Documentário destaca pesquisas e a trajetória do Instituto Brasil Plural, sediado na UFSC

22/09/2026 11:41

Um documentário de 35 minutos apresenta a trajetória do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT Brasil Plural ou IBP), desde sua criação, em 2009, até a consolidação de uma rede que reúne instituições do Brasil e de outros países. Lançada em agosto de 2026, a produção destaca pesquisas desenvolvidas por integrantes do Instituto, sua expansão ao longo de mais de uma década e meia e o pioneirismo da iniciativa nas Ciências Humanas, especialmente na Antropologia.

Sediado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o IBP surgiu de uma parceria entre pesquisadores da instituição e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A organização em rede, adotada desde o início, possibilitou a colaboração entre grupos de diferentes estados brasileiros e de outros países.

Dirigido por Vanessa Pedro e editado por Giuliane Gava, ambas jornalistas, o documentário reúne depoimentos de integrantes do Instituto vinculados a diversas instituições. Imagens de campo e materiais produzidos pelas equipes complementam as reflexões apresentadas ao longo do filme.

A coordenadora do IBP e professora da UFSC, Sônia Weidner Maluf, aborda as contribuições da Antropologia para as respostas à pandemia de Covid-19, além das reflexões e ações desenvolvidas pelas comunidades locais naquele período. Também da UFSC, a professora Jean Langdon destaca as oportunidades criadas pelo Instituto para o intercâmbio de estudantes e pesquisadores brasileiros e de outros países da América Latina.

As pesquisas sobre infâncias são apresentadas pelas professoras Antonella Tassinari, da UFSC, que trata das experiências de crianças indígenas, e Luciana Hartmann, que discute as relações entre infância e migração. Já a pesquisadora Juana Valentina Nieto relata seu trabalho na fronteira entre Brasil e Colômbia, desenvolvido em parceria com uma artista plástica local.

O vice-coordenador do IBP e professor da UFSC, Rafael Devos, apresenta a pesquisa sobre a pesca com botos, reconhecida em 2026 como patrimônio cultural imaterial nacional. A professora Alícia Castells, também da UFSC, fala sobre o estudo que coordenou no Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) a respeito das práticas nos engenhos de farinha de Santa Catarina. Essas atividades também receberam do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o reconhecimento como patrimônio cultural do país.

Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) relatam suas experiências de pesquisa e a relação do Instituto com a criação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da instituição. A professora Sônia Lourenço aborda as políticas de ações afirmativas implantadas na universidade durante o período, com a abertura de vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas. Segundo a pesquisadora, os saberes e as experiências incorporados a partir dessa inclusão contribuem para tornar a ciência mais plural.

Os professores Marcos Aurélio da Silva e Moisés Lopes, também da UFMT, apresentam estudos desenvolvidos com populações LGBT em Mato Grosso.

Pesquisadores da UFAM, por sua vez, destacam as possibilidades de investigação e produção científica em rede, em colaboração com integrantes do IBP de outros estados e instituições. O documentário também ressalta a contribuição do Instituto para a criação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da universidade, iniciada no mesmo período de formação do IBP.

A produção reúne ainda depoimentos de pesquisadores de outras instituições e está disponível na íntegra no canal do INCT Brasil Plural no YouTube..

Texto: INCT Brasil Plural

Tags: Antonella TassinariIBPInstituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil PluralIphanJean LangdonRafael DevosSônia Weidner MalufUFAMUFMTUFSC

UFSC subscreve Carta-Manifesto à COP30; vozes da ciência pelo futuro do planeta

06/11/2025 14:48

Resultado das reflexões do V Planeta.Doc Conferência, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em setembro de 2025, a Carta-Manifesto à COP30 reúne propostas e ideias de cientistas e pensadores do Sul Global, buscando caminhos para uma mudança biocêntrica baseada na valorização dos bens comuns, na inovação e na cooperação. Este e-book, que será enviado à Presidência da COP30, conta com o apoio de entidades como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a UFSC e outras instituições de ensino superior.

A Carta-Manifesto é, sobretudo, um chamado à ação coletiva frente à urgência da crise climática. O texto reflete um pensamento vivo e plural, nascido das discussões realizadas durante os painéis do encontro, e reafirma o papel central da ciência, da cultura e da educação como motores de transformação rumo a uma nova civilização ecológica. Aberta pelo sociólogo mexicano Enrique Leff, uma das maiores autoridades em ecologia política, a Carta é um mosaico de contribuições éticas, científicas e culturais que busca articular respostas concretas para os desafios climáticos globais.

O documento conta com a participação de nomes de destaque, como a ativista canadense Maude Barlow, reconhecida mundialmente pela sua luta pelo direito humano à água, o economista Ladislau Dowbor e o diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino. Além disso, a UFSC é representada por um grupo de renomados professores e pesquisadores, entre eles Paulo Horta, especialista em Biologia Marinha; Luiz Fernando Scheibe, geólogo e referência em Gestão de Recursos Hídricos; Jacques Mick, pró-reitor de Pesquisa e Inovação; Rafael Devos, antropólogo e pesquisador do Coletivo CANOA; Belinda Cunha, pesquisadora em Racionalidade Jurídica e Ambiental; João Rivelino Rezende Barreto, da etnia Tukano, doutor em Antropologia Social; Clarissa Stefani Teixeira, Diretora de Inovação; Helena Flávia Naspolini, especialista em energias renováveis; Alessandra Larissa Fonseca, pesquisadora em educação ambiental marinho-costeira; Milena Veiga, coordenadora do Centro de Inovação InPETU Hub; e Antonio Carlos Wolkmer, especialista em Sociologia Jurídica e Direitos Humanos.

A Carta aborda temas fundamentais como regeneração do solo, organização urbana, ciclo da água, participação social, proteção dos oceanos, direito ambiental, saúde planetária e governança dos bens comuns. Cada participante do V Planeta.Doc Conferência elaborou uma declaração que compõe o documento final, evidenciando a diversidade de perspectivas e a busca por soluções transformadoras.

O texto integral da Carta-Manifesto está disponível no site planetdoc.org e permanece aberto à subscrição pública, permitindo que universidades, organizações e cidadãos se unam ao movimento e ampliem o alcance do manifesto.

Acesse a Carta na íntegra e subscreva por meio deste link.

Mais informações no site: planetdoc.org

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