Reitoria UFSC
  • Nota da Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis da UFSC sobre a Moradia

    A Pró-Reitoria de Permanência e Assuntos Estudantis (PRAE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) esclarece à comunidade universitária que vem buscando solucionar diversos problemas relacionados à ocupação de vagas, à permanência de moradores(as) e às condições de acesso à Moradia Estudantil, relatados por terceiros e identificados em diligências de órgãos de controle externo. Essas medidas são necessárias para assegurar direitos e garantir o melhor funcionamento da Moradia. Esse trabalho tem sido realizado em diálogo com o Conselho da Moradia e com os usuários, bem como em observância ao Regimento Interno da Moradia (Resolução nº 006/CUn/2003).

    Na primeira semana da atual gestão do Departamento de Gestão da Moradia Estudantil (DGME), a pedido dos(as) representantes do Conselho da Moradia, acordou-se a realização de reuniões semanais com a Direção, em razão do volume de demandas. Desde 9 de julho, foram realizadas cinco reuniões, sendo três deliberativas e duas dedicadas exclusivamente à escuta das demandas dos(as) moradores(as). Todas foram convocadas, realizadas nas dependências da Moradia e registradas em atas assinadas pelos(as) presentes.

    As atas do Conselho não são divulgadas de forma ampla em respeito à legislação. O art. 31 da Lei nº 12.527/2011 determina que as informações pessoais relativas à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem tenham acesso restrito, independentemente de classificação. Além disso, a Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD) estabelece proteção reforçada aos dados pessoais sensíveis.

    Na última reunião, realizada em 31 de julho de 2026, foram tratados diversos assuntos, especialmente aqueles relacionados às visitas e ao acesso à Moradia. As decisões tomadas pelo Conselho, que não exigem a chancela de assembleia de moradores, passaram a orientar as medidas da PRAE relativas a essas questões. Portanto, a PRAE agiu e continuará agindo com absoluto respeito ao Conselho e aos critérios previstos na Resolução do Conselho Universitário (CUn).

    De acordo com seu Regimento, a Moradia destina-se a estudantes selecionados(as) por meio de processo seletivo e que se encontrem em situação de vulnerabilidade socioeconômica (arts. 4º e 18 a 23 da Resolução nº 006/CUn/2003). A Política Nacional de Assistência Estudantil (Lei nº 14.914/2024), por sua vez, assegura a igualdade de condições de acesso mediante critérios objetivos.

    A Moradia Estudantil da UFSC dispõe de 156 vagas para uma demanda muito superior, e o próximo edital oferecerá apenas cinco vagas. O levantamento realizado pela atual gestão identificou 47 vagas que poderiam estar disponíveis, mas não estão.

    Tolerar a ocupação de uma vaga pública sem processo seletivo não é acolhimento; é retirá-la de quem aguarda na fila e cumpre as exigências do edital. É também por essa razão que nossa gestão vem organizando o controle de acesso, o registro de visitantes e a verificação das condições de permanência — não para restringir direitos, mas para assegurá-los.

    A Administração Central, por meio da PRAE, tem a obrigação de cuidar das pessoas e zelar pela Moradia Estudantil, e continuará a fazê-lo, sempre observando os princípios da legalidade e as normas internas, em diálogo permanente com o Conselho da Moradia e com os usuários.


  • UFSC realiza lançamento do Seminário Internacional Fazendo Gênero 14

    UFSC lançou no Auditório da Reitoria o Seminário Internacional Fazendo Gênero 14. Fotos: Gustavo Diehl | Secom

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançou oficialmente, na manhã desta quarta-feira, 19 de agosto, no Auditório da Reitoria, o Seminário Internacional Fazendo Gênero 14. Promovido pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC), o evento será realizado de 26 a 30 de julho de 2027, na Universidade, com o tema “Corpos-territórios: (eco)feminismos diversos na luta por vidas”. Realizado pela UFSC há mais de 30 anos, o Fazendo Gênero reúne atividades relacionadas aos estudos sobre feminismos, gênero e sexualidades e deve receber, em sua 14ª edição, pesquisadores, estudantes, membros de movimentos sociais, gestores públicos, artistas, ativistas e interessados no tema.

    Participaram da mesa de autoridades as ministras das Mulheres, Márcia Lopes, e da Igualdade Racial, Rachel Barros; o reitor da UFSC, Amir de Oliveira; a vice-reitora, Felipa Amadigi; a diretora do IEG, Débora de Carvalho Figueiredo; e as coordenadoras do Fazendo Gênero 14, Juliana Salles Machado e Jozileia Kaingang.

    Em sua manifestação, o reitor Amir afirmou que “os estudos de gênero têm impacto fundamental na definição de políticas públicas, na definição de direitos e na assistência à saúde, à educação e à cultura, em todas as organizações públicas e privadas, entre as quais a nossa Universidade”. O reitor também mencionou desigualdades como a disparidade salarial, a sub-representação das mulheres, a violência, a intolerância política e a sobrecarga de trabalho invisível. Segundo ele, “o diálogo sobre o gênero é indispensável para propor caminhos à igualdade, à equidade e à inclusão, além de concretizar a responsabilidade da universidade pública de participar desse debate e contribuir com a sociedade brasileira”.

    Amir destacou ainda a universidade pública como espaço para o diálogo entre diferentes vozes, histórias, experiências e percepções. Sobre a realização do seminário, informou que a Universidade participa da organização e das providências necessárias para a realização do evento.

    A vice-reitora Felipa destacou a trajetória do Fazendo Gênero, “que ao longo de sua história, tornou-se um espaço de produção de conhecimento, de encontro, de resistência e de transformação. É um espaço que aproxima a Universidade dos movimentos sociais, reúne diferentes gerações e coloca em diálogo experiências, pesquisas e lutas que ajudam a compreender e transformar a sociedade”, afirmou.

    Felipa também relacionou o tema do seminário ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Para a vice-reitora, o enfrentamento ao feminicídio exige redes de proteção capazes de acolher as mulheres e oferecer condições para o rompimento dos ciclos de violência. Ela também destacou que diferentes grupos de mulheres podem vivenciar situações de violência e encontrar diferentes condições para buscar ajuda. “Que mulheres estamos conseguindo proteger? Quem consegue chegar aos serviços? Quem é ouvida quando denuncia? E quem encontra condições reais para sair de uma situação de violência?”, questionou.

    Felipa afirmou ainda que a produção de conhecimento deve contribuir para a compreensão das situações de violência e para a formação de pessoas capazes de reconhecer essas situações e acolher sem revitimizar. A vice-reitora também abordou a relação entre a produção acadêmica e as políticas públicas. “Esperamos que o que for produzido e debatido em nossa instituição consiga chegar às políticas públicas, aos serviços e à vida concreta das pessoas”, disse.

    A ministra Rachel definiu o Fazendo Gênero como uma construção coletiva que reúne conhecimento, militância, arte, política e diferentes formas de manifestação. “O evento nos ajuda a pensar em perguntas muito importantes: qual sociedade queremos construir e o que estamos interessados a fazer para construir uma sociedade plural e diversa que tanto defendemos?”, afirmou.

    Ao comentar a proposta de “reflorestar mentes, territórios e saberes”, apresentada no documento orientador da próxima edição, a ministra destacou a valorização de conhecimentos e memórias historicamente silenciados ou tratados como inferiores. “Esses saberes precisam ser valorizados e ocupar o centro da produção do conhecimento. Estamos falando de território, sexualidade, deficiência e dessa encruzilhada chamada interseccionalidade, que aparece de maneira muito significativa na proposta do Fazendo Gênero”, ressaltou.

    A ministra Márcia ressaltou a dimensão histórica do Fazendo Gênero e o desafio de organizar um encontro internacional em que os conhecimentos e as propostas produzidas no evento ultrapassem os limites da Universidade. Durante a cerimônia, Márcia Lopes informou o apoio do Ministério das Mulheres ao Fazendo Gênero 14. A ministra também destacou a importância da integração entre políticas de gênero, raça e etnia e áreas como saúde, educação, assistência social, habitação, trabalho e previdência.

    Antes da solenidade, as ministras participaram de uma reunião no Gabinete da Reitoria com representantes do IEG, da organização do Fazendo Gênero 14, de movimentos sociais e da comunidade universitária. O encontro tratou da preparação do seminário e de avanços e desafios enfrentados pelas universidades públicas.

    Na ocasião, o reitor e a vice-reitora da UFSC entregaram às ministras um documento que reúne projetos e atividades desenvolvidas pela UFSC e indicaram possibilidades de articulação com os ministérios das Mulheres e da Igualdade Racial.

    Mais informações na página do evento e no Instagram.

    Rosiani Bion de Almeida | Setor de Imprensa do GR | Secom
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    Fotos: Gustavo Diehl | Agecom | Secom


  • UFSC e Udesc discutem realização conjunta de seminário sobre autonomia universitária

    O reitor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), José Fernando Fragalli, reuniu-se, na tarde desta segunda-feira, 17 de agosto, com o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir de Oliveira, e com a vice-reitora Felipa Amadigi. Durante o encontro, foi apresentada a proposta de realização conjunta da segunda edição do Seminário sobre Autonomia Universitária de Santa Catarina.

    A iniciativa pretende reunir universidades públicas e institutos federais que atuam no estado para debater desafios relacionados à autonomia universitária. A proposta dá continuidade ao evento realizado em junho de 2024, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc).

    Durante a reunião, Amir manifestou o apoio da UFSC à iniciativa. O reitor destacou que o seminário deverá promover reflexões sobre o tema e contribuir para a construção de soluções comuns às instituições públicas de ensino de Santa Catarina.

    A primeira edição marcou o início de uma série de cinco encontros e instituições reunidas da Região Sul do país. A mobilização acadêmica em torno da autonomia universitária busca responder a uma demanda social e institucional. Além de sua relevância para as instituições de ensino superior, o debate pretende ampliar a compreensão da sociedade e de seus representantes sobre o conceito, que ainda é pouco conhecido ou interpretado de maneira imprecisa.

    A data da segunda edição do seminário ainda será definida pelas instituições organizadoras.

    Setor de Imprensa do Gabinete da Reitoria | Secom
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  • Vice-Reitora da UFSC abre seminário de Politicas Afirmativas da pós-graduação em Saúde Coletiva

    A vice-reitora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Felipa Amadigi participou, na manhã desta terça-feira, 18 de agosto, da abertura do Seminário de Políticas Afirmativas do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC). A solenidade reuniu gestores universitários, pesquisadores e representantes de instituições, iniciativas e coletivos ligados à promoção da equidade e ao enfrentamento das desigualdades.

    Também estiveram presentes na abertura a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Evelise Santos Sousa (Proafe); o pró-reitor de Pós-Graduação (Propg), Juarez Nascimento; e o diretor do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Fabrício de Souza Neves.

    Durante o pronunciamento, Felipa ressaltou a importância das políticas afirmativas para a democratização do acesso aos direitos e para a construção do projeto institucional da Universidade. “Ações afirmativas não são concessões. São políticas públicas de enfrentamento às desigualdades produzidas e reproduzidas em nosso país. São instrumentos de democratização de direitos e ocupam lugar estratégico no projeto de Universidade que estamos construindo”, afirmou.

    Após a solenidade de abertura, foi realizada a primeira mesa de debates, com o tema “Racismo e políticas afirmativas no Brasil e em Santa Catarina” . A atividade foi mediada pela professora da UFSC, Marta Verdi.

    Participaram da discussão Marcelo Castellanos, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA); Miguel Eusébio, da Universidade Federal do Ceará (UFC); e Karla Garcia Luiz, do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Da UFSC, Evelise Santos Sousa, da Proafe; Marcelo Tragtenberg, da Cátedra Antonieta de Barros; Mirê Chagas, da Rede Trans UFSC.

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  • Fundação Assefaz apresenta opções do plano de saúde aos servidores da UFSC dias 18 e 19

    Os servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) poderão conhecer as modalidades de planos de saúde oferecidas pela Fundação Assefaz em duas apresentações presenciais, nos dias 18 e 19 de agosto de 2026, no Auditório da Reitoria I, em Florianópolis.

    A primeira apresentação será realizada no dia 18 de agosto, das 10h às 11h. A segunda ocorrerá no dia 19 de agosto, das 14h às 15h.

    Durante os encontros, serão apresentadas informações sobre as modalidades de planos disponíveis, as condições de adesão e a rede credenciada. Os participantes também poderão tirar dúvidas sobre os serviços oferecidos e o processo de contratação.

    A adesão poderá ser realizada sem carência até 30 de setembro de 2026, em conformidade com as condições previstas no convênio. Informações fornecidas sobre os planos e os procedimentos necessários estão disponíveis nos canais oficiais da Fundação Assefaz.

    Ao longo do mês de setembro, a Fundação também promoverá apresentações nos demais campi da UFSC, em dados e horários que serão divulgados posteriormente.

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