Prédio na região central de Florianópolis, desocupado pela UFSC, recebe visita técnica

24/02/2026 11:56

Imóvel na rua Dom Joaquim, no Centro de Florianópolis, foi desocupado pela Universidade em dezembro de 2025, cuja cessão durou 27 anos. Foto: Divulgação

No dia 18 de fevereiro de 2026, representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC) realizaram visita técnica ao imóvel situado na rua Dom Joaquim, no Centro de Florianópolis. A UFSC formalizou a entrega do imóvel ao Estado em dezembro de 2025; contudo, ainda há alguns bens a serem removidos pela Universidade. A UFSC dará sequência à retirada e ao inventário dos bens remanescentes, enquanto a PGE manterá o apoio ao controle de acesso às instalações para a conclusão da desocupação.

Participaram da visita, pela UFSC, o reitor Irineu Manoel de Souza, o chefe de Gabinete Bernardo Meyer, o procurador federal junto à UFSC Juliano Scherner Rossi, o prefeito universitário Matheus Lima Alcantara, a secretária de Educação a Distância (Sead) Susan Aparecida de Oliveira, a secretária de Comunicação (Secom) em exercício Stefani de Souza e a servidora Maria José Nunes Pires. Pela PGE, estiveram presentes o diretor de Administração (DIAD) Adriano Dias de Lima, o gerente de Materiais e Serviços Gerais (Gemat) Elias Pryciuk Kuster e a assistente do Procurador-Geral Patricia Ferreira.

UFSC e PGE/SC realizaram visita técnica em prédio. Fotos: Secom/UFSC

O prédio foi originalmente cedido à UFSC em 1998 — e não em 2014, como consta em algumas publicações oficiais do governo estadual — e, ao longo de 27 anos, abrigou unidades estratégicas como a TV UFSC, a Secretaria de Educação a Distância (Sead), o Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans) e o Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), todas já realocadas para outras instalações da Universidade.

Localizado em área de fácil acesso e alta circulação, o imóvel sediou nesse período projetos determinantes para aproximar a UFSC da comunidade, do poder público e do setor produtivo. A presença da TV UFSC no endereço ampliou a difusão científica e cultural; a Sead consolidou políticas de democratização do ensino, ampliando a oferta de cursos e ações de formação continuada; o LabTrans apoiou decisões de mobilidade urbana e logística, com estudos e projetos aplicados à realidade catarinense; e o Ceped fortaleceu a capacidade de prevenção, resposta e reconstrução frente a desastres, em articulação com a Defesa Civil.

Segundo o Estado, a cessão estava amparada por legislação que prevê a possibilidade de retomada do bem para uso próprio. E ainda argumenta que a decisão de reassumir o imóvel decorre do aumento do quadro de pessoal da PGE após novos concursos e da necessidade de conter despesas.

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Reitores da UFSC e Udesc na abertura do 5º Congresso Brasileiro de Riscos e Desastres

16/10/2025 08:57

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediará, entre 15 e 17 de outubro, o V Congresso Brasileiro de Redução de Riscos e Desastres (CBRRD), com o tema “Resiliência e Inovação na GIRD: Conectando Saberes”. A cerimônia de abertura ocorreu à noite, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, campus Trindade, em Florianópolis, e contou com a presença dos reitores da UFSC, Irineu Manoel de Souza, e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), José Fernando Fragalli, anfitrião do evento.

O congresso está sendo realizado em parceria pela Associação Brasileira de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação em Redução de Riscos e Desastres (ABP-RRD), pelo Programa de Pós-Graduação em Desastres Naturais (PPGDN) do Departamento de Geociências da UFSC, pelo Grupo Coordenado em Gestão de Riscos e Desastres (Ceped) e pela Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade (Proex) da Udesc.

O CBRRD visa promover um espaço de intercâmbio de conhecimentos, experiências e práticas inovadoras em Redução de Riscos e Desastres (RRD), com foco em gestão integrada, resiliência e inovação. O evento reunirá pesquisadores, gestores públicos, técnicos, estudantes e lideranças comunitárias. Entre os objetivos, destacam-se a divulgação de pesquisas e experiências bem-sucedidas em diversas regiões do Brasil, o estímulo à cooperação entre universidades, órgãos governamentais e organizações sociais, e o incentivo ao uso de tecnologias e soluções inovadoras na gestão de riscos.

A programação abordará temas como mudanças climáticas, riscos geológicos e hidrológicos, tecnologias de monitoramento, políticas públicas e práticas em gestão de riscos. Haverá destaque para a interação entre saberes locais, comunitários e científicos, promovendo uma abordagem integradora que reconhece e valoriza o conhecimento tradicional.

Além disso, o congresso busca fomentar a educação e a comunicação voltadas a populações vulneráveis e contribuir para o alinhamento das políticas brasileiras de redução de riscos e desastres aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao Marco de Sendai, referência internacional na área.

A representatividade das duas principais universidades públicas do Estado reforça a relevância do congresso para o fortalecimento de pesquisas e ações voltadas à redução de riscos e desastres — uma área estratégica diante dos desafios climáticos e ambientais enfrentados pelo Brasil.

O reitor Irineu Manoel de Souza destacou que o congresso consolida o papel das universidades públicas na produção de conhecimento aplicado às urgências do país. “A parceria entre UFSC e Udesc demonstra que ciência, gestão e comunidade podem caminhar juntas para reduzir vulnerabilidades e salvar vidas. Este é um compromisso com Santa Catarina e com o Brasil”, afirmou.

Para Irineu, a integração entre saberes acadêmicos e conhecimentos locais é decisiva para a gestão de riscos. Ele ressaltou que “ouvir as comunidades, dialogar com gestores e mobilizar tecnologias abertas e inovadoras” fortalece a resiliência dos territórios e qualifica políticas públicas.

O reitor enfatizou ainda que a UFSC seguirá ampliando pesquisas, formação e extensão na área. “Vamos manter investimentos, fortalecer o PPGDN e parcerias como as do Ceped e a ABP-RRD”, disse. Segundo ele, os resultados do congresso devem se traduzir em novas cooperações, protocolos de atuação e soluções tecnológicas, “com impacto direto na prevenção, na resposta e na reconstrução pós-desastres”.

 

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