UFSC na mídia: gestores falam, em entrevista, sobre demolição de blocos e reurbanização da área
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deu início à demolição dos blocos modulados construídos na década de 1970 no campus de Florianópolis. Erguidos originalmente como solução provisória e de baixo custo, os prédios foram utilizados por décadas e abrigaram importantes estruturas acadêmicas da instituição. Em entrevista ao Balanço Geral Florianópolis, o reitor Irineu Manoel de Souza e o prefeito universitário, Matheus Lima Alcantara, detalharam o histórico do processo, os motivos da decisão e o plano de reurbanização da área.
Segundo o reitor, a discussão sobre a desativação e demolição dos blocos é tema recorrente há mais de dez anos, motivada por questões de segurança e pela incompatibilidade das instalações com normas técnicas atuais. “Há mais de uma década que tem essa discussão da demolição desses blocos modulados por motivo de segurança, as instalações não de acordo com as normas técnicas, enfim. E também para aproveitar melhor o espaço físico do campus universitário”, afirmou. Ele explica que a área dará lugar a um amplo espaço verde. “A ideia é uma revitalização de todas essas áreas com bancos, jardins, árvores, enfim, para que também os estudantes, os docentes, os técnicos possam aproveitar melhor o campus universitário.”
Os prédios, apelidados de “labirinto” pela comunidade acadêmica, passaram a apresentar problemas estruturais graves nos últimos anos, como infiltrações, goteiras, mofo, falhas elétricas e falta de acessibilidade, o que tornava a circulação pelo local especialmente desafiadora. “Várias questões muito sensíveis de segurança, de degradação ambiental e questões com bombeiros, Ministério Público, a própria qualidade das edificações, qualidade do espaço, problemas reais de segurança e de acessibilidade também”, resumiu o prefeito universitário.
A partir de laudos técnicos emitidos desde 2019, a UFSC promoveu interdições parciais das estruturas. Em março do ano passado, o espaço foi totalmente fechado e todas as atividades foram encerradas, abrindo caminho para a fase atual, que contempla a demolição completa dos prédios e a reurbanização do terreno de 18 mil m². “Esse projeto tem dois objetos: a demolição dessas edificações problemáticas e a reurbanização, que inclui terraplanagem, construção de calçadas, paisagismo e iluminação. Tudo isso pensando principalmente em acessibilidade e segurança”, explicou Matheus.
De acordo com o reitor, a ideia é transformar esse espaço em área de lazer. “No futuro, poderá ser discutida a construção de alguns prédios para atendimento de demandas da universidade”, acrescentou. Ele pontuou ainda que as salas demolidas eram majoritariamente utilizadas pelo Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM), único centro da UFSC que não dispõe de um prédio próprio de salas de aula, o que mantém no horizonte discussões futuras sobre a infraestrutura acadêmica.
O investimento previsto para esta fase das obras é de R$ 3,6 milhões, com recursos do orçamento da própria universidade e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A previsão de conclusão é novembro de 2026.
Assista à entrevista:
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