Informativo Necat nº 47: tensões globais, acordo de livre‑comércio e desafios para 2026
O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da UFSC lançou a 47ª edição do seu informativo mensal (janeiro de 2026), com análises de geopolítica, economia brasileira, acordo Mercosul–União Europeia (UE), ensino econômico e indicadores de Santa Catarina.
No cenário internacional, os textos apontam a intensificação de tensões militares e econômicas no fim de 2025, a disputa estratégica pela Groenlândia, o uso de coerção via tarifas e finanças e o enfraquecimento da ordem “baseada em regras”. Há destaque para protestos e greve em Minneapolis e para os riscos de um mundo de “fortalezas”, com impactos sobre países médios.
A seção Mercosul traz leituras opostas do acordo com a UE: uma crítica, por possível reprimarização e assimetrias; outra, favorável, por preservar espaço a políticas públicas, prever reequilíbrio e aproximar regulações.
Na conjuntura brasileira, projeta-se 2026 com desemprego baixo e inflação cadente, porém atividade em desaceleração, indústria fraca e impulso fiscal menor; critica-se o peso dos juros na dívida e defende-se investimento e reindustrialização orientados por missões – Nova Indústria Brasil/Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) -, com ênfase distributiva. Debate-se ainda a recorrência de fraudes no sistema financeiro e a necessidade de regulação firme.
Em ensino econômico, Patnaik questiona o pleno emprego duradouro no capitalismo e a estabilidade do bem-estar; Nogueira da Costa propõe uma virada holista nas finanças comportamentais para capturar dinâmicas macro emergentes.
Em Santa Catarina, novembro de 2025 mostrou perda de ritmo. A indústria recuou na margem (-0,8%) e no ano contra ano (-1,4%), mas ainda acumula alta no ano (+3,4%). O varejo ampliado ficou estável, com altas em informática/comunicação e farmácia, e quedas em móveis/eletro e veículos. Nos serviços, houve leve queda na margem (-0,7%) e alta no ano (+3,5%), com recuo em transportes e serviços às famílias, e avanço em serviços profissionais e de TIC. Confira os detalhes e gráficos no informativo anexo.
No mercado de trabalho formal, o Brasil criou 85,9 mil vagas e Santa Catarina 5,2 mil (+0,2%), puxadas por comércio (efeito sazonal de fim de ano) e serviços; já a indústria e a construção recuaram. A renda média de admissão em SC segue acima da nacional, mas concentrada até dois salários mínimos.
O informativo sintetiza dilemas e escolhas para 2026: inserção internacional, defesa de ativos estratégicos, reindustrialização, fortalecimento regulatório e proteção de emprego e renda em um ambiente global mais volátil.
O Informativo NECAT está disponível para leitura e pode ser acessado neste link.
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