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UFSC e Universidade do Paquistão firmam cooperação para pesquisas em Saúde
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) firmou acordo de cooperação acadêmica com a Khyber Medical University (KMU), do Paquistão, com foco na expansão de parcerias internacionais, na mobilidade acadêmica e no desenvolvimento de pesquisas em Enfermagem. A colaboração envolve o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN/UFSC) e o Institute of Nursing Sciences (KMU), fortalecendo a internacionalização do ensino superior e a produção científica conjunta.
Assinado em agosto de 2023, o acordo prevê uma ampla gama de atividades, incluindo:
- mobilidade acadêmica de estudantes (graduação e pós-graduação), professores, pesquisadores e técnico-administrativos;
- realização de projetos de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária;
- programas de dupla diplomação, cotutela e doutoramento;
- participação e organização de seminários, palestras, simpósios e encontros acadêmicos.
Na UFSC, a coordenação é da professora Maria de Lourdes de Souza, do PEN. Na KMU, a responsável é Sabiha Khanum, do Institute of Nursing Sciences. Entre as frentes já em andamento, destacam-se atividades de coorientação internacional em nível de pós-graduação, que promovem o intercâmbio de conhecimento, a colaboração entre docentes e a formação de pesquisadores em temas de alta relevância científica.
Projetos de pesquisa em cooperação
- Challenges and care needs of patients with pre-eclampsia at public sector teaching hospitals of Peshawar – pesquisadora: Romisa Khan
- Women’s Experiences of Intrapartum Nursing Care in Public Sector Hospitals of Khyber Pakhtunkhwa – pesquisadora: Nishat Perveen
A parceria atual se apoia em uma trajetória de colaboração entre as instituições e seus pesquisadores. Em 2012, Sabiha Khanum realizou doutorado na UFSC, com bolsa do CNPq, sob orientação de Maria de Lourdes de Souza. Desde então, a rede de cooperação se ampliou: Najma Naz concluiu doutorado no PEN/UFSC, com bolsa da Capes, orientada por Grace Dal Sasso e coorientada por Maria de Lourdes; e o engenheiro Ali Sayyed obteve o título de doutor em Engenharia de Automação e Sistemas na UFSC, orientado por Leandro Buss Becker, também com bolsa da Capes.
- Pesquisadora Sabiha Khanum
- Pesquisadora Nishat Perveen
- Pesquisadora Romisa Khan
Os vínculos acadêmicos permaneceram após as titulações, resultando em pesquisas e publicações conjuntas nas áreas de obstetrícia, saúde materna, redes e tecnologias aplicadas à saúde da mulher e aos cuidados em Enfermagem. Com o acordo formalizado, UFSC e KMU ampliam a cooperação institucional e criam novas oportunidades para a formação de recursos humanos qualificados, a produção de conhecimento e a transferência de práticas inovadoras na área da saúde.
Divisão de Imprensa do GR | SECOM
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UFSC reúne-se com a Unimed para discutir ajustes no plano de saúde

Representantes da UFSC e Unimed reúnem-se para tratar do Contrato Emergencial nº 179/2025. Fotos: Secom
Representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Unimed Grande Florianópolis (UGF) reuniram-se na manhã de quarta-feira, 21 de janeiro, no Gabinete da Reitoria, para questões relacionadas à execução do Contrato Emergencial nº 179/2025, vigente desde 2 de dezembro de 2025, que vem gerando insatisfação entre os beneficiários do plano.
Participaram pela UFSC: o reitor, Irineu Manoel de Souza; a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp), Sandra Carrieri; a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), Nicolle Ruzza; o secretário de Comunicação (Secom), Marcus Pêssoa; o procurador federal junto à UFSC, Juliano Scherner Rossi; a diretora do Departamento de Contratos (DPC/Proad), Ana Paula Peres da Silva; a diretora-geral do Gabinete da Reitoria (GR), Camila Pagani; o chefe de Gabinete, Bernardo Meyer; e o coordenador de Fiscalização de Contratos Terceirizados (CPC/DPC), Gabriel Nascimento Kinczeski. Pela UGF: o CEO, Evaldo Soares Rodrigues; a gerente de Mercado, Larissa Schütz da Silva; o coordenador de Mercado e Custos Assistenciais, Leandro Silveira; e o analista de Customer Success, Elson Semiro Alves Júnior.
A UFSC manifestou preocupação com a qualidade do diálogo e cobrou prioridade no atendimento aos beneficiários. Nicolle apontou como principais problemas a divulgação tardia da tabela de coparticipação (em 18/12) com aplicação retroativa a 2/12; valores cobrados acima do previsto e necessidade de transparência. Ela também criticou a retirada, do site da Unimed, da tabela específica da universidade após comparações feitas por beneficiários.
Outro ponto contestado foi o texto presente no boleto sobre um reajuste de 25,9%, em 1º de dezembro, sem negociação prévia, contrariando o contrato à época vigente. Conforme Nicolle, boletos indicaram uma negociação inexistente entre as partes e, incorretamente, atribuíram à UFSC atraso que não ocorreu, pois o contrato 232/2019 seguia vigente até 1º/12. Para Ana Paula, as questões tratam-se de descumprimentos contratuais; ela rejeitou o pedido de retratação e solicitou documentação que comprove as alegações da operadora. O reitor, Irineu Manoel de Souza, classificou a situação como grave, pediu sensibilidade à Unimed e ressaltou o desgaste interno provocado pelo tema.
Pela Unimed, Evaldo Soares reconheceu a pressão e afirmou buscar uma solução. A gerente Larissa explicou que o contrato prevê a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) vigente (versão 2022, com atualizações de 2024 e 2025), adotada a faixa 3 pela Unimed, devido ao porte do contrato e orientação da ANS, o que elevou os valores frente ao contrato anterior (de 2019). Diante do impacto, a operadora propôs uma “tabela UFSC” customizada. O coordenador Leandro informou que a proposta resultaria em um aumento médio de aproximadamente 13% em relação à tabela anterior (2019), reduzindo o impacto questionado pela UFSC de cerca de 48% frente à tabela de 2019.
Nos números, Evaldo informou que, de dezembro de 2024 a novembro de 2025, as coparticipações somaram cerca de R$ 12 milhões com CBHPM antiga e coparticipação de 20%. Com CBHPM 2024-2025 e coparticipação de 50%, iriam a R$ 25 milhões; com a nova “tabela UFSC”, ficariam em torno de R$ 26 milhões. Quanto ao período de 2 a 18 de dezembro, a operadora comprometeu-se a recalcular os atendimentos pela tabela do contrato anterior, aplicando o novo percentual de 50% e o teto de R$ 200, com lançamento do ajuste em fevereiro e estorno na fatura de março. A Unimed também propôs retomar reuniões periódicas de prestação de contas para aprimorar a comunicação.
O reitor avaliou a proposta como promissora, mas condicionou qualquer decisão à análise da comissão técnica, observando que há indício de vantajosidade para o usuário e lembrando que se trata de contrato anual. Ao final, ficou definido que a UFSC analisará com celeridade até o final da semana a nova tabela de coparticipação e, havendo acordo, implementará as mudanças o quanto antes, possivelmente com efeito retroativo para reduzir impactos aos beneficiários. A Unimed manterá os canais de diálogo abertos e fornecerá a documentação necessária para formalização dos ajustes.
Rosiani Bion de Almeida | Divisão de Imprensa do GR
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UFSC reafirma compromisso com as políticas de ações afirmativas e o enfrentamento à transfobia
Desde a última sexta-feira (16), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem sido alvo de ataques e de desinformação relacionados às suas políticas de ações afirmativas, em especial no que se refere às vagas suplementares destinadas a pessoas trans na graduação.
A UFSC esclarece que essas políticas são institucionais, consolidadas e plenamente amparadas por resoluções do Conselho Universitário, pela legislação federal vigente, por critérios públicos e objetivos previstos em editais e pelo reconhecimento reiterado de sua validade pelo Poder Judiciário. Em especial, a Política Institucional de Ações Afirmativas para Pessoas Trans foi aprovada pelo Conselho Universitário por meio da Resolução Normativa nº 181/2023. As vagas suplementares não reduzem nem comprometem o quantitativo original dos cursos de graduação, tratando-se de vagas adicionais, criadas para ampliar o acesso de grupos historicamente sub-representados ao ensino superior. Nesse sentido, a UFSC reafirma que inclusão, diversidade e excelência acadêmica não são valores antagônicos, mas complementares e indissociáveis.
A UFSC reafirma, ainda, que todos os ingressos por meio de ações afirmativas ocorrem exclusivamente através de processos seletivos públicos, com regras claras, critérios objetivos e rigoroso cumprimento dos editais. As políticas de inclusão adotadas pela instituição visam garantir igualdade de oportunidades, combater discriminações estruturais e fortalecer o caráter público, democrático e plural da universidade.
Ao completar 65 anos de existência, a UFSC reafirma que o que ameaça o futuro das universidades públicas não são as políticas de inclusão, mas o subfinanciamento, a desinformação, a intolerância e o preconceito — fenômenos que a universidade, por sua própria natureza, existe para enfrentar, por meio do conhecimento, da ciência, do diálogo e da formação cidadã.
Universidade Federal de Santa Catarina
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Com fomento do Governo do Estado, UFSC inaugura rede de laboratórios de robótica avançada
Santa Catarina consolida uma nova estrutura voltada à ciência, tecnologia e inovação com a criação da Rede Catarinense de Laboratórios de Robótica Avançada (RCRobótica), dedicada à pesquisa avançada e multidisciplinar em robótica industrial e robótica móvel. A entrega oficial dos três polos que compõem a rede ocorre nos dias 19 e 20 de fevereiro, em diferentes regiões do Estado, com a presença de autoridades, pesquisadores, estudantes e representantes do setor produtivo.
A iniciativa é da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e foi viabilizada com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), por meio do Programa Multilab SC. As cerimônias serão realizadas no dia 19 de fevereiro, às 10h, em Joinville, no Polo de Robótica Móvel Subaquática; no mesmo dia, às 14h30, em Blumenau, no Polo de Robótica Móvel Terrestre e Aérea; e no dia 20 de fevereiro, às 10h, em Florianópolis, no Polo de Robótica Industrial.
O projeto tem como objetivo estabelecer e consolidar uma rede integrada de laboratórios de robótica avançada, com especializações complementares em cada campus.
Cada laboratório dispõe de infraestrutura adequada para a instalação de robôs industriais e móveis, áreas de prototipagem mecânica e eletrônica, bancadas de instrumentação e sistemas computacionais de alto desempenho. Os espaços são destinados ao uso compartilhado por pesquisadores, estudantes e profissionais, atendendo a projetos de ensino, pesquisa, inovação e cooperação com empresas, em áreas como Robótica, Mecanismos, Indústria 4.0, Inteligência Artificial, Sistemas Embarcados e Agro 4.0.
Sobre o MultiLab SC
Os laboratórios integram o Programa MultiLab SC, que, por meio do Edital 15/2023, selecionou projetos voltados ao uso compartilhado de espaços laboratoriais nas áreas de Ciências Agrárias, Biológicas, Saúde e Engenharias. As iniciativas estão alinhadas a temas estratégicos definidos pelo Governo do Estado, como Saúde Única (One Health), Mudanças Climáticas e Recursos Hídricos.
Com investimento total de R$ 111 milhões, o edital contemplou 50 projetos de 19 instituições de ensino superior distribuídas por todas as regiões catarinenses, incluindo cidades como Blumenau, Brusque, Chapecó, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Mafra e São Miguel do Oeste. Os recursos serão aplicados na modernização da infraestrutura laboratorial, aquisição de equipamentos e fomento à pesquisa científica de ponta em Santa Catarina.
Texto: Fapesc
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Ano letivo na UFSC: Reitoria discute prioridades com Centro de Ciências da Educação
Nesta segunda-feira, 19 de janeiro, o Gabinete da Reitoria (GR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciou o cronograma de reuniões com as direções dos centros de ensino e dos campi, com o objetivo de elencar prioridades para o início do ano letivo e organizar as demais demandas específicas de cada unidade.A primeira agenda foi com o Centro de Ciências da Educação (CED), em encontro que reuniu o reitor Irineu Manoel de Souza, o diretor Hamilton de Godoy Wielewicki, o vice-diretor Alexandre Toaldo Bello, o chefe do Departamento de Metodologia de Ensino (MEN), Thiago Jorge Ferreira Santos, o coordenador do curso de Ciência de Dados, Moisés Lima Dutra, a diretora em exercício do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), Camila da Silva Almeida, além dos pró-reitores Werner Krauss (Pesquisa e Inovação) e Dilceane Carraro (Graduação e Educação Básica), o diretor executivo da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), Narbal Silva, o secretário de Comunicação, Marcus Pêssoa, a diretora-geral do GR, Camila Pagani, o assessor institucional do GR, Alexandre Verzani, o prefeito universitário Matheus Lima Alcantara, e servidores do CED.
Entre as necessidades urgentes para o início do semestre, a direção do CED destacou o acolhimento dos novos estudantes, propondo que as atividades administrativas na primeira semana de aula seja integralmente presencial. A infraestrutura foi apontada como principal desafio, com o Colégio de Aplicação (CA) concentrando as maiores demandas e o alerta para risco de não autorização do início do semestre caso pendências não sejam sanadas. O diretor Hamilton informou que a entrega do Bloco A está prevista para julho, mas a ocupação do espaço deve exigir providências adicionais não previstas inicialmente.
No campo acadêmico, foi noticiada a migração do curso de Arquivologia para o período noturno e o avanço da implantação do novo curso de Ciência de Dados. Para viabilizar o funcionamento da nova graduação, o coordenador Moisés Dutra solicitou 20 computadores e a contratação de quatro técnicos-administrativos em Educação (TAEs) para a secretaria do curso. O professor Thiago, do MEN, defendeu a abertura de novos concursos para docentes.
No NDI, a direção relatou alagamentos e problemas elétricos que envolvem o uso de forno e ar-condicionado. Entre as questões estruturais gerais, foram citados setores do CED sem ar-condicionado e a necessidade de instalar equipamentos já adquiridos. A lanchonete do CED segue com a licitação paralisada, à espera do layout de ocupação a ser definido pela Prefeitura Universitária (PU). Também foi solicitada a garantia de recursos para as bancas do concurso docente em andamento. O vice-diretor Bello ressaltou como prioritárias as demandas do CA e do NDI.
Na reunião foi informado que o orçamento de 2025 é de R$ 171 milhões, com déficit estimado em R$ 20 milhões. As limitações orçamentárias atravessam pedidos sobretudo relacionados à infraestrutura; a PU destacou que há processo licitatório em curso para telhados e coberturas, voltado a atender as situações mais emergenciais.
Cronograma das próximas reuniões:
- Centro de Ciências Jurídicas (CCJ): 22/1, às 8h
- Centro Socioeconômico (CSE): 23/1, às 8h
- Centro de Desportos (CDS): 30/1, às 10h
- Centro de Ciências Biológicas (CCB): 2/2, às 10h
- Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM): 6/2, às 9h
- Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH): 9/2, às 10h
- Centro de Ciências da Saúde (CCS): 10/2, às 10h
- Centro Tecnológico (CTC): 11/2, às 10h
- Centro de Comunicação e Expressão (CCE): 12/2, às 10h
- Centro de Ciências Agrárias (CCA): 13/2, às 10h
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