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Andifes publica carta à sociedade brasileira diante das eleições de 2026
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) lançou, nesta quarta-feira, 23 de setembro, durante reunião do Conselho Pleno, a Carta da Andifes à sociedade brasileira diante das Eleições de 2026.Às vésperas das eleições gerais, a entidade, que reúne 71 Universidades Federais e mais de 300 campi, com presença em todas as regiões do país, reafirma princípios que considera fundamentais para o futuro do Brasil, entre eles a defesa da democracia, do respeito à Constituição, às instituições democráticas, à soberania do voto popular e ao resultado das urnas.
A carta também destaca a educação e a ciência como políticas de Estado e defende universidades públicas fortes, autônomas, inclusivas e socialmente referenciadas, com financiamento público compatível e previsível, valorização das pessoas, respeito à autonomia universitária e condições para a produção de conhecimento e o desenvolvimento científico e tecnológico.
O documento também reafirma o compromisso da Andifes com uma universidade pública democrática, diversa e inclusiva, com a continuidade e o aperfeiçoamento das ações afirmativas, a permanência estudantil, a igualdade de oportunidades, a inclusão das pessoas com deficiência e o enfrentamento ao racismo, às violências, às discriminações e aos assédios.
A carta defende ainda um projeto de desenvolvimento baseado na soberania, na justiça social e na sustentabilidade, incluindo a construção de um Plano Nacional de Desenvolvimento da Rede IFES, além de um Brasil comprometido com a cooperação, a paz e o multilateralismo.
Ao final, a Andifes convida a comunidade universitária e toda a sociedade brasileira a participarem ativamente do debate público durante o processo eleitoral e reafirma que as Universidades Federais são patrimônio da sociedade brasileira, fundamentais para a democracia, a ampliação de direitos e oportunidades, a produção de conhecimento e o desenvolvimento do país.
Andifes
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Plantio coletivo celebra chegada da primavera na UFSC
A chegada da primavera trouxe novas cores à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nesta quarta-feira, 23 de setembro, a comunidade universitária participou de um plantio coletivo de flores no canteiro localizado na entrada principal do Campus da Trindade, em Florianópolis. Realizada a partir das 11h30, a atividade proporcionou um momento de integração, conexão com a natureza e cuidado com os espaços da Universidade. Com disposição e trabalho em equipe, os participantes contribuíram para transformar um dos principais acessos ao campus em um ambiente mais acolhedor.A iniciativa partiu do bolsista da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Breno Yasuda, e contou com o apoio da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese). Breno contou que mudou de curso para se dedicar a um projeto de transformação do espaço universitário, no qual pretende integrar paisagismo, produção de alimentos e convivência com a comunidade. Segundo ele, a Universidade funciona como uma segunda casa — e, para algumas pessoas, até como a primeira —, já que estudantes e servidores passam boa parte do dia no campus. “Eu gostaria que a nossa casa ficasse bem arrumada e bonita, para que fosse referência no Brasil e até na América Latina”, afirmou. Breno também destacou que a UFSC possui poucos muros e se assemelha a uma praça aberta à sociedade, inclusive nos fins de semana. A proposta é que os espaços tenham frutas, alimentos e plantas que possam ser utilizadas, por exemplo, no preparo de chás.
O canteiro da entrada principal foi escolhido como ponto de partida por ser um local de grande circulação e visibilidade, utilizado diariamente por estudantes, servidores, familiares e visitantes. Para o espaço, foram selecionadas espécies de baixo custo e pouca manutenção, adaptadas à incidência constante de sol e à baixa disponibilidade de água. Embora a maioria seja originária da África, o estudante ressaltou que as plantas não são invasoras. “Daqui a alguns meses, estará tudo florido. Espero que estudantes, servidores e as próximas gerações desfrutem da beleza dessas plantas”, disse Breno.Representando a Administração Central da UFSC, participaram a vice-reitora Felipa Amadigi e a chefe de Gabinete Cátia Regina Silva de Carvalho Pinto. Felipa destacou a sensibilidade do estudante ao propor uma iniciativa capaz de transformar os espaços da Universidade em ambientes de conexão da comunidade com a natureza, bem representada por um jardim. Para a vice-reitora, depois de um período marcado por temperaturas baixas, a chegada da primavera e das flores torna o campus ainda mais bonito e agradável. Ao agradecer a todas as pessoas envolvidas, ela ressaltou o desejo institucional de que “a Universidade seja um grande jardim, um lugar onde as pessoas possam parar, contemplar e compartilhar”. Ao final, convidou a todos e todas a “colocar amor na terra”.
Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR
imprensa.gr@contato.ufsc.brFotos: SI-GR
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UFSC recebe 2ª Bicifest com ações pela mobilidade segura e sustentável
Uma bicicleta branca instalada novamente em um dos pontos de maior circulação no entorno da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) chamou a atenção para uma história que não pode ser esquecida. A chamada “bicicleta fantasma” foi reinstalada na rotatória da UFSC com a Rua Lauro Linhares, no bairro Trindade, durante a 2ª Floripa Bicifest, realizada nesta terça-feira, 22 de setembro, na Praça da Cidadania. A ação relembrou a estudante de Oceanografia da UFSC Lylyan Karlinski Gomes, vítima de um atropelamento no local, em 2013, e reforçou a reivindicação por mais segurança para quem circula de bicicleta e a pé pela região.Realizado no Dia Mundial Sem Carro, o evento reuniu, na Universidade, atividades culturais, ambientais e de mobilidade urbana. Organizada pelo Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ecologia e Desenho Urbano (Gipedu-UFSC), com apoio da Apufsc-Sindical, a programação propôs uma reflexão sobre a forma como as cidades são ocupadas e sobre a necessidade de buscar alternativas de deslocamento diante dos desafios ambientais e climáticos.
A Floripa Bicifest é uma realização do projeto Campus-Parque-Cidade, coordenado pelo professor Francisco Antônio Carneiro Ferreira, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, e contou com a parceria do Grupo de Pesquisa BikeTour, coordenado pelo professor Marcos Bosquetti. A edição deste ano foi realizada em um contexto marcado pela intensificação de eventos climáticos extremos no Sul do Brasil, trazendo para o centro da discussão a relação entre mobilidade urbana, ocupação das cidades e emergência climática.
A programação também procurou aproximar o público de atividades culturais e ambientais. Durante a tarde, foram realizadas a Oficina de Recicláveis – “A Arte de Cuidar do Oceano”, com o artista Juan Mandala, e a Oficina de Pintura em Madeira de Demolição, com a artista plástica Angela Carla. As atividades trouxeram para o evento a discussão sobre reaproveitamento de materiais, cuidado com o ambiente e possibilidades de expressão por meio da arte. O evento também contou com apresentações artísticas e culturais na Praça da Cidadania.
Outro momento da programação foi o lançamento oficial do BICI-UFSC, projeto experimental de empréstimo gratuito de bicicletas, com tarifa zero, destinado à comunidade universitária. A iniciativa utiliza bicicletas recuperadas pelo Gipedu/Secretaria de Segurança Institucional (SSI) e busca ampliar as possibilidades de deslocamento por bicicleta dentro do campus.
Para os participantes inscritos e que compareceram ao evento, a programação ainda reservou o sorteio de uma bicicleta, em uma ação que aproximou a proposta de mobilidade sustentável de uma experiência concreta de uso da bicicleta no cotidiano.
À noite, a programação prosseguiu de forma remota com o seminário “BR-101: Do Colapso à Inovação – A Transição para Modais e Energias Limpas em SC e Sul do Brasil”. A atividade ampliou a discussão iniciada durante a tarde e colocou em debate os modelos de transporte e as possibilidades de transição para alternativas consideradas mais sustentáveis.
Uma bicicleta para lembrar uma vida
A reinstalação da bicicleta branca foi um dos momentos mais simbólicos da programação. Conhecida como “bicicleta fantasma”, a instalação é utilizada para marcar locais onde ciclistas perderam a vida no trânsito. Na UFSC, a ação resgatou a memória de Lylyan Karlinski Gomes, estudante de Oceanografia que faleceu em 2013 após ser atropelada na região da rotatória da Universidade com a Rua Lauro Linhares.
Mais de uma década depois, a bicicleta voltou a ocupar aquele espaço não apenas como homenagem, mas também como um alerta. A iniciativa chamou a atenção para a permanência de situações de risco para ciclistas e pedestres e para a necessidade de infraestrutura que permita deslocamentos mais seguros.
A ação foi acompanhada pelo lançamento de um abaixo-assinado pela implementação de uma ciclovia na Rua Lauro Linhares. Segundo o material de divulgação do evento, o projeto já existe na Prefeitura Municipal de Florianópolis desde 2020, e a mobilização buscou reforçar a necessidade de sua implementação.
A bicicleta branca, assim, ganhou um significado que ultrapassa a própria estrutura física. Ao ocupar novamente a paisagem da UFSC, ela transformou um ponto de passagem em espaço de memória e reflexão sobre as vidas perdidas no trânsito e sobre o direito de todas as pessoas de circular pela cidade com segurança.
Setor de Imprensa do GR | Secom
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UFSC se solidariza com instituições federais afetadas por eventos climáticos severos no Rio Grande do Sul
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) expressa sua solidariedade à Universidade Federal de Pelotas (UFPel), à Universidade Federal do Rio Grande (FURG), à Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e ao Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Rio Grande, afetados pelos impactos dos eventos climáticos severos ocorridos no Rio Grande do Sul nos dias 20 e 21 de setembro.
Colocamo-nos à disposição para auxiliar, na medida do possível, na mitigação desses impactos sobre a vida universitária, na recuperação das estruturas danificadas e no pleno retorno à normalidade.
A grande intensidade dos fenômenos originados pelo El Niño, particularmente neste e no próximo ano, é um fato estabelecido, e as instituições têm se preparado com protocolos de enfrentamento e reação. No entanto, as instalações das universidades federais foram construídas sem que a intensidade atual desses eventos fosse considerada em seus projetos e execuções originais, não estando totalmente preparadas para ventos e precipitações de tamanha magnitude.
Dessa forma, além da restauração dos danos imediatos, faz-se necessária uma modernização estrutural para suportar potenciais eventos futuros e garantir a confiabilidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão. As áreas mais atingidas incluem edificações, coberturas, sistemas elétricos e redes de drenagem, além de vias de mobilidade. Esses locais sofreram destelhamentos, destruição de portas e janelas, avarias em redes de energia e dados, queda de árvores e alagamentos generalizados em edificações, vias, calçadas e estacionamentos.
Assim, reforçamos a urgência na disponibilização de recursos extraordinários por parte do Governo Federal, voltados tanto à reconstrução quanto à modernização preventiva. Diante da recorrência, frequência e gravidade de tais eventos, torna-se indispensável uma política permanente de financiamento, articulação e cooperação institucional em nível nacional, focada nas etapas de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação, assegurando a proteção das pessoas e do patrimônio.
Amir Antônio Martins de Oliveira Jr.
Reitor da UFSC -
Mural artístico na UFSC, que homenageia Antonieta de Barros, será inaugurado nesta sexta-feira
Uma das figuras mais marcantes da história de Santa Catarina ganhou novas cores e um lugar de destaque na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A fachada do Bloco A do Centro de Ciências da Educação (CED) recebeu um mural artístico em homenagem a Antonieta de Barros, jornalista, professora e primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A inauguração do painel será realizada nesta sexta-feira, 25 de setembro, às 12h, no CED.A UFSC participou do Festival Street Art Tour 2026 e recebeu dois novos murais artísticos em prédios do campus Trindade, em Florianópolis. Com o tema “Conexões Lusófonas”, o evento buscou celebrar a arte urbana e a diversidade cultural entre países de língua portuguesa. Assinado pelo artista cabo-verdiano Helder Cardoso, o mural apresenta um retrato de Antonieta de Barros e transforma uma das fachadas da Universidade em espaço de memória e reconhecimento. A obra aproxima arte, educação e história e remete à trajetória de uma mulher que marcou a vida pública catarinense.

Produção de mural artístico, pelo artista cabo-verdiano Helder Cardoso, na fachada do Bloco A do CED, em homenagem a Antonieta de Barros. Foto: João Hasse/Estagiário Agecom/UFSC
A escolha de Antonieta de Barros como personagem da obra também estabelece uma relação especial com o próprio CED. Professora e defensora da educação, Antonieta dedicou parte significativa de sua trajetória à formação de jovens e à defesa da educação como instrumento de transformação social. Ao ocupar um espaço de circulação cotidiana na Universidade, sua imagem passa a fazer parte da paisagem do campus e do cotidiano de estudantes, servidores, professores e visitantes.
Natural de Cabo Verde, Helder Cardoso é conhecido por pinturas que retratam o cotidiano, a cultura e personagens de seu país de origem. Seu trabalho é marcado pelo uso expressivo das cores e por pinceladas livres, características do que o artista denomina “realismo espontâneo”.
A homenagem a Antonieta de Barros dialoga com uma prática recorrente de Helder Cardoso em Cabo Verde: retratar personalidades históricas e contemporâneas cujas trajetórias contribuíram para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Mais do que ocupar uma parede, o painel passa a integrar o espaço universitário como uma referência visual à trajetória de Antonieta. A obra convida quem passa pelo CED a conhecer ou revisitar a história e a refletir sobre a sua presença na Educação e no Parlamento.
Novas gestões
Após a inauguração do mural, às 13h30, será realizada a cerimônia de posse das novas gestões do CED e do Colégio de Aplicação (CA) para o período 2026–2030, no auditório do Colégio.
Assumem a Direção do CED os professores Hamilton de Godoy Wielewicki, como diretor, e Alexandre Toaldo Bello, como vice-diretor. No CA, a nova gestão será formada pelas professoras Marina Guazzelli Soligo, como diretora, e Luciana Serra Passos, como vice-diretora.
Setor de Imprensa do GR | Secom
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