Universidade, Eliane Debus, e o ex-vereador e professor aposentado do Departamento de Arquitetura e Urbanismo Lino Peres. Os representantes da Universidade foram lembrados por terem contribuído com a memória e o legado de Antonieta.

Em dezembro de 2021, Joana, Eliane e Patrícia de Moraes Lima, professora do Centro de Ciências da Educação (CED), propuseram a concessão do título de Doutora Honoris Causa (em memória) pela UFSC à professora Antonieta de Barros, por sua importância para a educação estadual e nacional.

Em dezembro de 2021, Joana, Eliane e Patrícia de Moraes Lima, professora do Centro de Ciências da Educação (CED), propuseram a concessão do título de Doutora Honoris Causa (em memória) pela UFSC à professora Antonieta de Barros, por sua importância para a educação estadual e nacional.

Na época, o pedido foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Universitário (Cun). Os integrantes do Conselho salientaram seu poder revolucionário e libertador, além da importância para a história catarinense e pela contribuição para  o enfrentamento ao analfabetismo no estado.

Vice-reitora da UFSC, Joana Célia dos Passos, discursa durante homenagem em celebração aos 122 anos de nascimento de Antonieta de Barros, na Alesc. Fotos: Bruno Collaço / Agência AL

Em 2020, com o objetivo de reverberar as histórias do protagonismo negro no estado, a professora e escritora Eliane Debus lançou o livro infantil “Antonieta”. A obra, uma narrativa em prosa poética, conta a história de Antonieta de Barros, em momentos que vão desde a infância até a vida política.

Integrante do movimento Antonieta Resiste, Lino Peres teve papel fundamental nas discussões em relação à destinação do espaço da Escola Antonieta de Barros para a criação de um centro de valorização da cultura e memória negra em Santa Catarina durante seu segundo mandato como vereador de Florianópolis, entre 2017 e 2020.

A homenagem

Antonieta de Barros foi a primeira mulher negra a ser eleita deputada estadual no país, em 1934. A reverência realizada nesta segunda marcou a celebração dos 122 anos de seu nascimento, que seriam completados na terça-feira, 11. A celebração foi proposta pelos deputados Marquito (Psol) e Luciane Carminatti (PT) e contou com a presença do também deputado Mário Mota (PSD).

Em seu discurso, Luciane Carminatti destacou que Antonieta “deixou marcas reais na busca de dignidade humana” na Assembleia. O vereador Marquito salientou que o gesto é uma forma de “manter e cultivar a memória de Antonieta de Barros” e Mário Motta repetiu na tribuna palavras de Antonieta: “Se educar é aprender a viver, é aprender a pensar. E, nessa vida, não se enganem, só vive plenamente o ser que pensa. Os outros se movem, tão somente”, discursou.

Na sessão, estiveram presentes familiares da deputada. O sobrinho neto de Antonieta, Flávio Barros, falou em nome dos homenageados e revelou emoção ao ouvir as palavras da tia avó reverberam novamente no plenário.

Também prestigiaram o encontro, representantes de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); do Conselho do Desenvolvimento da Comunidade Negra; da Escola Olodum Sul; da Academia de Letras dos Militares Estaduais de Santa Catarina; da Biblioteca Pública de Santa Catarina; do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC); e da Associação Catarinense de Imprensa (ACI).

Sobre Antonieta de Barros

Nascida em 11 de julho de 1901, em Florianópolis, Antonieta foi defensora da democratização da educação e da escola pública, atuou na organização política de professores(as) e dirigiu o Instituto Estadual de Educação (IEE). Foi responsável por criar, nas primeiras décadas do século XX, um curso de alfabetização destinado a comunidades pobres e marginalizadas.

Além de professora, ela era também escritora e jornalista. Conhecida pelo pseudônimo “Maria da Ilha”, escreveu crônicas nos periódicos locais. Dirigiu os jornais “A Semana” e “Vida Ilhoa”, nos quais defendia a participação política das mulheres e criticava o racismo.

 

Robson Ribeiro/Estagiário da Secretaria de Comunicação/UFSC

Com informações de Agência AL

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